BCP já executou 70,5% do programa de recompra de ações

O banco executou 70,5% do orçamento, com 120 milhões ainda disponíveis
O BCP tem até dezembro de 2026 para gastar o restante do programa de recompra, condicionado ao seu rácio de capital.
Mark

Porque é que um banco gasta centenas de milhões de euros a comprar as suas próprias ações? Não seria melhor investir esse dinheiro em negócio?

Mimi

É uma questão de política de remuneração. O BCP comprometeu-se com os acionistas a devolver até 90% dos lucros. Pode fazer isso através de dividendos em dinheiro ou recompras. A recompra reduz o número de ações em circulação, o que aumenta o ganho por ação para quem fica.

Luke

Mas isso só funciona se o banco tiver capital suficiente. Por isso é que o programa está condicionado ao rácio CET1. Se o capital cair abaixo de certos limiares, a recompra reduz automaticamente.

Mark

Então o banco está a gastar dinheiro que poderia guardar como proteção?

Mimi

Não exatamente. O banco mantém um rácio CET1 de referência acima de 13,5%. O programa foi aprovado pelas autoridades regulatórias, que verificaram que o banco pode fazer isto mantendo capital suficiente. No primeiro trimestre, o rácio era 15,1%.

Luke

Mas isso já inclui a dedução do valor máximo da recompra. Portanto, se o banco tiver resultados piores do que esperado, o rácio real poderia ficar mais apertado.

Mark

E se o banco não conseguir gastar os 120 milhões de euros que faltam?

Mimi

Então o programa simplesmente não será integralmente utilizado. Não há obrigação de gastar tudo. É um máximo, não um mínimo.

Luke

Exatamente. E isso é importante para a leitura: o programa é flexível. Se as condições de mercado ou de capital mudarem, o banco pode abrandar ou parar.

Mark

Portanto, isto é mais um sinal de confiança do que um compromisso rígido?

Mimi

É ambos. Mostra que o banco acredita que pode manter capital forte enquanto devolve dinheiro aos acionistas. Mas a estrutura permite ajustar se as coisas mudarem.

  • Com 120 milhões de euros ainda por executar, o programa entra na sua fase final e a pressão para cumprir o calendário até dezembro de 2026 é real.
  • O rácio CET1 de 15,1% — já deduzido o valor máximo da recompra — funciona como o termómetro que pode acelerar ou travar as compras restantes.
  • Na última semana de setembro e início de outubro, o banco comprou 23,3 milhões de ações em poucos dias, sinalizando um ritmo de execução consistente e deliberado.
  • A participação do BCP no seu próprio capital subiu para 1,76%, um nível que traduz a escala crescente da operação e o seu impacto potencial no ganho por ação dos restantes acionistas.

O BCP avança com disciplina no seu programa de recompra de ações, tendo já investido 287,4 milhões de euros na aquisição de 260,2 milhões de títulos próprios — 70,5% do orçamento máximo autorizado. Esta operação, que deverá estender-se até dezembro de 2026, insere-se numa política mais ampla de remuneração dos acionistas para o ciclo 2025-2028, onde o banco se comprometeu a devolver até 90% dos seus resultados líquidos. É o retrato de uma instituição que, após anos de reestruturação, usa o excesso de capital como sinal de confiança no seu próprio futuro.

O BCP está a percorrer, a passo firme, um programa de recompra de ações lançado em junho e com prazo até dezembro de 2026. Até ao início de outubro, o banco tinha já adquirido 260,2 milhões de títulos próprios, gastando 287,4 milhões de euros — o equivalente a 70,5% do orçamento máximo de 407,46 milhões de euros aprovado pelas autoridades regulatórias. Só na última semana de setembro e nos primeiros dias de outubro, foram compradas 23,3 milhões de ações, num investimento de 26,3 milhões de euros.

As compras seguem um padrão regular. A 2 de outubro, o banco adquiriu 4,92 milhões de ações a um preço médio de 1,1526 euros. No dia anterior, a operação mais volumosa do período: 6,42 milhões de ações a 1,1838 euros cada. O resultado acumulado destas transações elevou a participação do BCP no seu próprio capital para 1,76%.

