No limiar da data-base de setembro, os bancários brasileiros recusaram uma proposta que devolvia apenas o que a inflação havia consumido — sem nada além disso. Após doze rodadas de negociação, a Fenaban recuou de propostas que imporiam perdas reais, mas não avançou o suficiente: oferecer 4% equivalente ao INPC é repor o passado, não construir o futuro. Em um setor que acumulou R$ 182,4 bilhões em lucros, a categoria exige que prosperidade compartilhada deixe de ser promessa e se torne cláusula assinada.