Matérias-primas indispensáveis para setores que concentrarão trilhões de dólares
Em um momento em que a geopolítica e a transição energética redefinem as prioridades econômicas globais, o Brasil deu um passo simbólico e prático ao listar na B3 o RARA11, seu primeiro ETF dedicado a terras raras e metais estratégicos. Lançado pela Investo em 26 de junho de 2026, o fundo replica um índice americano consolidado e conecta o investidor brasileiro a dezessete minerais que sustentam desde smartphones até turbinas eólicas. É a formalização de um acesso antes restrito — uma porta aberta para quem deseja participar da economia material do futuro sem precisar decifrar sozinho cada elo de uma cadeia produtiva espalhada por dez países.
- A corrida global por minerais críticos ganhou um novo capítulo no Brasil: o RARA11 chega à B3 como o primeiro ETF exclusivamente dedicado a terras raras, num setor que a AIE projeta crescer mais de 30% até 2030.
- A urgência é estrutural — neodímio, ítrio e lítio estão no coração de carros elétricos, turbinas eólicas e ressonâncias magnéticas, e a demanda por esses insumos acelera conforme a transição energética avança sem pausa.
- O fundo replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF de Nova York, filtrando apenas empresas que derivem ao menos metade da receita de atividades ligadas a minerais críticos — uma restrição que evita a diluição em grandes conglomerados.
- Com taxa de administração de 0,5% ao ano, rebalanceamento trimestral e exposição a mais de trinta empresas em dez países, o RARA11 oferece diversificação geográfica que vai da China à Austrália, do Canadá ao Brasil.
- Para o investidor brasileiro, o lançamento representa um canal de entrada em uma tese de longo prazo — transição energética, segurança de cadeias de suprimento e avanço tecnológico — sem a necessidade de análise individual de cada empresa do setor.
Na sexta-feira, 26 de junho de 2026, a B3 recebeu o RARA11, primeiro fundo de índice brasileiro dedicado exclusivamente a terras raras e metais estratégicos. O lançamento, conduzido pela Investo, marca uma virada para investidores nacionais que buscam exposição a um setor cada vez mais central na economia global.
O RARA11 replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF, negociado em Nova York, e carrega em carteira mais de trinta empresas globais envolvidas na produção, refino e processamento de minerais críticos. A seleção é rigorosa: só entram companhias que gerem ao menos metade de sua receita nessas atividades, evitando a diluição em conglomerados de mineração diversificados. A taxa de administração é de 0,5% ao ano, com rebalanceamento trimestral.
A carteira abrange dez países — China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Holanda, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França —, espelhando a natureza dispersa da cadeia de suprimentos desses minerais. Os dezessete elementos em questão, entre eles neodímio, ítrio e lítio, estão presentes em smartphones, carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos médicos. A Agência Internacional de Energia projeta crescimento superior a 30% na demanda por terras raras até 2030, impulsionado pela eletrificação veicular e pela expansão de energias renováveis.
Cauê Mançanares, CEO da Investo, descreveu o RARA11 como uma porta de entrada para três dinâmicas simultâneas: a transição energética global, a segurança das cadeias de suprimento e o avanço tecnológico — setores que devem concentrar investimentos na casa dos trilhões de dólares nas próximas décadas. O timing não é acidental: enquanto governos e corporações disputam acesso a minerais críticos, o Brasil — presente na carteira do fundo com reservas próprias ainda pouco exploradas — oferece ao investidor local um caminho de participação nessa narrativa sem exigir análise aprofundada de cada elo produtivo.
Na sexta-feira, 26 de junho, o mercado de capitais brasileiro recebeu um novo instrumento de investimento: o RARA11, primeiro fundo de índice dedicado exclusivamente a terras raras e metais estratégicos listado na B3. O lançamento, realizado pela Investo, marca um ponto de inflexão para investidores brasileiros que desejam se posicionar em um setor que promete ser central para a economia global das próximas décadas.
