Boto critica arbitragem e cobra clareza da CBF em critérios de pênalti

Tem que vir a comissão e dizer: não é falta em nenhum estado do Brasil
Boto pede que a CBF estabeleça critérios únicos e públicos para toques de braço em todas as situações.
Mark

Por que Boto achou que aquilo era pênalti quando os especialistas dizem que não?

Mimi

Porque ele viu o braço sendo usado para desviar a bola, para tirar vantagem. Não era um movimento natural — era intencional. Mas o ponto dele não é só sobre aquele lance. É que ninguém sabe ao certo qual é a regra.

Mark

Qual é a diferença entre o que acontece na Copa e o que acontece aqui?

Mimi

Na Copa, os critérios são públicos e consistentes. Um árbitro marca do mesmo jeito que outro. Aqui, você tem especialistas discordando, o que significa que a regra não está clara para ninguém.

Mark

Boto está pedindo que a CBF mude a regra?

Mimi

Não. Ele está pedindo que a CBF escolha uma regra — qualquer uma — e a mantenha sempre igual. Se braço perto do corpo não é falta, que nunca seja falta. Se é falta, que sempre seja. O problema é a incerteza.

Mark

E quanto ao impedimento semiautomático? Qual é a questão lá?

Mimi

A linha é traçada no momento do passe, mas as imagens que mostram para o público raramente deixam claro quando exatamente isso acontece. Boto quer que a CBF explique o processo, que seja transparente.

Mark

Ele está culpando o árbitro?

Mimi

Não. Ele diz que a visão do árbitro no campo pode ser limitada. Mas o VAR tem que ter clareza. E se tem clareza, precisa aplicar sempre do mesmo jeito.

Mark

O que Boto acha que vai acontecer se isso não mudar?

Mimi

Que as polêmicas vão continuar, os árbitros vão ficar inseguros, e o futebol vai sofrer. A falta de transparência prejudica todo mundo.

  • Um toque de braço não punido acendeu a indignação do Flamengo, mas a verdadeira chama era a falta de um padrão que todos pudessem compreender e antecipar.
  • Especialistas em arbitragem discordaram publicamente sobre o mesmo lance, expondo a fragilidade de um sistema sem critérios cristalizados.
  • Boto citou árbitros brasileiros que atuaram com clareza na Copa do Mundo, questionando por que o mesmo rigor não se aplica dentro do próprio país.
  • A tecnologia do impedimento semiautomático também foi colocada sob suspeita: se a linha é traçada no momento certo, por que as transmissões raramente o mostram?
  • O diretor rubro-negro pede à CBF que torne públicos seus critérios — não para vencer um jogo, mas para que árbitros e VAR possam trabalhar sem a sombra da controvérsia.

No futebol brasileiro, onde cada decisão arbitral pode inflamar paixões e alimentar desconfianças, José Boto, diretor do Flamengo, levantou uma questão que transcende um único lance: a ausência de critérios claros e uniformes para a arbitragem. Após a partida contra o São Paulo pelo Brasileirão, Boto dirigiu-se à CBF não como adversário, mas como alguém que pede o que toda instituição esportiva deve oferecer — transparência e coerência nas regras que governam o jogo.

José Boto saiu da partida entre Flamengo e São Paulo pelo Brasileirão com uma pergunta que não o largava: por que aquele toque de braço não foi penalidade? Para o diretor rubro-negro, o movimento desviou a bola com vantagem clara — mas árbitro e VAR deixaram o lance passar. O comentarista Paulo Cesar de Oliveira defendeu a decisão, argumentando que a posição do braço era natural. Boto, porém, não estava apenas questionando aquele jogo. Estava questionando a ausência de um padrão.

O apelo do diretor foi direto à CBF: se aquele tipo de lance não configura falta, que a entidade o diga publicamente, com clareza, para todos os clubes e para o público. Boto lembrou de árbitros brasileiros que atuaram com critérios bem definidos na Copa do Mundo e contrastou isso com situações internas — como uma expulsão por falta que, no torneio internacional, nem seria marcada. Se as regras são diferentes no Brasil, argumentou, que sejam ao menos sempre iguais entre si, em qualquer estado, em qualquer parte do campo.

