O principal índice da bolsa brasileira prepara-se para reconhecer, em 2027, uma realidade que o mercado já havia assimilado: empresas como Nubank, XP e JBS são brasileiras em essência, mesmo que seus papéis circulem em bolsas estrangeiras. A B3 anunciou que os BDRs dessas companhias poderão integrar o Ibovespa no primeiro semestre de 2027, com um teto de 10% para o conjunto desses ativos — solução que concilia modernidade com as restrições regulatórias dos fundos de pensão. É um momento em que um índice de referência se curva diante da fluidez das fronteiras do capitalismo contemporâneo.