Perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, Boris Johnson escapou ileso quando um drone russo atingiu o comboio que seguia imediatamente atrás do seu, durante uma viagem a Kiev. O incidente recorda-nos que a guerra não distingue entre combatentes e visitantes, e que as zonas fronteiriças continuam a ser palco de uma violência que ignora as linhas traçadas nos mapas. A presença de figuras políticas ocidentais em território ucraniano, apesar dos riscos evidentes, é em si mesma uma declaração — de solidariedade, mas também de uma guerra que ainda não encontrou o caminho para o silêncio.