Em meio às complexidades regulatórias e políticas que cercam a infraestrutura esportiva carioca, o Vasco da Gama avança passo a passo na tentativa de sediar em São Januário o duelo continental contra o Boca Juniors. Os bombeiros aprovaram a expansão do estádio para 24.155 lugares, mas a decisão final — que deve chegar até 10 de outubro — ainda depende da Polícia Militar e, possivelmente, dos tribunais. É a história de um clube que negocia, ao mesmo tempo, futebol e burocracia.
Bombeiros aprovam expansão de São Januário para jogo do Vasco contra Boca Juniors
A prioridade é São Januário, independente de quatro mil torcedores visitantes
Por que o Vasco não pode simplesmente jogar em São Januário sem essa aprovação toda?
A Conmebol tem regras sobre capacidade mínima de estádios para competições internacionais. São Januário fica abaixo disso, então tecnicamente não se qualifica.
Mas espera — os bombeiros aprovaram. Isso não resolve?
Resolve a parte de segurança contra incêndio e pânico. Mas falta a Polícia Militar ainda.
E se a polícia disser não?
Aí o Vasco tenta o Maracanã, que é maior. Mas o Flamengo e Fluminense têm vetado.
Eles podem vetar assim, só porque sim?
Tecnicamente, o Consórcio Fla-Flu administra o estádio. O Vasco entrou na Justiça, mas a ação foi suspensa porque outro torcedor tinha pedido a mesma coisa antes.
Então há três opções: São Januário, Maracanã ou Nilton Santos?
Exato. E a decisão tem que sair até 10 de outubro.
Qual é a mais provável?
Ninguém sabe ainda. Depende de aprovações que ainda não chegaram.
Der Puls
- O relógio corre: a Conmebol exige que o Rio defina o estádio até 10 de outubro, e o jogo está marcado para o dia 20.
- Os bombeiros aprovaram a expansão de São Januário para 24.155 lugares, abrindo espaço para até quatro mil torcedores argentinos — mas a Polícia Militar ainda precisa dar seu aval.
- O estádio segue abaixo dos 30 mil lugares exigidos pela Conmebol, obrigando o Vasco a pleitear uma exceção formal à entidade.
- Na Justiça, o clube tenta derrubar o veto ao Maracanã, mas um processo anterior de torcedor anônimo travou o pedido.
- O presidente Pedrinho já traçou o plano B e o C: Maracanã e Nilton Santos aguardam na fila, nessa ordem.
Em meio às complexidades regulatórias e políticas que cercam a infraestrutura esportiva carioca, o Vasco da Gama avança passo a passo na tentativa de sediar em São Januário o duelo continental contra o Boca Juniors. Os bombeiros aprovaram a expansão do estádio para 24.155 lugares, mas a decisão final — que deve chegar até 10 de outubro — ainda depende da Polícia Militar e, possivelmente, dos tribunais. É a história de um clube que negocia, ao mesmo tempo, futebol e burocracia.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro aprovou, na sexta-feira, o projeto do Vasco para ampliar São Januário de 21.188 para 24.155 lugares, viabilizando a presença de até quatro mil torcedores do Boca Juniors na partida pela Copa Sul-Americana. A aprovação veio após análise do novo plano de segurança contra incêndio e pânico apresentado pelo clube.
A vitória, porém, é parcial. O estádio ainda ficará abaixo dos 30 mil lugares normalmente exigidos pela Conmebol para jogos internacionais, e o Vasco precisará pedir uma exceção à entidade. Além disso, falta o aval da Polícia Militar ao mesmo plano de segurança — uma vistoria será realizada antes do jogo de 20 de outubro para confirmar que as mudanças foram executadas.
Paralelamente, o clube recorreu à Justiça para contestar os vetos ao uso do Maracanã, mas o pedido foi suspenso porque um torcedor havia ajuizado ação semelhante anteriormente. O presidente Pedrinho deixou clara a ordem de preferências: São Januário primeiro, Maracanã em segundo e o Nilton Santos como terceira opção.
A decisão final sobre o local deve ser comunicada até 10 de outubro, prazo imposto pela Conmebol. Se São Januário for vetado e o Maracanã permanecer fechado, o Vasco recorrerá ao Nilton Santos — e o presidente não descarta judicializar a questão do estádio olímpico. O jogo contra o Boca representa um momento decisivo para o clube, que disputa ao mesmo tempo uma vaga continental e uma batalha pela própria casa.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro deu seu aval, na sexta-feira, ao plano do Vasco de ampliar São Januário para receber o jogo contra o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana. A aprovação veio após análise detalhada do novo projeto de segurança contra incêndio e pânico apresentado pelo clube, que prevê elevar a capacidade do estádio de 21.188 para 24.155 lugares — um aumento que criaria espaço para até quatro mil torcedores argentinos visitantes.
A decisão dos bombeiros, porém, não encerra a questão. O estádio continuará operando com capacidade geral abaixo dos 30 mil lugares que a Conmebol normalmente exige para partidas internacionais. Ainda assim, se o Vasco conseguir implementar as mudanças com apoio dos poderes públicos, terá um argumento sólido para pedir uma exceção à regra e jogar em casa contra o time argentino. Falta, ainda, a aprovação da Polícia Militar no mesmo plano de segurança. Uma vistoria será realizada antes do jogo marcado para 20 de outubro para confirmar que todas as alterações foram de fato executadas.
O clube não coloca todos os ovos na mesma cesta. Enquanto trabalha nos bastidores para viabilizar São Januário, o Vasco também acionou a Justiça contra o Consórcio Flamengo-Fluminense, contestando sucessivos vetos ao uso do Maracanã. O tribunal, porém, suspendeu o pedido porque um torcedor não identificado havia ajuizado ação semelhante antes. O presidente Pedrinho deixou clara a hierarquia de preferências em entrevista à CazeTV: São Januário em primeiro lugar, Maracanã em segundo, e o estádio Nilton Santos como terceira opção.
A escolha final do local deve ser comunicada até 10 de outubro, prazo máximo estabelecido pela Conmebol para que o Rio de Janeiro defina seu estádio. Se São Januário for vetado e o Maracanã permanecer indisponível, o Vasco recorrerá ao Nilton Santos. O presidente sinalizou disposição de judicializar a questão do Maracanã caso a capital carioca não autorize o jogo em seu próprio estádio. A partida contra o Boca Juniors representa um momento crítico para o clube, que busca avançar na competição continental enquanto negocia as complexidades políticas e regulatórias que cercam a infraestrutura esportiva do Rio.
Bemerkenswerte Zitate
A minha prioridade contra o Boca é São Januário. Independente que sejam quatro mil torcedores visitantes. Se eu tenho a possibilidade da negativa em São Januário, eu vou judicializar o Maracanã.— Pedrinho, presidente do Vasco, em entrevista à CazeTV