Numa quinta-feira de fim de outubro, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, viu-se diante de um ataque hacker cuja perda estimada, cerca de US$ 5,5 bilhões, ainda aguarda confirmação. Se o número se sustentar, o episódio entra para a história como o maior roubo de criptoativos já registrado, lembrando que, no mundo digital, a confiança é tão frágil quanto valiosa. Enquanto a empresa investiga, emissoras de stablecoins bloqueiam parte dos valores desviados, e a mesma data também testemunhou o hackeamento da Polymarket, em escala muito menor e sem vínculo conhecido.
Binance sofre ataque hacker estimado em US$ 5,5 bilhões, o maior roubo de criptoativos da história
Se o valor for confirmado, será o maior roubo de criptoativos da história
Por que esse caso chama tanta atenção, se o valor nem foi confirmado?
Porque, se os US$ 5,5 bilhões se confirmarem, seria o maior roubo de criptoativos da história. E o alvo é a maior corretora do mundo.
O que já se sabe de concreto sobre o dinheiro?
Changpeng Zhao agradeceu Tether e Circle pelo congelamento. Teriam sido US$ 971 milhões e US$ 823 milhões.
Vale separar as coisas. Esses números aparecem como "teria congelado", ou seja, são atribuídos. A Binance, na nota oficial, não confirmou nenhum valor.
Então a nota diz o quê?
Que há um incidente de segurança sob investigação e que as atualizações virão pelos canais oficiais quando houver informação verificada.
E isso é pouco. Não há explicação de como o ataque ocorreu, nem de quem está por trás dele.
O hack da Polymarket, no mesmo dia, é parte da mesma história?
Não há base para dizer isso. O material só registra a coincidência de data e um desvio de cerca de US$ 2,5 milhões.
E no Brasil, o prazo de licença do Banco Central termina na sexta, 30. É um pano de fundo difícil para a Binance.
Correto, mas o texto não diz que o ataque afeta o pedido de licença. Isso ainda é desconhecido.
Il Polso
- Um ataque com perda estimada em US$ 5,5 bilhões colocou a Binance diante do possível maior roubo de criptoativos da história.
- O número ainda não foi confirmado, e a corretora apenas reconhece um incidente de segurança sob investigação.
- Tether teria congelado US$ 971 milhões e Circle US$ 823 milhões, tentando conter o fluxo dos valores desviados.
- No mesmo dia, a Polymarket também sofreu invasão, com cerca de US$ 2,5 milhões desviados, sem ligação estabelecida com o caso.
- A Binance promete atualizações verificadas pelos canais oficiais, enquanto sua corrida por licença no Brasil ganha um pano de fundo delicado.
Numa quinta-feira de fim de outubro, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, viu-se diante de um ataque hacker cuja perda estimada, cerca de US$ 5,5 bilhões, ainda aguarda confirmação. Se o número se sustentar, o episódio entra para a história como o maior roubo de criptoativos já registrado, lembrando que, no mundo digital, a confiança é tão frágil quanto valiosa. Enquanto a empresa investiga, emissoras de stablecoins bloqueiam parte dos valores desviados, e a mesma data também testemunhou o hackeamento da Polymarket, em escala muito menor e sem vínculo conhecido.
Na quinta-feira, 29, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, passou a lidar com um ataque hacker cuja perda foi estimada em cerca de US$ 5,5 bilhões. O número ainda não foi confirmado, mas, se for, será o maior roubo de criptoativos já registrado.
A primeira reação de peso veio do fundador, Changpeng Zhao, que agradeceu, em postagem na rede X, a Tether e a Circle por congelarem os valores desviados. Segundo a informação divulgada, a Tether bloqueou US$ 971 milhões e a Circle, US$ 823 milhões, somando cerca de US$ 1,8 bilhão, uma fração do total estimado. A própria Binance foi mais contida: em nota oficial, afirmou que investiga o caso, revisa informações com urgência e publicará atualizações assim que tiver dados verificados, sem confirmar o montante nem explicar como o ataque ocorreu.
No mesmo dia, a Polymarket também foi hackeada, com cerca de US$ 2,5 milhões desviados. A escala é bem menor, e nada indica ligação entre os dois casos.
O momento é sensível para a Binance no Brasil, onde pediu ao Banco Central licença para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais. O prazo para autorização termina nesta sexta-feira, 30. Em entrevista à EXAME, o diretor-geral Thiago Sarandy disse que a empresa está pronta para ser regulada e quer se tornar uma plataforma financeira completa, com ações, ETFs, pagamentos via Pix e, em breve, boletos e câmbio.
O que vem agora depende das atualizações oficiais: a confirmação ou revisão da perda, a origem do ataque e o desfecho dos bloqueios feitos por Tether e Circle.
Na quinta-feira, 29, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, passou a lidar com um ataque hacker cuja perda foi estimada em cerca de US$ 5,5 bilhões. O número ainda não foi confirmado. Se for, será o maior roubo de criptoativos já registrado.
A primeira reação pública de peso veio do fundador da empresa, Changpeng Zhao. Em postagem na rede social X, ele agradeceu a Tether e a Circle, emissoras de stablecoins, por congelarem os valores desviados. Segundo a informação divulgada, a Tether teria bloqueado US$ 971 milhões, e a Circle, US$ 823 milhões. Somadas, as duas cifras chegam a pouco menos de US$ 1,8 bilhão, uma fração do total estimado, e o texto trata os valores como atribuídos, não verificados.
A própria Binance foi mais contida. Em nota oficial, disse que suas equipes sabiam dos relatos de um incidente de segurança e que o caso estava sob investigação. Segundo a corretora, os times de segurança revisavam com urgência todas as informações relevantes e divulgariam atualizações pelos canais oficiais assim que tivessem dados verificados. A nota não confirma o montante nem detalha como o ataque ocorreu.
O episódio coincidiu com outro. No mesmo dia, a Polymarket, plataforma de mercados preditivos, também foi hackeada, com cerca de US$ 2,5 milhões desviados. A escala é muito menor, e o material disponível não estabelece qualquer ligação entre os dois ataques; registra apenas que aconteceram na mesma data.
A notícia chega num momento sensível para a Binance no Brasil. A corretora pediu ao Banco Central licença para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV). Pela regulamentação publicada pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país precisava solicitar autorização até esta sexta-feira, 30. Quem não for autorizado perde o direito de operar e passa a ser tratado como instituição irregular pelas autoridades brasileiras.
Em entrevista à EXAME, Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, disse que a empresa está pronta para ser regulada e supervisionada pelo BC. Ele afirmou que a meta é ser uma "plataforma financeira completa", e não só uma corretora de criptomoedas. Nas palavras dele, a Binance quer ter mais produtos do que qualquer banco e, nos produtos iguais, prestar um serviço melhor.
Sarandy lembrou que, em agosto, a empresa anunciou a liberação de negociação de ações e de fundos negociados em bolsa (ETFs) para usuários brasileiros. Também prometeu ampliar a área de pagamentos. Hoje já existe o Pay Pix, que permite pagar ou transferir em reais usando saldo em criptomoedas. Em breve, segundo ele, virão boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio.
O que vem agora depende das atualizações oficiais da Binance: a confirmação ou revisão do valor perdido, a explicação sobre a origem do ataque e o desfecho dos bloqueios feitos por Tether e Circle.
Citazioni salienti
Nossos times de segurança estão revisando todas as informações relevantes com urgência e vão providenciar atualizações pelos canais oficiais assim que tiverem informações verificadas.— Nota oficial da Binance
Queremos ter mais produtos do que qualquer instituição bancária e, onde for o mesmo produto, que façamos um serviço melhor.— Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil