Bitcoin e Ethereum registram ganhos históricos no 3º trimestre de 2026

A calma foi quase suspeita para quem acompanha esse mercado há vários ciclos
Reflexão sobre a dinâmica incomum que impulsionou os ganhos históricos de bitcoin e Ethereum no terceiro trimestre.
Mark

O que explica esses ganhos tão grandes em um trimestre só? Parece anormal.

Mimi

Não foi especulação desenfreada. O mercado rompeu patamares de preço que bloqueavam recuperações anteriores. A demanda por ETFs se fortaleceu, o volume à vista cresceu, e os lucros realizados permaneceram limitados — sem ondas de venda massiva a cada pico.

Luke

Mas isso é observação a posteriori. Como sabemos que esses fatores causaram o ganho e não apenas coincidiram com ele?

Mimi

Justo. O que podemos dizer com certeza é que a demanda por ETFs foi documentada e o volume aumentou. Os lucros limitados é uma observação sobre o padrão de preço.

Mark

E quanto a essa teoria de rotação ouro-bitcoin que está circulando? Parece um sinal forte?

Mimi

Ressurgiu nas redes sociais, e o timing é perfeito — bitcoin batendo recordes, apetite por risco de volta. Mas a teoria funciona sempre retroativamente.

Luke

Exatamente. Desenham-se círculos ao redor das mínimas históricas depois que os ganhos já aconteceram. Duas repetições em 2017 e 2020 não fazem uma lei. Nunca foi demonstrado um mecanismo causal real entre ouro e bitcoin.

Mark

Então o que vem agora? Há resistências importantes?

Mimi

Bitcoin aponta para 96.700 dólares como próxima resistência on-chain. Se passar, fica ao alcance dos 100.000 dólares — um patamar psicológico importante.

Luke

Importante notar que historicamente o quarto trimestre é mais favorável às criptomoedas que o terceiro. Mas um verão forte não garante nada para o outono.

Mark

Ethereum bateu recorde também, certo?

Mimi

Sim, +71% no terceiro trimestre, recorde absoluto para esse período. Superou o anterior de +66,5% em 2025, também impulsionado por demanda de ETFs.

  • Bitcoin saltou de US$ 58.500 para quase US$ 84.000 em três meses, seu segundo melhor terceiro trimestre da história, enquanto Ethereum bateu recorde absoluto para o período com alta de 71%.
  • O vencimento trimestral de opções em 25 de setembro — evento historicamente capaz de desencadear liquidações em cascata — foi absorvido sem turbulência, sinalizando maturidade e força estrutural do mercado.
  • A demanda por ETFs de criptomoedas cresceu de forma consistente, o volume no mercado à vista aumentou e os lucros realizados permaneceram contidos, evitando as ondas de venda que costumam travar recuperações anteriores.
  • A próxima resistência on-chain em US$ 96.700 é a porta de entrada para o patamar psicológico de US$ 100.000, e o quarto trimestre — historicamente mais favorável — começa com um ponto de partida inédito.
  • A teoria da rotação ouro-bitcoin ressurgiu nas redes sociais com timing preciso, mas analistas alertam: padrões gráficos são sempre mais nítidos no retrovisor do que no para-brisa.

Ao encerrar o terceiro trimestre de 2026, Bitcoin e Ethereum inscrevem seus nomes nos registros históricos com altas de 43,5% e 71%, respectivamente — não por euforia passageira, mas sustentados por demanda institucional crescente e uma estabilidade incomum nos mercados. É o tipo de momento em que o calendário e o capital se alinham, lembrando que ativos nascidos da desconfiança nas instituições agora dependem, em parte, delas para alcançar novos patamares. O mercado olha adiante, para a barreira simbólica dos 100.000 dólares, carregando tanto dados quanto narrativas — e a diferença entre os dois raramente foi tão importante.

O terceiro trimestre de 2026 encerra com dois recordes que marcarão a história das criptomoedas. Bitcoin acumulou 43,5% de ganho, subindo de cerca de US$ 58.500 para quase US$ 84.000 — seu segundo melhor desempenho em um terceiro trimestre, superado apenas pelos 80,4% de 2017. Ethereum foi ainda mais longe: avançou 71% no período, batendo seu próprio recorde anterior de 66,5%, registrado em 2025.

O que diferencia esse rali de movimentos anteriores é a sua composição. Não houve especulação desenfreada nem catalisadores de última hora. A demanda por ETFs se fortaleceu de maneira consistente, o volume no mercado à vista cresceu e, sobretudo, os lucros realizados permaneceram contidos — sem as ondas de venda massiva que historicamente freavam recuperações. Para veteranos do mercado, a calma foi quase desconcertante.

