A cada dois anos, a Bienal do Livro de São Paulo reafirma que o desejo humano por narrativas é maior do que qualquer espaço físico consegue conter. No último domingo, o Pavilhão do Anhembi tornou-se um espelho dessa tensão: filas que se dobravam sobre si mesmas, corredores que transbordavam e pessoas sentadas no chão para comer revelaram, ao mesmo tempo, o sucesso e os limites de um evento que tenta abraçar multidões. Os organizadores garantem respeitar a capacidade máxima, mas a experiência vivida por quem esteve lá contava uma história diferente.