Em um momento em que o Brasil acelera sua transição energética, o BNDES anuncia até R$ 34 bilhões para o primeiro leilão nacional de armazenamento de energia, marcado para dezembro — mas já reconhece que a ambição dos projetos inscritos pode superar os recursos disponíveis. A tensão entre a escala da demanda e os limites estruturais do financiamento público revela um dilema clássico das grandes transformações: a vontade de mudar chega antes dos meios para sustentá-la. O país que quer guardar o sol e o vento ainda precisa encontrar onde guardar o dinheiro para isso.