O programa não existe isolado — é peça central de uma estratégia de remuneração dos acionistas definida para o ciclo 2025-2028, na qual o banco se comprometeu a distribuir até 90% dos resultados líquidos, combinando dividendos em dinheiro com recompras de ações. A flexibilidade do modelo depende do rácio de capital CET1: quanto mais elevado, maior a fatia que pode ser devolvida via recompras. No primeiro trimestre de 2026, o banco reportava um CET1 de 15,1%, já com a dedução do valor máximo desta operação.

Restam cerca de 120 milhões de euros para completar o programa. Se o banco decidir utilizá-los na íntegra, a decisão dependerá da evolução do capital e da performance financeira nos próximos meses. Não é a primeira vez que o BCP percorre este caminho: em 2025, concluiu um programa anterior de até 200 milhões de euros, cujas ações foram usadas para reduzir o capital social e, potencialmente, aumentar o ganho por ação para os restantes investidores. O atual programa segue a mesma lógica — e ainda está a escrever o seu desfecho.

O BCP está a meio caminho de um programa de recompra de ações que começou em junho e deverá terminar em dezembro de 2026. Até agora, o banco comprou 260,2 milhões de títulos, gastando 287,4 milhões de euros — o que representa 70,5% do orçamento máximo de 407,46 milhões de euros aprovado para esta operação. Na última semana de setembro e primeiros dias de outubro, o banco adquiriu 23,3 milhões de ações, investindo 26,3 milhões de euros nessas transações.

Os números revelam um padrão consistente de compras. No dia 2 de outubro, o BCP comprou 4,92 milhões de ações a um preço médio de 1,1526 euros por título. A operação mais volumosa do período ocorreu um dia antes, quando o banco adquiriu 6,42 milhões de ações a 1,1838 euros cada. Estas compras sucessivas elevaram a participação do banco no seu próprio capital social para 1,76%, um nível que reflete a escala da operação em curso.

O programa integra-se numa estratégia mais ampla de remuneração dos acionistas que o BCP definiu para o ciclo 2025-2028. O banco comprometeu-se a distribuir até 90% dos seus resultados líquidos aos acionistas, combinando dividendos em dinheiro com estas recompras de ações. A estrutura é flexível e depende do rácio de capital CET1 do banco — uma medida regulatória que determina quanto capital o banco precisa manter. O banco mantém como referência um rácio CET1 superior a 13,5%.

Para os resultados de 2025, a política aprovada pelos acionistas prevê que 50% do lucro líquido seja distribuído em dividendos. A recompra de ações funciona como um complemento variável: se o rácio CET1 ficar abaixo de 16%, a recompra pode atingir 25% do resultado líquido; entre 16% e 17,5%, pode chegar a 30%; e acima de 17,5%, até 40%. No primeiro trimestre de 2026, o banco reportava um rácio CET1 de 15,1%, já considerando a dedução do valor máximo desta recompra.

O programa atual foi aprovado depois de o BCP ter obtido autorização das autoridades regulatórias para uma recompra correspondente a 40% do resultado líquido de 2025, no valor de 407,5 milhões de euros. Isto significa que o banco tem ainda cerca de 120 milhões de euros disponíveis para completar o programa até dezembro, caso decida utilizar o montante integral. A decisão de prosseguir dependerá da evolução do rácio CET1 e da performance financeira do banco nos próximos meses.

Este não é o primeiro programa de recompra do BCP. Em 2025, o banco executou um programa anterior no montante de até 200 milhões de euros, que foi posteriormente concluído. As ações adquiridas nesse programa foram utilizadas para reduzir o capital social do banco, uma prática comum que reduz o número total de ações em circulação e, potencialmente, aumenta o ganho por ação para os restantes acionistas. O programa atual segue uma lógica semelhante, embora ainda esteja em execução e sujeito às condições de capital do banco.

O programa de remuneração aos acionistas para o ciclo 2025-2028 prevê uma distribuição de até 90% dos resultados, mantendo um rácio de capital CET1 superior a 13,5%
— Política de remuneração do BCP
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