Bradesco abre etapa de sobras com 202 milhões de ações disponíveis para acionistas

Comprar o direito não garante as ações automaticamente
Investidores que adquirirem direitos de subscrição ainda precisam solicitar a subscrição dentro do prazo.
Mark

Por que o Bradesco precisava de uma segunda etapa? Não conseguiu vender todas as ações na primeira?

Mimi

Exatamente. Dos 604,85 milhões de ações que podia emitir, apenas 402,47 milhões foram subscritas. Sobraram 202,38 milhões. A segunda etapa dá aos acionistas que já participaram a chance de comprar mais antes de o banco tentar outras soluções.

Luke

Mas qual é o risco real aqui? Se o banco não conseguir vender nem essas sobras, o que acontece?

Mimi

Ele tem três opções: faz outro rateio, promove um leilão na B3, ou homologa parcialmente o aumento — desde que tenha captado os R$ 8 bilhões mínimos. Se atingir esse piso, pode cancelar as ações não vendidas.

Mark

E os acionistas que comprarem as sobras — quando começam a receber dividendos?

Mimi

Assim que o Banco Central homologa o aumento. As novas ações têm direito integral aos benefícios a partir daí.

Luke

Há quanto tempo esse aumento foi anunciado?

Mimi

Desde julho. Então estamos falando de uma operação que levou alguns meses para chegar a essa segunda etapa.

Mark

E se alguém comprar o direito de subscrição mas depois não quiser subscrever?

Mimi

Ele perde o direito. Comprar o direito não é automático — ainda precisa fazer a subscrição dentro do prazo.

Luke

Qual é o prazo exato?

Mimi

21 a 25 de setembro de 2026. Bem curto.

Mark

Os preços das sobras são iguais aos da primeira etapa?

Mimi

Sim. BBDC3 a R$ 15,43 e BBDC4 a R$ 17,64. Sem variação.

Luke

E se o banco não atingir os R$ 8 bilhões mesmo com as sobras?

Mimi

Aí a operação não se completa. Mas o banco já tinha captado bastante na primeira etapa, então é provável que chegue ao mínimo.

  • Dos 604,85 milhões de ações colocadas à venda na primeira etapa, apenas 402,47 milhões foram subscritas, deixando um terço da oferta sem comprador e criando pressão sobre o sucesso da operação.
  • A janela de sobras, aberta entre 21 e 25 de setembro, é estreita e exige que acionistas elegíveis ajam com rapidez para não perder o direito proporcional que conquistaram ao participar da fase anterior.
  • Os direitos de subscrição podem ser transferidos a outros investidores, mas a cessão não garante a aquisição automática das ações — quem compra o direito ainda precisa solicitar formalmente a subscrição dentro do prazo.
  • Se sobras persistirem após essa etapa, o Bradesco poderá recorrer a novo rateio, leilão na B3 ou homologação parcial do aumento, desde que o piso de R$ 8 bilhões seja atingido — sinalizando que o banco tem rotas alternativas, mas não ilimitadas.

Em setembro de 2026, o Bradesco abre a segunda fase de seu aumento de capital — a chamada etapa de sobras —, oferecendo aos acionistas que já participaram da primeira rodada a chance de absorver os 202,38 milhões de papéis que não encontraram subscritor. É um momento que revela tanto o apetite limitado do mercado quanto a resiliência de uma instituição que busca, com método e paciência, consolidar pelo menos R$ 8 bilhões em novo capital. A operação lembra que grandes captações raramente se completam em um único movimento — elas se constroem em camadas, honrando compromissos e abrindo espaço para quem deseja ir além.

O Bradesco encerrou a primeira fase de seu aumento de capital com resultado parcial: dos 604,85 milhões de ações disponíveis, apenas 402,47 milhões foram subscritas, deixando 202,38 milhões de papéis para uma segunda rodada. A operação, anunciada em julho com a meta de captar ao menos R$ 8 bilhões, avança agora para a chamada etapa de sobras, programada para ocorrer entre 21 e 25 de setembro de 2026.

Nessa fase, apenas acionistas que participaram da primeira etapa e manifestaram interesse em adquirir papéis adicionais poderão subscrever as sobras. A distribuição não é igualitária: o direito de cada investidor é proporcional ao número de ações que adquiriu anteriormente e à classe dos papéis. Quem subscreveu mil ações ordinárias, por exemplo, teria direito a aproximadamente 199 ordinárias e 312 preferenciais adicionais. Frações de ação são desconsideradas, e quem não atingir ao menos uma ação inteira não recebe nada.

Os preços se mantêm os mesmos da primeira etapa — R$ 15,43 por ação ordinária e R$ 17,64 por preferencial —, com pagamento à vista por débito em conta ou Pix. O procedimento varia conforme a custódia dos papéis: ações registradas diretamente no escriturador do Bradesco são tratadas pelo Portal de Documentos Digitais do banco; as custodiadas na B3 passam pelos agentes de custódia do investidor.