Em 25 de setembro, o vencimento trimestral de opções com volume expressivo de contratos em aberto representou um teste real. Esse tipo de evento pode provocar oscilações bruscas e liquidações em cadeia. Bitcoin resistiu sem sobressaltos, consolidando a percepção de que o mercado opera sobre bases mais sólidas do que em ciclos anteriores.

Com o vencimento superado, o foco se desloca para a próxima resistência on-chain, próxima de US$ 96.700 — limiar que abriria caminho para o patamar psicológico de US$ 100.000. Historicamente, o quarto trimestre tende a ser mais generoso com as criptomoedas do que o terceiro, e um trimestre extraordinário muda o ponto de partida, ainda que não garanta o destino.

Nas redes, a teoria da rotação ouro-bitcoin voltou a circular com força, associando a desaceleração do ouro à aceleração do bitcoin — padrão observado antes das grandes altas de 2017 e 2020. A narrativa é sedutora, mas o ceticismo é necessário: correlações visuais não equivalem a mecanismos causais, e padrões gráficos costumam ser mais claros no retrovisor do que no momento em que se vive. O que é inegável é que essa história ressurge exatamente quando o apetite por risco parece renovado — e as pessoas estão dispostas a acreditar.

O terceiro trimestre de 2026 está terminando e deixará marca profunda na história das criptomoedas. Bitcoin acumulou ganho de 43,5% nos últimos três meses, subindo de aproximadamente 58.500 dólares para perto de 84.000 dólares. É seu segundo melhor desempenho em um terceiro trimestre desde que começou a ser negociado — apenas o trimestre de 2017, quando subiu 80,4%, fica acima. Ethereum superou até mesmo esse feito, avançando 71% no mesmo período, um recorde absoluto para terceiros trimestres da criptomoeda. O desempenho anterior de Ethereum em terceiro trimestre tinha sido 66,5%, em 2025. Dois ativos, dois recordes, e a coincidência não é apenas calendário.

O que impulsionou essa alta não foi especulação desenfreada ou notícia de última hora. O mercado de criptomoedas rompeu vários patamares de preço que historicamente bloqueavam recuperações anteriores. A demanda por fundos negociados em bolsa — os ETFs — se fortaleceu significativamente. O volume no mercado à vista cresceu. E, crucialmente, os lucros realizados permaneceram contidos. Não houve ondas de venda massiva a cada pico de preço. Para quem acompanha esse mercado há vários ciclos, a calma foi quase suspeita. Bitcoin não foi o único beneficiário. Ethereum também mostrou força, alimentado pela mesma demanda reforçada de ETFs que percorria todo o ecossistema cripto.

No dia 25 de setembro de 2026, bitcoin enfrentou um teste significativo: o vencimento trimestral de opções com volume considerável de contratos em aberto. Esse tipo de evento pode fazer preços oscilar drasticamente em poucas horas, liquidando posições e gerando pânico. Bitcoin resistiu. Não houve queda brusca, não houve cascata de liquidações. A rainha das criptomoedas manteve sua posição.

Com esse vencimento superado, a atenção do mercado agora se volta para níveis mais altos. A próxima resistência importante on-chain está próxima de 96.700 dólares. Ultrapassar essa zona colocaria bitcoin ao alcance do patamar psicológico de 100.000 dólares — um número que carrega peso simbólico no mercado. Ainda restam alguns dias de negociação antes do fechamento do trimestre, tempo suficiente para que bitcoin e Ethereum prolonguem um desempenho já extraordinário. Historicamente, o quarto trimestre tende a ser mais favorável às criptomoedas que o terceiro. Um verão forte não garante nada para o outono, mas muda claramente o ponto de partida.

Nas redes sociais, uma narrativa antiga ressurgiu com força renovada. A conta Mister Crypto no X relançou a teoria da rotação ouro-bitcoin: a dinâmica do ouro desacelera enquanto a do bitcoin acelera, um padrão observado em 2017 e 2020, pouco antes de duas fases marcadas de alta para bitcoin. Segundo essa leitura, a maior fase de alta da história do bitcoin estaria começando. É uma tese atraente, mas merece ceticismo. Esse tipo de padrão gráfico funciona sempre retroativamente. Desenham-se círculos ao redor das mínimas históricas, ligam-se aos ganhos que se seguiram, e surge um padrão que parece claro. O problema é que nunca se sabe antecipadamente se está dentro ou fora do círculo. Duas repetições históricas não fazem uma lei da natureza. Uma correlação entre ouro e bitcoin, por mais visualmente atraente, nunca foi demonstrada como um mecanismo causal real. O que é verdade é que essa narrativa circula no momento exato em que bitcoin bate recordes trimestrais e o apetite por risco parece estar de volta — o timing perfeito para uma história que as pessoas querem acreditar.

Dois ativos, dois recordes, e a coincidência não é apenas calendário
— Análise do trimestre
Um verão forte não garante nada para o outono, mas muda claramente o ponto de partida
— Perspectiva sobre o quarto trimestre
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