No coração do futebol feminino mundial, uma disputa de poder silenciosa ameaça eclipsar o espetáculo esportivo antes mesmo de a bola rolar. A Uefa, guardiã do futebol europeu, estuda boicotar a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil em resposta a um projeto da Fifa de abrir suas competições ao capital privado — um gesto que, para a confederação europeia, representa a mercantilização de algo que considera sagrado. O que está em jogo não é apenas a presença de até onze seleções europeias no torneio brasileiro, mas a própria alma de como o esporte global é governado.