Pela décima vez consecutiva, a bolsa paulista encerrou em queda — um ritmo que não é acidente, mas sintoma. Em agosto de 2026, o capital estrangeiro que havia chegado com entusiasmo ao Brasil no início do ano começa a buscar horizontes mais seguros, pressionado por juros elevados nos Estados Unidos e no Japão, pela persistência da guerra no Irã e pela falta de clareza fiscal em Brasília. O mercado não está em pânico — está em espera, aguardando que o Brasil demonstre disposição para fazer os ajustes que reconquistariam a confiança de quem ainda não foi embora.