Num fim de tarde de outubro, Londres assume por um dia o papel de capital do futebol mundial, ao receber pela primeira vez a Bola de Ouro fora da França, numa homenagem ao inglês Stanley Matthews, o primeiro a erguer o troféu em 1956. Para o Brasil, a noite já traz uma ausência antiga: desde Kaká, em 2007, nenhum jogador do país sobe ao pódio principal, e Vini Jr., em 17º lugar, segue como o melhor colocado. O que se celebra, no fundo, é a memória de um esporte que se reinventa e se espalha, enquanto o prêmio tenta acompanhar esse deslocamento.
Bola de Ouro 2026: Kane é favorito, Brasil segue sem pódio e cerimônia acontece em Londres pela primeira vez
O jejum brasileiro no prêmio principal continua desde Kaká, em 2007
Por que esta edição é diferente das anteriores?
É a primeira fora da França. Desde 2019 era no Théâtre du Châtelet, em Paris. Agora é no London Palladium, em homenagem a Stanley Matthews, o primeiro vencedor, em 1956.
E o Brasil, onde entra nisso?
Não entra no pódio. O jejum vem desde Kaká, em 2007. Vini Jr. ficou em 17º, Gabriel Magalhães em 21º e Marquinhos em 25º.
Vale notar que as posições até o 11º lugar já saíram, mas o top 10 só será revelado na cerimônia. Então o que sabemos do pódio é a leitura da imprensa, não um resultado.
Kane é mesmo o favorito?
É o apontado pela reportagem: 73 gols por clube e seleção. Mas não tem um grande título, e isso pesa.
Exatamente. "Favorito" aqui é avaliação, não confirmação. Yamal aparece logo atrás, e Rodri e Mbappé também têm argumentos da Copa.
E no feminino?
Haverá uma nova campeã, porque Bonmatí, vencedora das três últimas, ficou de fora após fraturar a perna. Lorena ainda pode levar o Troféu Yashin.
Mas a reportagem não diz que ela é favorita, apenas que está entre as cinco finalistas. O Flamengo também só está indicado a clube do ano.
Il Polso
- A ausência brasileira no pódio principal dura desde 2007, e Vini Jr. ficou apenas em 17º, uma posição abaixo do ano passado.
- Lorena, única brasileira entre as 30 indicadas no feminino, terminou em 28º, mas ainda disputa o Troféu Yashin entre as cinco finalistas.
- Harry Kane aparece como favorito no masculino, enquanto a ausência de Aitana Bonmatí, lesionada, abre caminho para uma nova campeã no feminino.
- A cerimônia sai pela primeira vez da França, com transmissão gratuita pela DAZN e pelo site oficial a partir das 17h de Brasília.
Num fim de tarde de outubro, Londres assume por um dia o papel de capital do futebol mundial, ao receber pela primeira vez a Bola de Ouro fora da França, numa homenagem ao inglês Stanley Matthews, o primeiro a erguer o troféu em 1956. Para o Brasil, a noite já traz uma ausência antiga: desde Kaká, em 2007, nenhum jogador do país sobe ao pódio principal, e Vini Jr., em 17º lugar, segue como o melhor colocado. O que se celebra, no fundo, é a memória de um esporte que se reinventa e se espalha, enquanto o prêmio tenta acompanhar esse deslocamento.
Nesta segunda-feira (26), o London Palladium Theatre recebe a 70ª cerimônia da Bola de Ouro, a primeira fora da França. A escolha de Londres homenageia Stanley Matthews, primeiro vencedor do troféu, em 1956. Quem quiser acompanhar pode assistir ao vivo e de graça pela DAZN, com cadastro simples, ou pelo site ballondor.com. A apresentação fica com Thierry Henry e Kate Scott.
Para o Brasil, o resultado principal já está definido: o jejum no prêmio principal, que vem desde Kaká, continua. Vini Jr. foi o melhor colocado, em 17º, após uma temporada sem títulos pelo Real Madrid e uma eliminação da seleção nas oitavas da Copa. Gabriel Magalhães, estreante na lista após o título inglês com o Arsenal, ficou em 21º, e Marquinhos, em 25º.
No feminino, Lorena, do Kansas City Current, terminou em 28º, mas segue na disputa pelo Troféu Yashin. O Flamengo, campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2025, tenta o prêmio de clube do ano contra gigantes europeus.
