Na terça-feira de setembro, entre o burburinho amainado do Anhembi, a 28ª Bienal do Livro de São Paulo abriu espaço para uma pergunta antiga disfarçada de futuro: quem tem o direito de imaginar o amanhã? Autores brasileiros de ficção científica e romancistas de sensualidade ocuparam o palco para reivindicar, cada um à sua maneira, que a literatura é sempre um ato de pertencimento — ao idioma, ao corpo, à memória coletiva. O evento, que segue até 13 de setembro, revela um público faminto por histórias que reconheçam sua própria face no espelho do porvir.