Boto foi além e questionou a tecnologia do impedimento semiautomático. O regulamento determina que a linha deve ser traçada no momento exato do passe, mas as transmissões raramente mostram esse instante com precisão. Ele não duvidava da correção técnica do procedimento, mas pedia que a CBF explicasse o processo — e reconhecesse, se fosse o caso, que faltam recursos visuais para torná-lo transparente.

No centro de tudo estava a inconsistência. Para Boto, o que mais prejudica o futebol brasileiro é ver especialistas discordando sobre o mesmo lance, gerando polêmicas que tiram a tranquilidade dos árbitros e do VAR. Ele não culpava o árbitro Daronco individualmente — sua visão do campo tem limitações. Mas a do VAR não deveria ter. E um critério estabelecido precisa valer sempre. Sem transparência da comissão de arbitragem da CBF, o futebol brasileiro continuará produzindo controvérsias a cada rodada.

José Boto, diretor do Flamengo, saiu da partida contra o São Paulo no Brasileirão com uma questão que não sairia de sua cabeça: por que o árbitro não marcou pênalti? Mais que isso, por que ninguém conseguia explicar com clareza se aquele toque de braço deveria ter sido falta ou não.

O lance em questão envolveu um movimento de braço que, na avaliação de Boto, representava uma vantagem clara — o jogador desviava a bola com o membro superior, alterando o curso do jogo. Mas a arbitragem, tanto no campo quanto no VAR, decidiu deixar passar. Paulo Cesar de Oliveira, comentarista de arbitragem do grupo Globo, argumentou que o movimento e a posição do braço foram naturais, justificando a não marcação. Para Boto, porém, o problema não era apenas aquele jogo específico. Era a falta de um padrão.

O diretor rubro-negro fez um apelo direto à Confederação Brasileira de Futebol: se a entidade considera que aquele tipo de movimento de braço não configura falta, que venha a público e deixe isso cristalino para todos. Boto citou exemplos da Copa do Mundo, onde árbitros como Raphael Claus, Wilton Pereira Sampaio e Ramon Abatti atuaram com critérios bem definidos. Lembrou de um caso específico: uma falta que resultou na expulsão do jogador Carrascal no Brasil, mas que nem sequer seria considerada infração no torneio internacional. Se as regras são diferentes aqui, argumentou, elas precisam ser sempre iguais, em qualquer estado, em qualquer parte do campo.

Boto foi além e questionou a tecnologia do impedimento semiautomático. Quando exatamente a linha é traçada? O regulamento diz que deve ser no momento do passe, mas as imagens transmitidas raramente mostram isso com clareza. No jogo anterior, a transmissão exibiu apenas os dois jogadores na área, sem deixar evidente o instante preciso em que a bola saiu do pé de quem passou. Boto não duvidava que a linha tivesse sido traçada corretamente, mas pediu que a CBF explicasse o procedimento. Que dissesse aos clubes e ao público: está certo ser feito assim, e se falta um software para mostrar isso, então falta mesmo.

O cerne da reclamação de Boto era a inconsistência. O que mais prejudicava o futebol brasileiro, em sua visão, era ouvir especialistas em arbitragem discordando sobre se um lance deveria ou não ter resultado em pênalti. Essa indefinição criava polêmicas desnecessárias e tirava a tranquilidade dos árbitros e do VAR para fazer seu trabalho. Boto não culpava o árbitro Daronco especificamente — sua visão do campo podia não ter sido a mais clara. Mas a do VAR deveria ser. E se um critério é estabelecido, precisa valer sempre, em todas as circunstâncias.

O que Boto pedia, no fim, era simples: igualdade de critérios. Isso, porém, dependia inteiramente da comissão de arbitragem da CBF. Sem transparência sobre como as regras eram aplicadas, o futebol brasileiro seguiria gerando controvérsias a cada rodada.

O que não pode acontecer é eu ouvir especialistas de arbitragem dizendo que podia marcar ou não. Isso que cria e gera polêmicas
— José Boto, diretor do Flamengo
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