Em Ribeirão Preto, uma fábrica de mosquitos começa a operar não para proliferar a doença, mas para contê-la — devolvendo ao ambiente o mesmo inseto que aterroriza populações, porém desprovido de sua capacidade de transmitir o dengue. A bactéria Wolbachia, carregada por esses Aedes aegypti produzidos em escala industrial, representa mais de uma década de ciência convertida em política pública, uma aposta de que a natureza pode ser aliada quando compreendida com profundidade. Três milhões de mosquitos por semana, quatro cidades, vinte e seis semanas de liberação contínua: é a aritmética de uma e