No fundo do Estreito da Geórgia, um Boeing 737-200 aposentado repousa há quase duas décadas como testemunho silencioso de que o engenho humano pode, quando guiado por paciência e responsabilidade, devolver vida ao que antes era apenas metal inerte. Afundado intencionalmente em 2006 ao largo de Chemainus, na Ilha de Vancouver, o avião — batizado Xihuw, palavra Hul'qumi'num para ouriço-do-mar vermelho — tornou-se um recife artificial vibrante, habitado por polvos, esponjas, anêmonas e rockfish. A transformação levou anos de preparação meticulosa e aprovação de comunidades indígenas, lembrando-no