Décadas após os anos formativos que moldaram um dos maiores impérios tecnológicos do mundo, Bill Gates revisita em memórias a figura de Paul Allen — não apenas como cofundador da Microsoft, mas como a força disruptiva que o empurrou para além das fronteiras familiares, incluindo a experimentação com marijuana e LSD. A revelação, surgida no início de 2025, convida-nos a refletir sobre como as influências da juventude, muitas vezes invisíveis na narrativa pública do sucesso, esculpem o caráter de quem viria a transformar o mundo.
Bill Gates revela experimentação com drogas influenciada por Paul Allen
Este tipo era um problema… Fez-me ouvir Jimi Hendrix
Porque é que Gates decide revelar isto agora, décadas depois? Qual é o propósito de um livro de memórias que toca em experimentação com drogas?
Acho que é parte de ser honesto sobre quem ele era. Não é uma confissão de culpa — é contexto. Allen foi importante na sua vida, e essa importância incluía empurrá-lo para fora da zona de conforto.
Mas temos de ser claros: isto é o que Gates diz que aconteceu. Não há verificação independente de quantas vezes consumiu LSD, ou de que Allen o introduziu a essas substâncias. É a narrativa de Gates sobre a sua própria vida.
E quanto a Steve Jobs a recomendar alucinógenos? Isso parece uma afirmação bastante específica.
Sim, e é interessante porque sugere que havia uma certa cultura entre esses líderes tecnológicos — a ideia de que drogas psicodélicas poderiam melhorar a criatividade.
Novamente, isto é o que Gates relata que Jobs lhe disse. Não temos confirmação de Jobs sobre isto — ele morreu em 2011. É uma história de uma fonte, sobre uma conversa privada.
Como é que isto muda a forma como vemos Bill Gates ou a Microsoft?
Talvez humanize-o. Mostra que mesmo os fundadores de gigantes tecnológicas eram pessoas jovens a explorar, a cometer erros, a serem influenciados por amigos.
Ou talvez não mude nada. A Microsoft foi fundada em 1975, e o que Gates fez na juventude é separado do que a empresa se tornou. A questão é se isto é contexto relevante ou apenas curiosidade pessoal.
El Pulso
- Gates admite publicamente ter consumido marijuana e LSD 'quatro ou cinco vezes' na juventude, quebrando décadas de silêncio sobre esse capítulo da sua vida.
- A revelação reposiciona Paul Allen não só como parceiro de negócios, mas como o arquiteto da curiosidade e da rebeldia que Gates carregou para a Microsoft.
- A tensão entre a disciplina imposta pelos pais de Gates e a influência libertadora de Allen emerge como o motor oculto por trás da personalidade do magnata.
- Steve Jobs surge na narrativa como mais uma voz a recomendar alucinógenos a Gates — desta vez como estratégia para tornar os produtos Microsoft mais criativos e apelativos.
- O livro de memórias transforma confissões pessoais em reflexão madura, sugerindo que Gates não lamenta essas experiências, mas as reconhece como parte do que o formou.
Décadas após os anos formativos que moldaram um dos maiores impérios tecnológicos do mundo, Bill Gates revisita em memórias a figura de Paul Allen — não apenas como cofundador da Microsoft, mas como a força disruptiva que o empurrou para além das fronteiras familiares, incluindo a experimentação com marijuana e LSD. A revelação, surgida no início de 2025, convida-nos a refletir sobre como as influências da juventude, muitas vezes invisíveis na narrativa pública do sucesso, esculpem o caráter de quem viria a transformar o mundo.
Bill Gates revelou num livro de memórias publicado em 2025 que experimentou marijuana e LSD na juventude por influência de Paul Allen, o amigo de infância que mais tarde se tornaria seu cofundador na Microsoft. Em conversa com a Geekwire, Gates descreveu Allen como alguém que o empurrava constantemente para além das fronteiras estabelecidas pelos seus pais — apresentando-lhe a música de Jimi Hendrix, bebidas e substâncias que Gates nunca teria procurado por iniciativa própria. "Embebedou-me, deu-me marijuana. Este tipo era um problema… Fez-me ouvir Jimi Hendrix", disse Gates, com uma mistura de afeto e reconhecimento.
