Bolieiro apresenta balanço de transformação nos Açores com foco em diálogo

Fizemos do diálogo um instrumento de transformação, não para adiar, mas para envolver e decidir
Bolieiro define a sua abordagem de governo nos Açores entre 2020 e 2025.

Na ilha do Faial, o presidente do Governo Regional dos Açores apresentou ao parlamento regional um balanço de cinco anos de governação, invocando números concretos como prova de transformação. Entre 2020 e 2025, saúde, emprego, educação e coesão social registaram avanços mensuráveis, segundo José Manuel Bolieiro, que defendeu o diálogo não como retórica, mas como método de ação. O discurso colocou os Açores no horizonte de uma região que, em vez de dramatizar as suas fragilidades, escolhe reconhecer e ampliar o seu potencial.

  • A taxa de desemprego caiu para 3,9% — o valor mais baixo desde 2007 — e o número de empregados atingiu um máximo histórico de 121.500 no segundo trimestre de 2025.
  • Na saúde, a pressão sobre os serviços foi respondida com 35% mais atos médicos em 2024 e uma subida da cobertura de médico de família de 86% para 91%.
  • O acesso a creche gratuita cresceu quase 700%, passando de 590 crianças em 2019 para 4.686 em 2025, sinalizando uma aposta concreta no apoio às famílias.
  • As exportações regionais subiram 39% e o valor do pescado capturado aumentou de 33,9 para 39,8 milhões de euros, refletindo uma economia com maior solidez.
  • Bolieiro reconheceu que existe uma tendência para dramatizar as dificuldades nos Açores, e contrapôs com um apelo a exaltar o potencial da região perante quem, no exterior, a inveja.

Na Horta, perante o parlamento regional dos Açores, José Manuel Bolieiro apresentou um balanço de cinco anos de governação com uma mensagem clara: a região transformou-se. O presidente trouxe números para sustentar a afirmação e defendeu que o diálogo foi um instrumento de ação — não para adiar decisões, mas para envolver as pessoas antes de agir.

Na saúde, realizaram-se 35% mais atos médicos em 2024 do que em 2019, a cobertura de médico de família subiu de 86% para 91%, e o governo investiu 30 milhões de euros na valorização das carreiras dos profissionais. No emprego, a população empregada cresceu 9.100 trabalhadores entre 2019 e 2024, atingindo um máximo histórico de 121.500 no segundo trimestre de 2025, com uma taxa de desemprego de 3,9% — a mais baixa desde 2007.

Nos apoios sociais, o acesso a creche gratuita cresceu quase 700%, o Complemento Regional de Pensão subiu de 54 para 125 euros, e o governo concluiu 199 soluções habitacionais em quatro anos, com 50 milhões de euros em execução. Na economia, as exportações cresceram 39%, a produção de carne subiu 11% e o valor do pescado capturado aumentou de 33,9 para 39,8 milhões de euros.

Bolieiro terminou com uma observação sobre perspetiva: no exterior há quem inveje os Açores, mas internamente tende-se a dramatizar as dificuldades. A sua escolha era outra — exaltar o potencial de uma região que, segundo ele, tem razões concretas para acreditar no seu caminho.

Na Horta, na ilha do Faial, José Manuel Bolieiro apresentou-se perante o parlamento regional com uma mensagem de transformação. O presidente do Governo Regional dos Açores falava no primeiro dia da sessão plenária de outubro, e o tom era de balanço: cinco anos tinham passado desde 2020, e a região, segundo ele, era agora melhor. Não era uma afirmação vaga. Bolieiro trouxe números.

O executivo regional havia feito do diálogo um instrumento de ação, disse. Não para adiar decisões, mas para envolver as pessoas e depois agir. Era uma resposta implícita a críticas de que o diálogo podia ser apenas retórica. A confiança que os açorianos lhe transmitiam, afirmou, reforçava a certeza de que este era o caminho certo.

Na saúde, os números eram expressivos. Em 2024, realizaram-se 35% mais atos médicos do que em 2019. A cobertura de médico de família subiu de 86% em 2020 para 91% em 2024. O governo havia investido 30 milhões de euros na valorização das carreiras dos profissionais de saúde. Era a resposta a uma preocupação que Bolieiro identificava como a maior entre os açorianos.

