Bitcoin e ethereum se recuperam após queda, com BTC acima de US$ 104 mil

Períodos de baixa seguem sendo vistos como oportunidades
Compradores retornaram durante a queda, sugerindo confiança histórica em ciclos de recuperação.
Mark

Por que a queda abaixo de US$ 100 mil importa tanto? É só um número redondo.

Mimi

É mais que isso. US$ 100 mil é um nível psicológico que o bitcoin não havia testado desde junho. Quando quebra, gera incerteza sobre onde o fundo realmente é.

Luke

Mas a gente sabe que compradores entraram durante a queda. Isso não contradiz a narrativa de pânico?

Mimi

Exatamente. O Mercado Bitcoin registrou o melhor número de compradores em oito meses. Não era pânico generalizado, era seletivo.

Mark

E o que dizem os analistas sobre o que vem depois?

Mimi

A FxPro chama de momento "crítico". Outra queda pode levar para US$ 60 a 70 mil. Não descartam um mercado bear nos próximos anos.

Luke

Mas isso é uma previsão ou um cenário possível? Porque "não descartar" é bem diferente de "vai acontecer".

Mimi

É um cenário possível que eles não descartam. A diferença é importante.

Mark

O que o contexto macroeconômico tem a ver com isso?

Mimi

O shutdown americano está no 36º dia, o maior da história. Mas dados de emprego vieram fortes, sugerindo juros estáveis em dezembro. Isso tende a beneficiar ativos de risco.

Luke

Então o bitcoin está sendo movido por esperança de estabilidade monetária, não por fundamentais da própria moeda?

Mimi

Nesse momento, sim. O mercado de criptomoedas ainda é muito sensível ao apetite por risco global.

  • O bitcoin rompeu a barreira psicológica de US$ 100 mil pela primeira vez desde junho, tocando US$ 98 mil na madrugada e gerando tensão imediata nos mercados globais.
  • Em vez de pânico, a queda de terça-feira atraiu o maior volume de compradores em oito meses na plataforma Mercado Bitcoin — um sinal de que investidores experientes enxergaram oportunidade onde outros viram perigo.
  • A recuperação ganhou força ao longo da manhã de quarta-feira, com bitcoin voltando a US$ 104 mil e ethereum subindo para US$ 3.456,68, acompanhando o movimento positivo das bolsas americanas.
  • Analistas da FxPro classificam o momento como 'crítico': uma nova queda poderia empurrar o bitcoin para a faixa de US$ 60–70 mil, e um mercado bear nos próximos anos não está descartado.
  • No plano macro, o shutdown americano em seu 36º dia e dados de emprego acima do esperado reforçam a estabilidade das taxas de juros — contexto que, historicamente, favorece ativos de risco como as criptomoedas.
  • Reino Unido e Estados Unidos avançam em conversas sobre regulamentação de stablecoins, sinalizando que o tema permanece no centro da agenda das autoridades financeiras globais.

No ciclo eterno de confiança e dúvida que define os mercados, o bitcoin tocou o fundo de US$ 98 mil na madrugada de quarta-feira e, como tantas vezes antes, encontrou compradores onde outros viram ruína. A recuperação para acima de US$ 104 mil — acompanhada pelo ethereum, que avançou 5,58% — não apagou as incertezas, mas revelou um mercado que ainda acredita em si mesmo. Entre um shutdown histórico em Washington, dados de emprego robustos e conversas regulatórias entre Londres e Washington, as criptomoedas navegam um momento que pode ser tanto o prelúdio de um novo ciclo quanto o início de uma queda mais longa.

O bitcoin viveu um susto na madrugada de quarta-feira. A moeda digital caiu abaixo de US$ 100 mil pela primeira vez desde junho, tocando US$ 98 mil enquanto a maior parte do mundo dormia. Mas o movimento não se sustentou: conforme a manhã avançava, a recuperação ganhou corpo, e por volta das 16 horas (horário de Brasília) o bitcoin já operava acima de US$ 104 mil, com alta de 3,25%. O ethereum acompanhou, subindo 5,58% para US$ 3.456,68 na Coinbase.

A terça-feira havia sido particularmente dura. O bitcoin operou abaixo da marca psicológica de US$ 100 mil durante todo o pregão, gerando tensão. Mas o que veio depois surpreendeu: o Mercado Bitcoin registrou o maior número de compradores em oito meses justamente durante aquela queda. Não era fuga — era entrada estratégica. Analistas leram o movimento como confirmação de um padrão histórico: períodos de baixa nas criptomoedas tendem a ser vistos como janelas de compra, e costumam preceder novos ciclos de valorização.

