Bienal do Livro de Brasília retorna após 4 anos com entrada gratuita e tema 'Ler o Amanhã'

Leitura como ferramenta para formar cidadãos críticos em tempos de transformação
A Bienal propõe que a leitura seja capaz de estimular criatividade e construir novas possibilidades para a sociedade.
Mark

Por que a Bienal desapareceu por quatro anos? O que mudou para ela voltar agora?

Mimi

A fonte não explica o hiato, mas o retorno parece responder a uma necessidade. Brasília não tinha um grande evento de livro e cultura há muito tempo. Agora, com o tema "Ler o Amanhã", há uma intenção clara de conectar leitura com os desafios do presente — tecnologia, clima, transformação social.

Mark

Trinta mil pessoas é um número realista para uma capital como Brasília?

Mimi

É a expectativa. Brasília tem população menor que outras capitais, mas é um público concentrado, com acesso fácil ao Museu Nacional da República. A entrada gratuita remove uma barreira importante. Se atingir a meta, será um sucesso.

Mark

A programação parece muito densa. Como alguém escolhe o que ver?

Mimi

Exatamente. Há seis eixos temáticos funcionando simultaneamente — autores em um palco, crianças em outro, debates sobre IA em um terceiro. O visitante precisa fazer escolhas. Alguns virão para ver Criolo ou Djamila Ribeiro. Outros vêm pela programação infantil. Há público para tudo.

Mark

O que você acha significativo sobre a presença de artistas como Criolo e Gabriel O Pensador em um evento de livro?

Mimi

Mostra que a Bienal não separa literatura de outras formas de expressão. Criolo é rapper, poeta, artista visual. Gabriel O Pensador é músico e ativista. Eles representam a ideia de que "ler o amanhã" não é apenas sobre livros impressos — é sobre narrativas, histórias, formas de contar o mundo.

Mark

E o Vale-Livro? Isso é novo?

Mimi

A fonte menciona o programa, mas não detalha. Parece ser um subsídio para leitura, algo que democratiza o acesso a livros além do evento. É coerente com a proposta de usar leitura como ferramenta de transformação social.

Mark

Se você tivesse um dia inteiro para estar lá, qual seria seu roteiro?

Mimi

Começaria cedo, vendo as oficinas de quadrinhos e zines. Depois, um painel sobre narrativas do século XXI com Criolo. Almoço no Café Literário. À noite, o show de Zeca Baleiro. Mas honestamente, sete dias de programação simultânea significa que ninguém vê tudo — e talvez seja o ponto.

  • Após quatro anos ausente do calendário cultural de Brasília, a Bienal do Livro retorna com entrada gratuita e expectativa de reunir trinta mil visitantes em sete dias.
  • O tema 'Ler o Amanhã' responde diretamente às ansiedades do momento — inteligência artificial, crise climática e transformações sociais entram em pauta nos debates.
  • Nomes como Djamila Ribeiro, Leonardo Boff, Criolo e Gabriel O Pensador dividem espaço com artistas e escritores locais do Distrito Federal, ampliando o alcance da programação.
  • Seis eixos temáticos — de literatura infantil a quadrinhos, de música a economia criativa — organizam uma semana que vai da manhã à noite no Museu Nacional da República.
  • A Bienal funciona também como mercado e política pública, com feira literária, editoras, o programa Vale-Livro e encontros de clubes de leitura, sinalizando uma aposta institucional na leitura como formação cidadã.

Depois de quatro anos de silêncio, Brasília reabre um espaço onde palavras e ideias circulam livremente. A Bienal Internacional do Livro retorna ao Museu Nacional da República com o tema 'Ler o Amanhã', convidando a cidade a refletir sobre o papel da leitura como instrumento de orientação em tempos de incerteza tecnológica e climática. Entre 17 e 23 de agosto, escritores, músicos e artistas se reúnem gratuitamente em torno de uma convicção antiga: que imaginar o futuro começa por saber ler o presente.

Brasília recupera, nesta semana, um evento que havia desaparecido do seu calendário por quatro anos. A Bienal Internacional do Livro abre as portas do Museu Nacional da República com entrada gratuita e uma proposta ao mesmo tempo simples e ambiciosa: usar a leitura como bússola para pensar o futuro. Até 23 de agosto, a capital recebe escritores, músicos, ilustradores e artistas em uma programação que espera reunir cerca de trinta mil pessoas.

