Um ano antes de qualquer denúncia formal, servidores do Banco Central já haviam identificado sinais de fraude no Banco Master — alertados por um sistema de inteligência artificial que detectou operações sem fundamento econômico no chamado Fundo Bravo. A máquina regulatória, porém, levou doze meses para transformar esse alerta em ação concreta, enquanto recursos continuavam a fluir para empresas ligadas aos controladores da instituição. O caso coloca em evidência uma tensão antiga entre a velocidade da detecção e a lentidão da resposta institucional — e o custo humano desse intervalo.