Bradesco aprova aumento de capital de até R$ 10 bilhões para impulsionar tecnologia

Dinheiro novo que impulsiona a capacidade de transformação
CEO do Bradesco sobre como o aumento de capital acelerará investimentos em tecnologia e eficiência operacional.
Mark

Por que o Bradesco precisa de R$ 10 bilhões agora? Não tinha capital suficiente?

Mimi

Tem capital, mas a estratégia é diferente. Noronha quer acelerar a transformação digital, e isso exige investimento contínuo. O novo capital é um sinal de que o banco está apostando em crescimento, não em sobrevivência.

Mark

E por que os acionistas controladores se comprometem com R$ 8 bilhões dos R$ 10 bilhões?

Mimi

Porque eles acreditam no plano. Quando os controladores colocam dinheiro junto, sinalizam confiança. Também reduz o risco de diluição para eles mesmos.

Mark

O desconto de 6% é significativo?

Mimi

É modesto, mas estratégico. Não é um desconto agressivo que sugira desespero. É o suficiente para tornar a subscrição atrativa sem parecer que o banco está desesperado.

Mark

A antecipação dos R$ 6,5 bilhões em juros muda algo?

Mimi

Muda a dinâmica do caixa. Os acionistas recebem dinheiro mais cedo e podem reinvesti-lo na própria subscrição. É uma forma elegante de facilitar a participação sem parecer que o banco está forçando a barra.

Mark

Qual é o risco aqui?

Mimi

Se a transformação digital não entregar resultados, o banco terá gasto bilhões em tecnologia sem retorno proporcional. Mas Noronha está apostando que a queda de juros e o ROE positivo criam o ambiente certo para isso funcionar.

  • Aumento de capital de até R$ 10 bilhões aprovado pelo conselho
  • Acionistas controladores comprometem R$ 8 bilhões de subscrição
  • Novas ações a R$ 15,43 (ordinárias) e R$ 17,64 (preferenciais) com desconto de 6%
  • Período de subscrição: 6 de agosto a 4 de setembro de 2026
  • Antecipação de R$ 6,5 bilhões em juros sobre capital próprio para 15 de setembro

O banco emitirá novas ações a R$ 15,43 (ordinárias) e R$ 17,64 (preferenciais) com desconto de 6% para incentivar participação dos acionistas. CEO Marcelo Noronha cita ROE positivo e perspectiva de queda de juros em 2026-2027 como estímulos para a capitalização e aceleração de transformação digital.

Bradesco aprovou aumento de capital de até R$ 10 bilhões com subscrição de R$ 8 bilhões pelos acionistas controladores, visando financiar investimentos em tecnologia e expansão dos negócios.

O Bradesco movimentou seu conselho de administração na quarta-feira para aprovar uma injeção de até R$ 10 bilhões em novo capital, com os acionistas controladores comprometidos a subscrever R$ 8 bilhões dessa quantia. A decisão, solicitada pelos próprios acionistas, abre caminho para que o banco acelere seus gastos em tecnologia, melhore sua eficiência operacional e expanda suas linhas de negócio.

O aumento elevará o capital social da instituição para até R$ 103 bilhões. As novas ações serão emitidas a R$ 15,43 cada uma no caso das ordinárias e R$ 17,64 para as preferenciais — ambas com um desconto de 6% em relação aos preços de fechamento da quarta-feira, quando as ordinárias encerraram em R$ 16,04 e as preferenciais em R$ 18,35. Esse desconto funciona como um incentivo para que os acionistas participem da subscrição. O período para exercer esse direito vai de 6 de agosto até 4 de setembro.

Marcelo Noronha, que comanda o banco desde novembro de 2023, vê nessa capitalização uma oportunidade estratégica. Ele aponta dois fatores que sustentam a decisão: o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado do Bradesco e a expectativa de queda nas taxas de juros brasileiras ao longo de 2026 e 2027. Para Noronha, o novo capital funciona como combustível para a transformação digital que ele vem perseguindo. "Esse aumento de capital será dinheiro novo que entrará, impulsionando ainda mais a nossa capacidade de execução da transformação", disse o executivo.

O conselho também aprovou uma medida complementar: antecipar o pagamento de R$ 6,5 bilhões em juros sobre capital próprio que já haviam sido declarados. Esses recursos, que originalmente seriam distribuídos em outubro de 2026 e janeiro de 2027, agora chegarão aos acionistas em 15 de setembro. Cada ação ordinária receberá R$ 0,586 e cada preferencial R$ 0,644. Noronha explicou que essa antecipação oferece aos acionistas uma opção adicional: eles podem usar esses recursos para subscrever as novas ações ou alocá-los em outros investimentos.

O Bradesco, fundado em 1943 em Marília, no interior de São Paulo, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 6,8 bilhões. A instituição opera 1.938 agências bancárias, emprega 80,3 mil pessoas e atende 74,3 milhões de clientes. Compete diretamente com Banco do Brasil, Itaú, Santander e Nubank em um mercado cada vez mais disputado pela transformação digital.

Esse aumento de capital será dinheiro novo que entrará, impulsionando ainda mais a nossa capacidade de execução da transformação
— Marcelo Noronha, CEO do Bradesco
Foi uma proposição da diretoria ao conselho, pois isso dá mais uma opção de uso dos recursos para os acionistas, para que eles possam utilizar na subscrição das ações ou em outros usos
— Marcelo Noronha, sobre a antecipação dos juros sobre capital próprio
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