O emprego havia crescido de forma consistente. Entre 2019 e 2024, a população ativa aumentou 6.900 pessoas e a população empregada cresceu 9.100 trabalhadores. No segundo trimestre de 2025, o número de empregados atingiu 121.500, o mais elevado de sempre. A taxa de desemprego caiu para 3,9%, a mais baixa desde 2007. Na educação, mais de 900 professores foram integrados nos quadros das escolas desde 2021, trazendo estabilidade à profissão.

Os investimentos sociais também marcaram o período. Em 2019, apenas 590 crianças tinham acesso a creche gratuita. Em 2025, esse número era 4.686, um aumento de quase 700%. Os idosos receberam apoios concretos: o Complemento Regional de Pensão, que havia permanecido congelado durante anos, subiu de 54 euros em 2020 para 125 em 2025. Na habitação, o governo havia concluído 199 soluções habitacionais em quatro anos, entre novas casas, reabilitações e lotes atribuídos, com 50 milhões de euros em investimentos em execução através do Plano de Recuperação e Resiliência.

A economia regional havia ganho solidez. O consumo privado cresceu, a atividade económica manteve-se estável, e o turismo e a mobilidade alcançaram recordes. Na agricultura, o governo havia eliminado os rateios ao POSEI, permitindo que os agricultores recebessem 100% do apoio a que tinham direito, representando 15 a 16 milhões de euros adicionais por ano. A produção de carne cresceu 11% entre 2019 e 2024. Nas pescas, o valor do pescado capturado pelos pescadores aumentou de 33,9 milhões de euros em 2019 para 39,8 milhões em 2024. As exportações para o estrangeiro cresceram 39%, passando de 115,4 milhões de euros em 2019 para 160 milhões em 2024.

Bolieiro reconheceu que a região estava melhor em saúde, educação, apoio aos idosos e às crianças, habitação, emprego, economia, poder de compra, rendimento dos trabalhadores e fortalecimento das empresas. A ambição era clara: os Açores deveriam ser referência em qualidade de vida, justiça social, oportunidades para os jovens, dignidade para os idosos e segurança para as famílias. E terminou com uma observação sobre a perspetiva: no exterior havia quem invejasse os Açores, mas cá dramatizava-se as dificuldades. Ele preferia exaltar o potencial.

Recordando como era a nossa vida há cinco anos, vejo agora os Açores melhores. Melhores do que em 2020.
— José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores
No exterior há quem nos inveje. Cá, dramatizamos as dificuldades. Prefiro exaltar o nosso potencial.
— José Manuel Bolieiro
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Quando Bolieiro fala em diálogo como instrumento de transformação, o que significa isso na prática?

Model

Significa que não é apenas conversa. É envolver as pessoas nas decisões, mas depois agir. Ele distingue claramente: diálogo não é para adiar, é para decidir melhor.

Inventor

Os números de emprego parecem impressionantes. 121.500 trabalhadores é realmente um recorde?

Model

É o mais elevado de sempre, segundo o governo. E a taxa de desemprego de 3,9% é a mais baixa desde 2007. Esses são dados concretos que mostram movimento real no mercado de trabalho.

Inventor

Mas há algo que me intriga. Por que é que a creche gratuita cresceu 700% em seis anos?

Model

Porque em 2019 havia apenas 590 crianças com acesso. Era um número muito baixo. O investimento foi deliberado, uma prioridade social. Agora são 4.686.

Inventor

E os agricultores? O fim dos rateios ao POSEI parece ser uma mudança significativa.

Model

É. Significa que deixaram de receber uma percentagem do apoio que lhes era devido. Agora recebem 100%. Isso representa 15 a 16 milhões de euros adicionais por ano para o setor.

Inventor

Qual é o risco de um discurso assim? Parece muito positivo.

Model

O risco é que números podem ser verdadeiros mas incompletos. Bolieiro apresenta um lado da história. Há sempre quem questione se os ganhos foram suficientes ou bem distribuídos.

Inventor

E a frase final dele, sobre exaltar o potencial em vez de dramatizar dificuldades?

Model

É uma escolha de narrativa. Reconhece que há dificuldades, mas recusa o tom de crise. É uma forma de dizer: temos problemas, mas também temos força para os resolver.

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