O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro acima do esperado, mas a solidez dos números esconde uma tensão crescente: a inadimplência avança mais rápido do que as provisões conseguem acompanhar. É o retrato de uma instituição que navega bem nas águas das taxas elevadas, mas que carrega, em seu portfólio, o peso das dificuldades financeiras de seus clientes — agricultores, empresas e famílias pressionados por um ambiente econômico cada vez mais exigente. O resultado convida menos à celebração e mais à vigilância.