Banco de Portugal divulga apelo da ESMA para encerramento ordenado de operadoras de criptoativos

O tempo de operação à margem da lei terminou
O Banco de Portugal amplifica o aviso europeu que exige o encerramento ordenado de operadoras de criptoativos não autorizadas.

Com o fim do período transitório do regulamento MiCA, a ESMA emitiu um apelo formal para que operadoras de criptoativos sem licença encerrem as suas atividades de forma ordenada, protegendo os fundos dos clientes durante o processo. O Banco de Portugal, cumprindo as responsabilidades que a Lei n.º 69/2025 lhe atribui, amplificou este aviso junto dos operadores económicos portugueses. É um momento que assinala a maturidade regulatória europeia neste setor: o tempo da tolerância provisória chegou ao fim, e o mercado de ativos digitais entra numa era de maior estrutura e responsabilidade.

  • O período de graça concedido às operadoras de criptoativos não licenciadas terminou, e a ESMA exige agora saída ordenada do mercado — sem exceções.
  • O risco imediato recai sobre os investidores: fundos bloqueados, posições mal liquidadas e plataformas que podem desaparecer sem aviso são cenários que as autoridades querem evitar.
  • O Banco de Portugal entrou em campo para garantir que o aviso europeu chegue a todos os operadores económicos nacionais, sinalizando que Portugal não tolerará zonas de sombra regulatória.
  • A transição exige coordenação entre autoridades nacionais e participantes do mercado para que o novo regime MiCA seja implementado sem turbulência sistémica.

O Banco de Portugal tornou público um comunicado da ESMA que marca um ponto de viragem no tratamento regulatório das criptomoedas na Europa. A mensagem é direta: empresas que operam no espaço dos ativos digitais sem autorização legal têm de encerrar as suas operações de forma ordenada, protegendo os fundos e interesses dos clientes durante esse processo.

O comunicado, emitido a 23 de junho, chega num momento crítico. O período transitório do Regulamento MiCA — a estrutura legal europeia para supervisionar este setor — está a terminar. Esse período de graça, que permitiu a operadoras não licenciadas continuarem a funcionar enquanto se adaptavam às novas regras, chegou ao fim. A ESMA exige agora que essas entidades saiam do mercado de forma organizada, sem deixar clientes em risco.

O Banco de Portugal, liderado por Álvaro Santos Pereira, decidiu amplificar esta mensagem junto dos operadores económicos e demais interessados. A Lei n.º 69/2025 atribui ao banco central responsabilidades específicas nesta matéria, e a instituição considera que divulgar o aviso serve um propósito duplo: aumentar a transparência regulatória e reforçar a conformidade com o novo quadro legal.

O encerramento pedido pela ESMA não é apenas formal — implica que os clientes tenham acesso aos seus fundos, que as posições abertas sejam liquidadas adequadamente e que não haja abandono precipitado. Para os investidores, o espaço das criptomoedas na Europa torna-se mais estruturado. Para as operadoras sem licença, o tempo de funcionar à margem da lei terminou. Ao amplificar este aviso, o Banco de Portugal sinaliza que Portugal não será um porto seguro para quem ignore as novas regras.

O Banco de Portugal tornou público esta semana um comunicado da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) que marca um ponto de viragem no tratamento regulatório das criptomoedas na Europa. A mensagem é clara e dirigida: as empresas que operam no espaço dos ativos digitais sem autorização legal têm de encerrar as suas operações de forma ordenada, protegendo os fundos e interesses dos seus clientes durante esse processo.

O comunicado, emitido pela ESMA a 23 de junho, chega num momento crítico. O período transitório estabelecido pelo Regulamento relativo aos Mercados de Criptoativos (MiCA) — a estrutura legal que a União Europeia criou para supervisionar este setor — está a terminar. Durante este tempo, as autoridades permitiram que operadoras não licenciadas continuassem a funcionar enquanto se adaptavam às novas regras. Esse período de graça acabou. A ESMA, que funciona como o supervisor europeu dos mercados de valores e derivados, está agora a exigir que essas entidades saiam do mercado de forma organizada, sem deixar clientes em risco.

O Banco de Portugal, liderado por Álvaro Santos Pereira, decidiu amplificar esta mensagem publicando o aviso da ESMA junto dos operadores económicos e demais interessados. A decisão não é casual. A Lei n.º 69/2025 atribui ao banco central português responsabilidades específicas nesta matéria, e a instituição considera que divulgar este comunicado serve um propósito duplo: aumentar a transparência sobre o que as autoridades de supervisão esperam e reforçar a conformidade com o novo quadro legal que agora vigora.

O que está em jogo é substancial. A ESMA não apenas pede o encerramento das operações — pede que seja feito de forma "ordenada", o que significa que os clientes precisam de ter acesso aos seus fundos, que as posições abertas precisam de ser liquidadas adequadamente, e que não haja abandono precipitado que deixe investidores prejudicados. Ao mesmo tempo, a autoridade europeia insiste que as autoridades competentes nacionais e os participantes do mercado trabalhem em conjunto para garantir uma transição suave para o novo regime regulatório.

Para os investidores, isto significa que o espaço das criptomoedas na Europa está a tornar-se mais estruturado e menos selvagem. Para as operadoras não autorizadas, significa que o tempo de operação à margem da lei terminou. Para os reguladores, significa que têm agora uma oportunidade de consolidar a integridade e a estabilidade do mercado financeiro europeu, reduzindo os riscos sistémicos que as plataformas não supervisionadas podem representar. O Banco de Portugal, ao amplificar este aviso, está a sinalizar que Portugal não será um porto seguro para operadores que ignorem estas novas regras.

As autoridades competentes e os participantes do mercado devem assegurar uma transição harmoniosa para o novo quadro regulatório europeu, de forma a promover a conformidade e mitigar riscos para os investidores e para a estabilidade do mercado financeiro
— ESMA
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que é que o Banco de Portugal decidiu publicar este comunicado agora, e não deixar que a ESMA falasse sozinha?

Model

Porque a Lei n.º 69/2025 deu ao banco central responsabilidades diretas sobre criptoativos. Publicar o aviso não é apenas passar a mensagem — é assumir a responsabilidade de garantir que os operadores em Portugal sabem exatamente o que as autoridades esperam deles.

Inventor

Qual é a diferença entre um encerramento "ordenado" e um encerramento precipitado?

Model

Um encerramento ordenado significa que os clientes conseguem retirar os seus fundos, que as posições são liquidadas corretamente, que há tempo para transição. Um encerramento precipitado deixaria investidores presos, sem acesso ao dinheiro, potencialmente com perdas massivas.

Inventor

Estas operadoras não autorizadas — quantas há em Portugal, e quanto dinheiro de clientes está em risco?

Model

O comunicado não especifica números. Mas o facto de a ESMA estar a fazer este apelo público sugere que o problema é significativo o suficiente para justificar uma intervenção europeia coordenada.

Inventor

O que acontece se uma operadora simplesmente ignorar este aviso?

Model

Aí entram as autoridades competentes nacionais. Podem usar poderes de supervisão para forçar o encerramento, congelar operações, ou até processar criminalmente. O aviso é um ultimato educado, mas tem dentes por trás.

Inventor

Isto afeta apenas as operadoras, ou também os clientes que têm dinheiro nelas?

Model

Afeta ambos. Os clientes precisam de agir — retirar fundos enquanto ainda conseguem. As operadoras precisam de cooperar com o processo. Se não o fizerem, os clientes são os que mais sofrem.

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