Nas eleições municipais de São Paulo realizadas em 6 de outubro de 2024, um jovem de 26 anos chamado Lucas Pavanato tornou-se o vereador mais votado da maior cidade do Brasil, acumulando mais de 156 mil votos sem recorrer às estruturas tradicionais de campanha. Sua ascensão — construída em redes sociais, com vídeos combativos e alianças com figuras do bolsonarismo — reflete uma transformação mais ampla na forma como o eleitorado urbano se relaciona com a política e com aqueles que a representam. O fenômeno Pavanato não é apenas uma vitória individual, mas um sinal sobre o tempo em que vivemos.
Bolsonarista Lucas Pavanato é vereador mais votado em SP com 156 mil votos
156 mil votos de um estreante que construiu política em vídeos provocadores
Como alguém tão jovem, sem experiência em câmara municipal, consegue 156 mil votos? Isso é realmente sobre conteúdo de rede social?
Pavanato construiu uma presença consistente provocando adversários políticos no estilo do MBL. Ele já tinha visibilidade como deputado estadual — 36 mil votos antes — então não era totalmente desconhecido. Mas sim, as redes foram centrais.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. Ele tinha apoio do PL inteiro, que é uma máquina. Não sabemos quanto dessa votação veio de mobilização orgânica versus estrutura partidária. E o apoio a Marçal — quanto isso influenciou?
Justo. O PL o colocou como aposta principal para a câmara. Isso certamente ajudou. Mas 156 mil votos é um número que fala por si — nenhum outro vereador eleito chegou perto.
E agora? O que muda com essa votação expressiva?
Muda bastante. Pelo quociente eleitoral, o PL ganha cadeiras extras na câmara. Pavanato não só foi eleito — ele trouxe mais vereadores para o partido.
Embora os números exatos ainda não estivessem confirmados quando a reportagem foi publicada. Isso sai segunda-feira.
Então ele é um fenômeno real ou um artefato da máquina do PL?
Provavelmente os dois. Ele tinha presença digital genuína, mas operava dentro de uma estrutura partidária que o apoiava fortemente. Não é um ou outro.
E vale notar: ele apoiou Marçal, que perdeu. Então sua influência tem limites. Funciona para vereador, mas não necessariamente para campanhas maiores.
Der Puls
- Com 156.805 votos e apenas 26 anos, Pavanato superou todos os candidatos a vereador em São Paulo, numa votação que surpreendeu até os estrategistas do próprio PL.
- Sua campanha dispensou palanques tradicionais e apostou em vídeos provocadores nas redes sociais, num estilo que mistura militância digital com combatividade política ao estilo MBL.
- A magnitude da votação ativa o quociente eleitoral e garante ao PL cadeiras adicionais na Câmara Municipal, ampliando o peso da legenda além do que o próprio desempenho de Pavanato já asseguraria.
- Entre os dez mais votados também aparecem Ana Carolina Oliveira, Amanda Paschoal e a Pastora Sandra Alves, revelando um eleitorado fragmentado que busca representação em perfis muito distintos.
- A distribuição final das cadeiras seria confirmada na segunda-feira, mas o resultado já sinalizava uma reconfiguração do poder legislativo municipal na capital paulista.
Nas eleições municipais de São Paulo realizadas em 6 de outubro de 2024, um jovem de 26 anos chamado Lucas Pavanato tornou-se o vereador mais votado da maior cidade do Brasil, acumulando mais de 156 mil votos sem recorrer às estruturas tradicionais de campanha. Sua ascensão — construída em redes sociais, com vídeos combativos e alianças com figuras do bolsonarismo — reflete uma transformação mais ampla na forma como o eleitorado urbano se relaciona com a política e com aqueles que a representam. O fenômeno Pavanato não é apenas uma vitória individual, mas um sinal sobre o tempo em que vivemos.
Lucas Pavanato tinha 26 anos quando se tornou o vereador mais votado nas eleições municipais de São Paulo, em 6 de outubro de 2024. Com 156.805 votos e 97,19% das urnas apuradas, o estreante na política municipal — ele já havia sido deputado estadual — alcançou uma escala de votação que marcou um ponto de inflexão em sua trajetória.
Sua ascensão não veio de uma máquina tradicional de campanha. Pavanato construiu sua presença política nas redes sociais, publicando vídeos provocadores contra adversários, num estilo próximo ao do Movimento Brasil Livre. Apoiador declarado de Jair Bolsonaro e aliado de Nikolas Ferreira, ele também apoiou Pablo Marçal durante a disputa pela prefeitura de São Paulo.
O Partido Liberal havia apostado nele como principal puxador de votos para a Câmara Municipal. A estratégia rendeu mais do que o esperado: a votação expressiva garantiu ao PL cadeiras adicionais via quociente eleitoral, mecanismo que distribui assentos com base no desempenho geral da legenda. Os números exatos seriam divulgados na segunda-feira.
Entre os outros dez mais votados estavam Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabela Nardoni, pelo Podemos; Amanda Paschoal, do PSOL; e a Pastora Sandra Alves, da União Brasil. Todos tomariam posse em janeiro. A votação de Pavanato dizia algo sobre o eleitorado paulistano: uma disposição crescente de apoiar comunicadores digitais combativos, em detrimento das estruturas políticas convencionais.
Lucas Pavanato tinha 26 anos quando se tornou o vereador mais votado nas eleições municipais de São Paulo realizada no domingo, 6 de outubro. O número era expressivo: 156.805 votos, com 97,19% das urnas já apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Para Pavanato, era a primeira vez que chegaria a um cargo eletivo municipal — ele já havia sido deputado estadual, eleito com mais de 36 mil votos — mas a escala dessa votação marcava um ponto de inflexão em sua trajetória política.
Sua ascensão não veio de uma máquina tradicional de campanha. Pavanato construiu presença política através de redes sociais, publicando vídeos que provocavam adversários políticos, um estilo que ecoava o trabalho de militantes do Movimento Brasil Livre. Ele se apresentava como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e mantinha proximidade com Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL de Minas Gerais. Durante a campanha, apoiou a candidatura de Pablo Marçal ao governo de São Paulo.
O Partido Liberal havia apostado em Pavanato como sua principal aposta para puxar votos na câmara municipal da capital. A estratégia funcionou além das expectativas. Com uma votação dessa magnitude, o PL ganharia direito a cadeiras adicionais na câmara municipal através do quociente eleitoral — um mecanismo que distribui assentos com base no desempenho geral da legenda, mesmo para candidatos que não atingiram individualmente o número mínimo de votos. Os números exatos dessa distribuição seriam divulgados oficialmente na segunda-feira, 7 de outubro.
Além de Pavanato, 54 outros vereadores foram eleitos no pleito. Entre os dez mais votados estavam nomes como Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabela Nardoni, filiada ao Podemos; Amanda Paschoal, do PSOL; e a Pastora Sandra Alves, da União Brasil. Todos tomariam posse no primeiro de janeiro do ano seguinte.
A votação de Pavanato sinalizava algo sobre o eleitorado paulistano naquele momento — uma disposição de apoiar figuras que operavam fora das estruturas tradicionais de poder, que se comunicavam através de plataformas digitais e que encarnavam uma certa combatividade política. Ele não era um político de carreira, mas um comunicador que havia encontrado uma audiência.
Bemerkenswerte Zitate
Pavanato ganhou projeção política publicando vídeos provocando adversários políticos, no estilo já conhecido de militantes do Movimento Brasil Livre— Metrópoles