Num sábado de outubro, a Binance anunciou que já recompôs noventa por cento de um rombo de US$ 6,3 bilhões provocado por um ataque hacker, talvez o maior já sofrido pelo mercado de criptoativos. É o retrato de uma casa de câmbio que, diante de uma perda que abalaria a confiança de qualquer sistema financeiro, decidiu assumir o prejuízo com recursos próprios em vez de transferi-lo aos clientes. Resta saber se a promessa se cumprirá integralmente, pois os dez por cento restantes dependem de ativos menos negociados, cuja aquisição tende a ser mais lenta.
Binance diz ter coberto 90% das perdas de US$ 6,3 bilhões com ataque hacker
A Binance diz que o prejuízo ficará com ela, e não com os usuários
Então a Binance diz que já repôs 90% do que foi levado no ataque?
Sim. Foram US$ 6,3 bilhões desviados na quinta-feira, 29. Na atualização anterior a cobertura era de cerca de 80%, e agora a empresa fala em 90%.
E de onde vem o dinheiro?
De parte do fundo Safu, de parte de um fundo de seguro de Futuros e da tesouraria da própria Binance. Ela reservou mais de US$ 6,34 bilhões para isso.
Vale notar que todos esses números vêm da própria Binance, numa nota no site dela. Não há, no que temos, nenhuma verificação independente dos 90%.
Mas ela diz que dez ativos estão 100% lastreados, não?
Diz, incluindo bitcoin, Ethereum e as stablecoins. Os 10% que faltam são tokens menos negociados, mais difíceis de comprar em quantidade.
Também não sabemos quais são esses tokens nem quanto valem em dólares. E o texto não explica como o ataque aconteceu nem quem foi o responsável.
E para o usuário comum, o que muda?
A empresa promete que o prejuízo fica com ela, não com os clientes. O próximo passo é reabrir os saques, previsto para domingo, 1º de novembro.
Isso é uma previsão, não um fato. Só saberemos se vale quando os saques de fato voltarem.
Il Polso
- Um ataque hacker drenou US$ 6,3 bilhões e colocou o maior mercado de criptoativos sob pressão imediata.
- A Binance reservou mais de US$ 6,34 bilhões do próprio caixa para cobrir o prejuízo e garante que os usuários não pagarão a conta.
- A cobertura saltou de 80% para 90% em poucos dias, com dez ativos já totalmente repostos.
- Os 10% restantes envolvem tokens fora do top dez, de baixa liquidez, o que pode atrasar a reposição completa.
- Os saques devem ser retomados no domingo, 1º de novembro, e o mercado aguarda para ver se o prazo será cumprido.
Num sábado de outubro, a Binance anunciou que já recompôs noventa por cento de um rombo de US$ 6,3 bilhões provocado por um ataque hacker, talvez o maior já sofrido pelo mercado de criptoativos. É o retrato de uma casa de câmbio que, diante de uma perda que abalaria a confiança de qualquer sistema financeiro, decidiu assumir o prejuízo com recursos próprios em vez de transferi-lo aos clientes. Resta saber se a promessa se cumprirá integralmente, pois os dez por cento restantes dependem de ativos menos negociados, cuja aquisição tende a ser mais lenta.
Na manhã deste sábado, 31, a Binance publicou uma nota com um número que o mercado aguardava: já coberto 90% das perdas causadas pelo ataque sofrido na quinta-feira, 29. O valor desviado foi de US$ 6,3 bilhões, o que a própria empresa descreve como o maior ataque do gênero já registrado no setor.
Na atualização anterior, a corretora havia informado que reservara mais de US$ 6,34 bilhões em recursos próprios e que tinha reposto cerca de 80% do montante. Dez pontos percentuais em poucos dias indicam que o esforço de reposição avançou rapidamente.
Dez ativos já estão cobertos integralmente, entre eles bitcoin, ethereum, tether e BNB, além de algumas stablecoins atreladas ao dólar. Para chegar lá, a Binance recorre ao fundo Safu, a um fundo de seguro de futuros e à própria tesouraria, e segue comprando os tokens que faltam, no mercado aberto e por operações de balcão.
A companhia também prometeu que quem absorverá o impacto são os próprios cofres da empresa, e não os usuários. Os 10% que restam correspondem a tokens fora da lista dos principais, com menor liquidez, e por isso a conclusão pode demorar mais. A próxima etapa anunciada é a retomada dos saques, prevista para domingo, 1º de novembro. Se o prazo será cumprido, e se a reposição dos últimos 10% acompanhará esse ritmo, é o que resta observar.
Na manhã deste sábado, 31, a Binance publicou em seu site uma nota com um número que o mercado esperava: a corretora de criptoativos diz já ter coberto 90% das perdas causadas pelo ataque hacker sofrido na quinta-feira, 29. O valor desviado foi de US$ 6,3 bilhões, no que é descrito como o maior ataque do gênero já registrado no setor.
O texto da empresa parte da atualização anterior. Naquela ocasião, a Binance havia explicado que reservara mais de US$ 6,34 bilhões em recursos próprios para cobrir o prejuízo e que, até então, tinha reposto aproximadamente 80% do valor afetado. Agora, segundo a companhia, o percentual chegou a 90%. A subida de dez pontos percentuais ocorreu em poucos dias.
A corretora afirma que dez ativos estão com lastro integral, ou seja, 100% cobertos: BTC (bitcoin), ETH (Ethereum), USDT (Tether), BNB (Binance Coin), SOL (Solana), USDC (USD Coin), XRP (Ripple), USD1 (WLFI), RLUSD (stablecoin da Ripple) e ZEC (Zcash). Entre eles, USDT, USDC, USD1 e RLUSD são stablecoins, criptomoedas atreladas a uma divisa real, no caso o dólar.
Para chegar a esse patamar, a Binance diz recorrer a três fontes: parte de um fundo chamado Secure Asset Fund for Users, o Safu; parte de um fundo de seguro de Futuros; e recursos da própria tesouraria. A empresa afirma que continuará comprando os tokens relevantes que ainda faltam, por canais de mercado e por operações de balcão (OTC), até que a cobertura atinja 100%.
A companhia também fez uma promessa direta aos clientes: segundo a nota, quem absorverá o impacto financeiro dos fundos roubados é a Binance, e não os usuários.
Os 10% que ainda faltam correspondem a tokens fora da lista dos dez principais. Segundo a empresa, esses ativos têm menor liquidez, o que significa que pode levar mais tempo para obtê-los nas quantidades necessárias. A Binance diz trabalhar com parceiros do setor para concluir as aquisições e prometeu novas atualizações conforme houver progresso.
A próxima etapa, de acordo com a corretora, é retomar os serviços de saque para os usuários. A previsão é que isso aconteça no domingo, 1º de novembro. Vale acompanhar se o prazo será cumprido e se a reposição dos últimos 10% avança no ritmo indicado.
Citazioni salienti
A Binance absorverá o impacto financeiro desses fundos roubados, e não nossos usuários.— Binance, em nota publicada em seu site