Nem todos os sinais, porém, apontam para recuperação tranquila. A FxPro descreveu o momento como 'crítico', alertando que uma nova queda poderia abrir caminho para a faixa entre US$ 60 mil e US$ 70 mil — e não descartou a possibilidade de um mercado bear nos próximos anos. O cenário não é certo, mas está na mesa.

O pano de fundo macroeconômico ajudava a explicar os movimentos. O shutdown do governo americano chegou ao seu 36º dia — o maior da história —, enquanto dados de emprego do setor privado vieram mais fortes do que o esperado, reforçando a percepção de juros estáveis em dezembro. Esse tipo de ambiente costuma beneficiar ativos de risco. No front regulatório, o Banco da Inglaterra e o Federal Reserve avançaram em conversas sobre stablecoins, mantendo o tema na agenda global.

O bitcoin e o ethereum estavam, portanto, em um ponto de inflexão. A recuperação de quarta-feira era real, mas frágil. O próximo movimento seria determinante: confirmaria a retomada ou abriria caminho para quedas ainda mais profundas.

O bitcoin despertou de um susto na madrugada de quarta-feira. A moeda digital havia caído abaixo de US$ 100 mil pela primeira vez desde junho, tocando o fundo de US$ 98 mil enquanto o mundo dormia. Mas o movimento não durou. Conforme a manhã avançava, a recuperação ganhou força, e por volta das 16 horas (horário de Brasília), o bitcoin já operava acima de US$ 104 mil, com alta de 3,25%. O ethereum acompanhou o movimento, subindo 5,58% para US$ 3.456,68 na mesma plataforma Coinbase.

O dia representava uma virada após a terça-feira ter sido particularmente áspera para as criptomoedas. O bitcoin havia operado abaixo da marca psicológica de US$ 100 mil durante todo aquele pregão, um nível que não era testado desde junho. A queda havia gerado tensão no mercado, mas o que aconteceu depois sugeriu algo diferente do pânico: oportunismo. O Mercado Bitcoin registrou que o número de compradores da moeda digital atingiu seu melhor resultado em oito meses justamente durante aquela queda. Não era fuga, era entrada.

Os analistas leem esse movimento como confirmação de um padrão histórico. Períodos de baixa nas criptomoedas, segundo eles, continuam sendo interpretados pelos investidores como janelas estratégicas de compra. Esses momentos, historicamente, costumam preceder novos ciclos de valorização. A queda de terça-feira, portanto, pode ter sido menos um sinal de colapso e mais um teste de confiança.

Mas nem todos os sinais apontam para recuperação tranquila. A FxPro, casa de análise, descreveu o momento como "crítico". Segundo a firma, outra queda significativa poderia abrir caminho para a faixa entre US$ 60 mil e US$ 70 mil. Mais preocupante ainda: os analistas não descartam a possibilidade de um novo mercado bear começar nos próximos anos. O cenário não é certo, mas está na mesa.

O contexto macroeconômico oferecia pistas sobre o que movia os mercados. O shutdown do governo americano havia chegado ao seu 36º dia, tornando-se o maior da história. Simultaneamente, dados de emprego do setor privado vieram mais fortes do que o esperado, reforçando a percepção de que as taxas de juros devem permanecer estáveis em dezembro. Esse tipo de estabilidade costuma beneficiar ativos de risco como as criptomoedas.

No front regulatório, havia movimento também. Sarah Breeden, vice-presidente para Estabilidade Financeira do Banco da Inglaterra, destacou uma parceria entre Reino Unido e Estados Unidos na regulamentação de stablecoins. Ela havia discutido o assunto com dirigentes do Federal Reserve. A regulamentação das moedas digitais atreladas a ativos reais continua sendo um ponto de atenção para as autoridades globais, e essas conversas sugerem que o tema não sai da agenda.

O bitcoin e o ethereum, portanto, estavam em um ponto de inflexão. A recuperação de quarta-feira era real, mas frágil. Os compradores haviam retornado, mas os analistas permaneciam cautelosos. O próximo movimento seria determinante: confirmaria a recuperação ou abriria caminho para quedas ainda mais profundas.

Outra baixa pode abrir caminho para a faixa entre US$ 60 mil e US$ 70 mil. Preferimos não descartar a possibilidade de um novo mercado bear começar nos próximos anos.
— FxPro
O dado reforça a percepção de que períodos de baixa seguem sendo vistos como oportunidades estratégicas de compra, já que historicamente esses momentos costumam anteceder novos ciclos de valorização no mercado cripto.
— Analistas citados pelo Mercado Bitcoin
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