O fundo replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF, negociado em Nova York, e oferece exposição a mais de trinta empresas globais que atuam na produção, refino e processamento de minerais críticos. A estrutura do RARA11 foi desenhada com rigor: apenas empresas que derivem pelo menos metade de sua receita de atividades ligadas a terras raras e metais estratégicos integram a carteira. Essa restrição evita que o fundo se dilua em grandes conglomerados de mineração cujas operações abrangem múltiplos segmentos. A taxa de administração é de 0,5% ao ano, e o rebalanceamento ocorre trimestralmente.
A carteira do RARA11 está geograficamente diversificada, com exposição a dez países: China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Holanda, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França. Essa distribuição reflete a realidade de uma cadeia de suprimentos global para esses minerais, onde a produção e o processamento estão espalhados por múltiplas regiões.
Os minerais em questão — dezessete elementos, entre eles neodímio, ítrio e lítio — são componentes fundamentais de tecnologias que permeiam a vida moderna. Encontram-se em smartphones, aparelhos de ressonância magnética, carros elétricos, turbinas eólicas e motores industriais. Conforme a transição energética global avança e a demanda por tecnologias limpas intensifica-se, a procura por esses insumos cresce proporcionalmente. A Agência Internacional de Energia projeta um aumento de mais de 30% na demanda por terras raras até 2030, um crescimento que reflete tanto a eletrificação de frotas veiculares quanto a expansão de infraestrutura de energia renovável em escala planetária.
Cauê Mançanares, CEO da Investo, enquadrou o lançamento como uma oportunidade para investidores brasileiros acessarem uma tese estrutural de longo prazo. Segundo ele, o RARA11 conecta o investidor a três dinâmicas simultâneas: a transição energética global, a segurança das cadeias de suprimento internacionais e o avanço tecnológico. Mançanares destacou que as matérias-primas subjacentes ao fundo são indispensáveis para setores que deverão concentrar investimentos na casa dos trilhões de dólares nas próximas décadas.
O timing do lançamento não é casual. Enquanto geopolítica e segurança de suprimentos ganham relevância nas agendas de governos e corporações, a demanda por diversificação de fontes de minerais críticos intensifica-se. O Brasil, presente na carteira do fundo, possui reservas significativas de alguns desses elementos, embora sua participação na produção global ainda seja modesta. Para o investidor brasileiro, o RARA11 oferece um canal de participação em uma narrativa de longo prazo sem necessidade de seleção individual de empresas ou análise aprofundada de cada elo da cadeia produtiva.
Notable Quotes
O lançamento do RARA11 permite que o investidor brasileiro tenha acesso a uma tese estrutural de longo prazo, conectada à transição energética, à segurança das cadeias globais de suprimentos e ao avanço tecnológico mundial.— Cauê Mançanares, CEO da Investo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que agora? Por que um ETF de terras raras chega ao Brasil justamente em 2026?
A demanda por esses minerais está acelerando. Carros elétricos, painéis solares, turbinas eólicas — tudo depende deles. Os governos perceberam que não podem ficar dependentes de uma única fonte, especialmente da China. É um momento em que investimentos trilionários estão sendo direcionados para tecnologias limpas.
Mas por que um investidor brasileiro deveria se importar com isso? Não é muito nicho?
Não é nicho, é estrutural. A transição energética não é uma moda passageira. É uma reconfiguração da economia global. E o Brasil tem minerais. Ao investir no RARA11, você não está apostando em uma empresa específica — está apostando que a demanda por esses insumos vai crescer 30% até 2030.
Qual é o risco aqui? Esses minerais podem ficar obsoletos?
Improvável. Neodímio, lítio, ítrio — eles são fundamentais para tecnologias que já existem e que vão se expandir. O risco real é geopolítico: quem controla a produção, quem controla o refino. Por isso o fundo está exposto a dez países diferentes.
A taxa de 0,5% ao ano é competitiva?
Sim. Para um ETF especializado, é razoável. E o rebalanceamento trimestral garante que você está sempre exposto às empresas mais relevantes do setor, não a conglomerados que diluem a tese.
Se eu investir hoje, quando devo esperar retornos?
Essa é uma tese de longo prazo. Você não está comprando para ganhar em três meses. Está se posicionando para uma década de crescimento estrutural em demanda. O retorno virá da expansão do setor, não de especulação de curto prazo.