Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e figura de peso no cenário multilateral, retirou sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU em setembro de 2026, após uma consulta informal revelar que 11 membros do Conselho de Segurança votaram pelo seu desencorajamento. Apoiada por Brasil e México com rara generosidade diplomática, ela reconheceu que saber recuar é também uma forma de liderança. Sua saída deixa em aberto uma disputa crucial num momento em que o multilateralismo, o clima e a governança tecnológica exigem da ONU uma autoridade moral que ainda precisa ser encarnada por alguém.