No masculino, Harry Kane é o favorito, com 73 gols na temporada e a chance de ser o primeiro inglês campeão desde Michael Owen, em 2001. Lamine Yamal, Rodri e Mbappé completam os nomes mais citados. No feminino, Aitana Bonmatí, tricampeã, ficou fora da lista após fraturar a perna, e Khadija Shaw e Ewa Pajor aparecem entre as favoritas.
Nesta segunda-feira (26), a partir das 17h no horário de Brasília, o London Palladium Theatre recebe a 70ª cerimônia da Bola de Ouro. É a primeira vez que o prêmio sai da França. Desde 2019, a festa acontecia no Théâtre du Châtelet, em Paris. A escolha de Londres homenageia o inglês Stanley Matthews, primeiro vencedor do troféu, em 1956.
A transmissão será ao vivo e gratuita pela DAZN, bastando criar uma conta, sem assinatura, e também pelo site oficial, ballondor.com. A apresentação fica com o ex-atacante francês Thierry Henry e a jornalista Kate Scott. As dez primeiras posições de cada categoria serão reveladas durante a noite, e os vencedores, anunciados no fim.
Para o Brasil, o desfecho já é conhecido: o jejum no prêmio principal, que vem desde Kaká, em 2007, continua. Vini Jr., do Real Madrid, foi o brasileiro mais bem colocado, em 17º lugar, uma posição abaixo da do ano passado. Ele não ganhou títulos pelo clube na temporada e viu a seleção cair diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Dois anos atrás, havia sido vice, atrás de Rodri. Entre os zagueiros, Gabriel Magalhães, estreante na lista após o título da Premier League com o Arsenal, ficou em 21º, e Marquinhos, capitão do PSG campeão francês e europeu, em 25º.
No feminino, Lorena, do Kansas City Current, era a única brasileira entre as 30 indicadas e terminou em 28º. Ela ainda tem chance de levar um troféu na noite: está entre as cinco finalistas do Troféu Yashin, ao lado de Ann-Katrin Berger, Cata Coll, Hannah Hampton, vencedora do ano passado, e Ayaka Yamashita. Outra esperança do país é o Flamengo, campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2025, que disputa o prêmio de clube do ano com Arsenal, Bayern de Munique, Bodø/Glimt e PSG.
No masculino, o favorito é o inglês Harry Kane. O atacante do Bayern marcou 73 gols por clube e seleção na temporada e pode ser o primeiro inglês campeão desde Michael Owen, em 2001. A ausência de um grande título pesa contra ele. Logo atrás aparece Lamine Yamal, do Barcelona. Por fora correm Rodri, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo após levar a Espanha ao título, e Mbappé, que bateu o recorde de gols em uma edição de Mundial, com 10. Kvaratskhelia, destaque do PSG na Champions, e o atual vencedor, Dembélé, também estão na disputa.
O feminino terá uma nova campeã, pois Aitana Bonmatí, vencedora das três últimas edições, ficou fora da lista após fraturar a perna. Entre os nomes fortes estão Khadija Shaw, que levou o Manchester City à dobradinha na Inglaterra, e as barcelonistas Ewa Pajor e Caroline Graham Hansen.
A cerimônia entrega ainda outros troféus. O Kopa, para o melhor sub-21, tem Lamine Yamal entre os indicados, com Pau Cubarsí, Lennart Karl e Warren Zaïre-Emery; entre as mulheres, concorrem Vicky López, atual vencedora, Veerle Buurman, Felicia Schröder, Clara Serrajordi e Lily Yohannes. Para técnico do ano, os indicados masculinos são Arteta, De la Fuente, Emery, Kompany e Luis Enrique. O Troféu Gerd Müller, dos artilheiros, deve ficar com Kane e Pajor. Fecha a noite o Prêmio Sócrates, que reconhece o trabalho humanitário de atletas.
A premiação é organizada pela France Football, do grupo L'Équipe, em parceria com a Uefa desde 2024. Votam jornalistas, um por país, das 100 primeiras nações do ranking masculino da Fifa e das 50 primeiras do feminino, cada um montando um top 10. No masculino, vale o período de 3 de agosto de 2025 a 19 de julho de 2026, incluindo a Copa; no feminino, a janela vai até 16 de agosto de 2026, data da final da Copa Africana. Os atuais donos dos troféus são Dembélé e Bonmatí.