Na vila ribeirinha de Alter do Chão, onde o rio e a floresta moldam a memória coletiva, o grupo folclórico Boto Cor-de-Rosa abriu o Sairé 2026 com um espetáculo dedicado à cultura tapajônica — aquela que, segundo seus próprios guardiões, permanece em grande parte não contada. Com meses de preparo e o peso de representar povos originários diante de jurados e comunidade, o grupo transformou a arena do festival em um ato de resistência cultural e apelo à preservação ambiental.