Em Bauru, a proteção contra a raiva não obedece ao calendário das campanhas sazonais — ela é permanente. Enquanto o estado de São Paulo suspendeu suas vacinações anuais em 2022, reconhecendo que o perigo migrou dos cães para os morcegos silvestres, a cidade mantém aberta uma estrutura contínua de vacinação e vigilância. É o reconhecimento de que certas ameaças não têm estação: elas circulam em silêncio, e exigem atenção constante.
Bauru mantém vacinação antirrábica gratuita e vigilância contínua contra a raiva
A raiva está circulando, mas não nos animais domésticos
Por que as campanhas anuais foram suspensas se a vacinação é tão importante?
Porque o cenário mudou. A variante que circulava em cães estava controlada. O risco real agora é diferente — está nos morcegos selvagens. Campanhas de rua não resolvem isso.
Mas então, como alguém que não acompanha notícias de saúde sabe que precisa vacinar seu animal? A suspensão das campanhas pode ter deixado muita gente desinformada.
É um risco real. Por isso a prefeitura mantém a vacinação na rotina, disponível o ano todo. Mas você tem razão — sem o ritual anual, a cobertura provavelmente caiu.
Os quatro casos em morcegos — isso é muito ou pouco?
Em seis anos, em uma cidade do tamanho de Bauru, é controlado. Mas o ponto é que estão encontrando. A vigilância está funcionando.
Quantos morcegos foram examinados? 702 em seis anos. Qual é a população de morcegos em Bauru? Não sabemos. Então não sabemos se quatro positivos é 1% ou 0,01%.
Verdade. O que sabemos é que o vírus está lá. E que nenhum cão ou gato testou positivo.
Então o risco para quem tem animal de estimação é baixo?
Baixo, mas não zero. Por isso a vacinação continua sendo recomendada. É a proteção mais simples e eficaz.
E se alguém encontrar um morcego? A orientação é não tocar. Mas e depois? Quanto tempo a UVZ leva para recolher? Isso não está documentado.
Boa pergunta. Não temos esse dado. Mas a ideia é que seja rápido — raiva é emergência.
El Pulso
- A raiva não desapareceu de Bauru — ela se deslocou: quatro morcegos testaram positivo entre 2021 e 2026, enquanto todos os cães e gatos analisados no mesmo período foram negativos.
- A suspensão das campanhas anuais em São Paulo desde 2022 criou um vazio de percepção pública, tornando ainda mais urgente que tutores busquem a vacinação por conta própria.
- Encontrar um morcego caído pode parecer trivial, mas representa um ponto de contato direto com um vírus letal — e qualquer demora em acionar a UVZ amplia o risco para animais e pessoas próximas.
- A cidade responde com uma estrutura de agendamento acessível e vigilância ativa, posicionando a rotina — e não a campanha — como o verdadeiro escudo contra a doença.
Em Bauru, a proteção contra a raiva não obedece ao calendário das campanhas sazonais — ela é permanente. Enquanto o estado de São Paulo suspendeu suas vacinações anuais em 2022, reconhecendo que o perigo migrou dos cães para os morcegos silvestres, a cidade mantém aberta uma estrutura contínua de vacinação e vigilância. É o reconhecimento de que certas ameaças não têm estação: elas circulam em silêncio, e exigem atenção constante.
Bauru não espera por campanhas para vacinar cães e gatos contra a raiva. A Secretaria de Saúde e a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) oferecem o serviço gratuitamente o ano todo, com agendamento pelos telefones (14)3103-8050 e (14)3103-8057. O tutor precisa apenas apresentar um documento com foto.
A estrutura permanente ganhou relevância depois que São Paulo suspendeu suas campanhas anuais em 2022. A razão foi epidemiológica: a variante canina estava controlada, e o risco real havia migrado para o ciclo silvestre — a raiva circulando entre morcegos, um problema que campanhas de rua não resolvem.
Os dados da UVZ confirmam esse cenário. De 2021 a 2026, foram examinados 702 morcegos, com quatro resultados positivos — dois em 2024 e dois em 2025. Entre os 62 cães e 60 gatos analisados no mesmo período, nenhum caso foi detectado. O médico-veterinário Anderson Duzanski, chefe da unidade, ressalta que o encaminhamento de morcegos caídos ou mortos é essencial para rastrear a circulação do vírus.
A orientação é direta: não tocar, não capturar, não descartar o animal. Manter distância e ligar para a UVZ. Se houve contato com animais domésticos da vizinhança, a comunicação é ainda mais urgente. A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, na Rua Henrique Hunzicker, quadra 1 — e a vacinação em dia continua sendo a primeira linha de defesa dentro de um sistema de vigilância que sabe onde o perigo realmente está.
A Prefeitura de Bauru mantém aberta, durante todo o ano, uma porta para quem quer proteger seu cão ou gato contra a raiva. Não é preciso esperar por campanhas sazonais. A Secretaria de Saúde e a Unidade de Vigilância em Zoonoses oferecem a vacinação gratuitamente, bastando agendar com antecedência. Dois telefones estão disponíveis para isso: (14)3103-8050 e (14)3103-8057. Quem vai levar o animal precisa apenas trazer um documento com foto do tutor.
Essa estrutura permanente ganhou importância especial depois que São Paulo suspendeu suas campanhas anuais de vacinação em 2022. A decisão refletiu uma mudança no cenário epidemiológico da doença. A variante canina estava sob controle. O foco se deslocou para um problema diferente e mais complexo: a raiva circulando entre morcegos selvagens, um ciclo que não se resolve com campanhas de rua.
Os números de Bauru ilustram essa realidade. Entre 2021 e 2026, a Unidade de Vigilância examinou 702 morcegos. Quatro testaram positivo para raiva. Dois casos foram registrados em 2024, dois em 2025. No mesmo período, 62 cães e 60 gatos foram analisados. Todos negativos. A doença está circulando, mas não nos animais domésticos da cidade.
Anderson Duzanski, médico-veterinário e chefe da unidade, vê nesses achados uma confirmação do que já se sabia teoricamente. "Em Bauru, já identificamos animais positivos para raiva, o que reforça a importância da investigação e do diagnóstico laboratorial," disse. "O encaminhamento de morcegos caídos ou mortos é fundamental para identificar a circulação do vírus." A vigilância, em outras palavras, não é apenas precaução. É detecção ativa de um perigo que existe.
Por isso a orientação é clara e firme: quem encontrar um morcego caído ou morto não deve tocá-lo, capturá-lo ou tentar descartá-lo. A raiva é letal. O protocolo é manter distância e ligar para a UVZ. Se o morcego teve contato com cães ou gatos da vizinhança, a comunicação é ainda mais urgente. A unidade avaliará a situação e determinará se medidas sanitárias são necessárias.
A vacinação em dia dos animais domésticos continua sendo a primeira linha de defesa. Mas agora ela funciona dentro de um sistema maior de vigilância que reconhece onde o risco realmente está: não nas ruas durante campanhas, mas na rotina silenciosa de um vírus que persiste em populações selvagens. A UVZ funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Henrique Hunzicker, quadra 1.
Citas Notables
Em Bauru, já identificamos animais positivos para raiva, o que reforça a importância da investigação e do diagnóstico laboratorial. O encaminhamento de morcegos caídos ou mortos é fundamental para identificar a circulação do vírus.— Dr. Anderson Duzanski, médico-veterinário e chefe da Unidade de Vigilância em Zoonoses