Um detalhe relevante é a possibilidade de transferência dos direitos de subscrição entre 21 e 24 de setembro. Contudo, o banco alerta que adquirir um direito não garante automaticamente as ações — o comprador ainda precisa solicitar a subscrição dentro do prazo. Caso ações permaneçam sem subscritor após essa etapa, o Bradesco poderá realizar novo rateio, promover leilão na B3 ou buscar homologação parcial do aumento, desde que o piso de R$ 8 bilhões seja alcançado. As novas ações conferirão direito integral a dividendos e juros sobre capital próprio a partir da homologação pelo Banco Central.

O Bradesco encerrou a primeira fase de seu aumento de capital em setembro de 2026 com um resultado parcial: dos 604,85 milhões de ações que poderiam ser emitidas, apenas 402,47 milhões foram subscritas pelos investidores. Isso deixou 202,38 milhões de papéis em aberto para uma segunda etapa, conhecida como fase de sobras, que se estenderia de 21 a 25 de setembro.

A operação havia sido anunciada pelo banco em julho com o objetivo de captar pelo menos R$ 8 bilhões. Na primeira etapa, os acionistas exerceram seu direito de preferência — o direito tradicional de manter sua participação proporcional na empresa quando novas ações são emitidas. Alguns deles, ao subscrever suas ações, também sinalizaram interesse em adquirir papéis adicionais caso houvesse sobras disponíveis. Agora chegava o momento de honrar esse interesse.

Os números da primeira etapa revelam como as ações se dividiram entre as duas classes. Foram subscritas 252,66 milhões de ações ordinárias (BBDC3) e 149,81 milhões de ações preferenciais (BBDC4). Restaram, portanto, 50,22 milhões de ordinárias e 152,16 milhões de preferenciais para serem rateadas exclusivamente entre quem havia participado da etapa anterior e manifestado interesse em receber mais papéis.

O direito de cada acionista às sobras não era uniforme — dependia de quantas ações ele havia adquirido na primeira etapa e de qual classe. Um investidor que tivesse subscrito mil ações ordinárias teria direito a aproximadamente 199 ações ordinárias adicionais e 312 preferenciais nas sobras, desconsideradas as frações. Quem tivesse subscrito mil preferenciais poderia receber direito a cerca de 511 preferenciais. O banco deixou claro que frações de ação não seriam consideradas, e investidores cujos direitos resultassem em menos de uma ação inteira não receberiam sobras.

Os preços permaneceriam os mesmos da etapa anterior: R$ 15,43 por ação ordinária e R$ 17,64 por ação preferencial. O pagamento deveria ser feito à vista, em dinheiro, com duas opções: débito em conta corrente no banco em 30 de setembro ou transferência via Pix. O procedimento para exercer o direito dependeria de onde as ações estavam custodiadas. Quem as tivesse registradas diretamente no escriturador do Bradesco usaria o Portal de Documentos Digitais do banco. Investidores com papéis na Central Depositária da B3 fariam o procedimento por meio de seus agentes de custódia — bancos e corretoras.

Uma característica importante da operação era a possibilidade de transferência dos direitos. Um acionista que tivesse recebido o direito de subscrever sobras, mas não quisesse investir mais dinheiro, poderia ceder esse direito a outro investidor. Para direitos vinculados a ações na B3, a transferência teria de ocorrer entre 21 e 24 de setembro, por meio do agente de custódia. Porém, o banco ressaltava um ponto crítico: comprar um direito de subscrição não garantia automaticamente a aquisição das ações. O investidor que recebesse ou comprasse o direito ainda precisaria solicitar a subscrição dentro do prazo estabelecido.

Caso ações ainda permanecessem não subscritas após essa segunda etapa, o Bradesco teria três caminhos. Poderia realizar um novo rateio entre os investidores que participaram da fase de sobras, promover um leilão na B3, ou buscar uma homologação parcial do aumento de capital. Essa última opção exigia que o banco atingisse o piso de R$ 8 bilhões. Se alcançado, o Conselho de Administração poderia aprovar o aumento mesmo sem subscrever todas as ações originalmente previstas, cancelando os papéis não subscritos.

As novas ações emitidas teriam direito integral aos dividendos e juros sobre capital próprio declarados pelo Bradesco a partir da homologação da operação pelo Banco Central. Os recibos de subscrição das sobras estariam disponíveis imediatamente após o pagamento para operações diretas com o escriturador, ou no dia seguinte para operações pela B3. Esses recibos poderiam ser negociados na bolsa a partir de 30 de setembro até a data da homologação final pelo BC. O banco sinalizou que continuaria divulgando informações conforme o avanço das próximas etapas.

Quando o cálculo resultar em uma fração de ação, será considerada apenas a parte inteira. Se o resultado for inferior a uma ação, não haverá sobras disponíveis para aquele investidor.
— Bradesco
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