O tema escolhido, 'Ler o Amanhã', reflete a convicção de que, em tempos de transformações tecnológicas aceleradas e crises climáticas, a leitura forma cidadãos capazes de pensar criticamente e imaginar caminhos novos. A programação se organiza em seis eixos: vozes de autores, literatura infantil, debates sobre inteligência artificial e narrativas digitais, música, economia criativa e quadrinhos.

Entre os destaques estão Djamila Ribeiro, Leonardo Boff, Criolo, Gabriel O Pensador e Zeca Baleiro. Mas a semana também pertence a escritores e produtores culturais do Distrito Federal, que ocupam palcos e mesas de debate ao longo de todos os dias. Os painéis cobrem território amplo — jornalismo e violência contra a mulher, alimentação sustentável, juventude e protagonismo criativo, território e identidade no século XXI.

A música atravessa toda a semana, com shows no palco principal, batalhas de freestyle e apresentações de DJs. Oficinas de quadrinhos, zines, capoeira e contação de histórias completam uma programação que funciona das 9 da manhã às 22 horas. Há também uma feira literária, editoras expondo catálogos e o programa Vale-Livro. É o retorno de um espaço que Brasília havia perdido — e que volta com a ambição de transformar a capital em território vivo de ideias e expressão cultural.

Brasília ganha de volta, nesta segunda-feira, um evento que dormiu por quatro anos. A Bienal Internacional do Livro abre as portas do Museu Nacional da República com entrada gratuita e uma proposta simples mas ambiciosa: usar a leitura como bússola para pensar o futuro. Até o dia 23 de agosto, a capital recebe escritores, músicos, ilustradores e artistas em uma programação que promete reunir cerca de trinta mil pessoas.

O tema escolhido, "Ler o Amanhã", não é apenas um slogan. Reflete uma convicção de que, em tempos de transformações tecnológicas aceleradas e crises climáticas, a leitura funciona como ferramenta para formar cidadãos capazes de pensar criticamente, imaginar alternativas e construir caminhos novos. A Bienal se organiza em torno de seis eixos temáticos: espaços dedicados aos autores e suas vozes, programação infantil focada em contar histórias, debates sobre inteligência artificial e narrativas digitais, apresentações musicais, economia criativa e o universo dos quadrinhos.

Entre os nomes que marcam presença estão Djamila Ribeiro, Leonardo Boff, Criolo, Gabriel O Pensador e Zeca Baleiro. Mas a programação não se limita a esses rostos conhecidos. Escritores, artistas e produtores culturais do Distrito Federal ocupam os palcos e as mesas de debate ao longo de toda a semana. Na segunda-feira, o evento abre com autoridades e um cortejo do Circo Pareias. Há apresentações infantis todos os dias, com a Família Firula e espetáculos circenses. O Café Literário funciona como espaço permanente para lançamentos de livros e conversas com autores locais.

Os painéis temáticos cobrem território amplo. Há discussões sobre direito e economia em um mundo em transformação, sobre políticas públicas para leitura e escrita, sobre literatura e antirracismo. Ana Paula Araújo participa de um painel sobre jornalismo e violência contra a mulher. Bela Gil e Naiara Tukano conversam sobre alimentação sustentável. Tony Ventura traz reflexões sobre inteligência artificial e educação. Na quinta-feira, Gabriel O Pensador fala sobre juventude e protagonismo criativo. Na sexta, Criolo integra um painel sobre narrativas do século XXI, território e identidade.

A música permeia toda a semana. Zeca Baleiro se apresenta no palco principal no sábado, acompanhado por DJ Maoli. Criolo toca na sexta-feira. Há batalhas de freestyle, apresentações de DJs e shows de artistas locais. A brinquedoteca oferece oficinas de quadrinhos, zines e livros artesanais. Há contação de histórias, capoeira, e um encontro dos clubes de leitura da Biblioteca Nacional de Brasília no domingo.

O evento funciona também como espaço de mercado. Há uma feira literária, editoras expondo seus catálogos, e o programa Vale-Livro, que oferece subsídios para leitura. A proposta é transformar Brasília em território de circulação de ideias, histórias e formas diferentes de expressão cultural. Tudo isso com entrada gratuita, de 9 da manhã até 22 horas, durante sete dias. É um retorno que marca, para a capital, a retomada de um espaço que havia desaparecido do calendário cultural.

A leitura é uma ferramenta capaz de formar cidadãos críticos, estimular a criatividade e construir novas possibilidades para a sociedade
— Proposta central da Bienal
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