Gates especificou ter consumido LSD "quatro ou cinco vezes" durante esses anos, sempre com Allen como intermediário. A dinâmica entre os dois era clara: os pais de Gates forneciam estrutura e disciplina, enquanto Allen representava o contrapeso explorador. Quando fundaram a Microsoft em 1975, essa relação — Allen como o visionário inquieto, Gates como o executor metódico — já estava profundamente enraizada.
O livro traz ainda uma revelação inesperada: Steve Jobs terá recomendado a Gates o consumo de alucinógenos como forma de tornar os produtos da Microsoft mais apelativos e inovadores, refletindo uma mentalidade que circulava entre alguns líderes tecnológicos da época. A amizade entre Gates e Allen atravessou períodos turbulentos, mas perdurou até à morte de Allen em 2018. O que Gates partilha agora é, acima de tudo, uma reflexão honesta sobre como as influências da juventude — para melhor ou para pior — moldam quem nos tornamos.
Bill Gates abriu-se sobre um capítulo da sua juventude que poucos conheciam: a experimentação com drogas sob influência de Paul Allen, o amigo de infância que se tornaria seu cofundador na Microsoft. A revelação surgiu num livro de memórias publicado no início de 2025, onde Gates examina como Allen moldou não apenas a sua carreira, mas também a sua personalidade durante os anos formativos.
Em conversa com a Geekwire, Gates foi direto sobre o papel de Allen nessa época. O cofundador da Microsoft reconheceu que experimentou marijuana e LSD através de Allen, que também lhe abriu as portas para a música de Jimi Hendrix. "Embebedou-me, deu-me marijuana. Este tipo era um problema… Fez-me ouvir Jimi Hendrix", disse Gates, descrevendo Allen como alguém que o empurrava constantemente para além das fronteiras que os seus pais tinham estabelecido.
Os pais de Gates proporcionaram-lhe disciplina e estrutura, mas foi Allen quem representou o contrapeso — a força que o levava a explorar, a questionar, a experimentar. Gates especificou que chegou a consumir LSD "quatro ou cinco vezes" durante a juventude, sempre com Allen como intermediário nessas experiências.
A influência de Allen não se limitava às substâncias. A sua capacidade de expor Gates a novas ideias e experiências fazia parte de um padrão mais amplo de como os dois se relacionavam. Quando fundaram a Microsoft em 1975, essa dinâmica — Allen como o explorador, Gates como o executor disciplinado — já estava bem estabelecida. A amizade entre ambos atravessou períodos turbulentos ao longo dos anos, mas manteve-se até à morte de Allen em 2018.
Uma revelação adicional do livro de memórias traz Steve Jobs para esta narrativa de experimentação. De acordo com Gates, o fundador da Apple chegou a recomendar-lhe que consumisse alucinógenos para tornar os produtos da Microsoft mais apelativos e inovadores. A sugestão reflete uma mentalidade que circulava entre alguns líderes tecnológicos da época — a ideia de que a alteração da consciência poderia desbloquear criatividade e visão.
O que Gates revela agora, décadas depois, é uma história sobre formação pessoal e influência mútua. Allen não foi apenas um parceiro de negócios; foi alguém que o desafiou a sair da zona de conforto, para melhor ou para pior. A admissão de Gates sugere uma reflexão madura sobre como essas experiências o moldaram, sem tentar reescrever a história ou minimizar o papel que Allen desempenhou.
Citas Notables
Embebedou-me, deu-me marijuana. Este tipo era um problema… Fez-me ouvir Jimi Hendrix— Bill Gates, em entrevista ao Geekwire