No limiar entre a biologia e a engenharia, pesquisadores da Universidade Duke encontraram uma forma de dialogar com o próprio cérebro lesado: um hidrogel injetável, carregado com vesículas de astrócitos, foi capaz de orquestrar a resposta imunológica de ratos após um AVC isquêmico, guiando células antes associadas ao dano para um papel de reparação. O experimento, ainda restrito a modelos animais, levanta uma questão profunda sobre os limites entre destruição e cura — e sobre o quanto o corpo, quando bem orientado, pode reconstruir a si mesmo.