Em um giro que condensa décadas de tensão geopolítica em um único contrato, um bilionário venezuelano outrora investigado pelas próprias autoridades americanas emerge agora como parceiro comercial de Washington na exploração de petróleo. O episódio ilumina uma verdade persistente nas relações entre grandes potências e nações ricas em recursos: a fronteira entre o suspeito e o aliado é frequentemente redesenhada pela geometria dos interesses estratégicos. Para os venezuelanos que observam de dentro, a percepção dominante é a de que os frutos desse rearranjo pertencem, antes de tudo, a quem deté