Babá brasileira presa nos EUA sob suspeita de matar homem a tiros

Duas mortes: Joseph Ryan, 39, e Christine Banfield, 37; criança de 4 anos presente no local não sofreu agressão.
A polícia ainda tenta entender por que mudou sua versão
Brendan, marido de Christine, primeiro disse ter atirado em Ryan, depois negou — um dos maiores mistérios do caso.
Mark

Como uma babá acaba envolvida em uma situação tão grave?

Mimi

Juliana estava no lugar errado na hora errada. Ela trabalhava como au pair, cuidando da filha do casal. Naquele dia, um homem invadiu a casa onde ela morava.

Luke

Mas espera — a polícia diz que Ryan e Christine se conheciam. Não havia sinais de arrombamento. Então não foi exatamente uma invasão aleatória, certo?

Mimi

Verdade. A polícia acredita que eles eram conhecidos, possivelmente ex-companheiros. Isso muda completamente a natureza do que aconteceu.

Mark

E por que Juliana atirou nele?

Mimi

A mãe dela diz que foi legítima defesa. Mas os detalhes exatos ainda não estão claros.

Luke

Aqui está o problema: Brendan, o marido, primeiro disse ao 911 que ele tinha atirado em Ryan. Depois negou. A polícia ainda está tentando entender por que mudou de história.

Mark

Então quem realmente atirou?

Mimi

A investigação concluiu que foi Juliana. Mas há muitas perguntas sem resposta sobre por que tudo aconteceu.

Luke

E Christine? Quem a matou a facadas?

Mimi

Ainda é um mistério. A polícia não a considera suspeita pela morte de Christine, mas também não sabe quem foi.

Mark

Então Juliana está presa por matar Ryan, mas ninguém sabe realmente o que motivou tudo isso?

Mimi

Exatamente. E a mãe dela não consegue nem falar com ela desde a prisão.

  • Uma babá retorna ao lar com a criança sob seus cuidados e encontra um carro desconhecido — presságio de que algo grave havia acontecido dentro da casa avaliada em um milhão de dólares.
  • Dentro do quarto, a empregadora jaz esfaqueada e um homem desconhecido está ao seu lado; Juliana dispara várias vezes, matando o invasor, mas Christine Banfield morre horas depois no hospital.
  • A declaração inicial do marido — policial federal que afirmou ter sido ele a atirar — é depois negada por ele próprio, criando uma das maiores contradições da investigação.
  • A polícia não considera Juliana responsável pelas facadas na empregadora, mas a prende meses depois sob acusação de homicídio doloso pelos disparos contra o invasor.
  • A mãe da jovem alega legítima defesa e diz ter sido surpreendida pela prisão; o advogado permanece em silêncio e a investigação segue aberta, sem data de julgamento prevista.

Em fevereiro deste ano, uma jovem brasileira de 23 anos que cuidava de uma criança em Reston, Virgínia, se viu no centro de uma tragédia doméstica que custou duas vidas e levantou questões que a justiça americana ainda tenta responder. Juliana Peres Magalhães, au pair nascida em Jacareí, foi presa em outubro sob suspeita de homicídio após ter disparado contra um homem que havia invadido a casa de seus empregadores — mas a morte da própria empregadora, esfaqueada no quarto, permanece envolto em silêncio e contradições. O caso revela como um único momento de violência pode embaralhar culpa, legítima defesa e segredos que os vivos ainda não quiseram revelar.

Na manhã de 24 de fevereiro, Juliana Peres Magalhães voltava do parque com a filha de quatro anos de seus patrões quando notou um carro estranho diante da casa em Reston, Virgínia. Sem conseguir falar com Christine Banfield, sua empregadora, ligou para o marido dela, Brendan, que pediu que esperasse. Juntos, entraram no imóvel e encontraram Christine no quarto com múltiplas facadas no corpo, ao lado de Joseph Ryan, 39 anos. Segundo o relato oficial, Juliana atirou várias vezes no tórax de Ryan, que morreu no local. Christine foi levada ao hospital, mas não resistiu. A criança de quatro anos estava na casa e não foi ferida.

Juliana havia chegado aos Estados Unidos dois anos antes pelo programa au pair, saindo de Jacareí, interior de São Paulo, para viver com os Banfield e cuidar da filha do casal. Em outubro de 2023, foi presa no condado de Fairfax sob suspeita de homicídio doloso e uso indevido de arma de fogo — meses após os acontecimentos de fevereiro.

O caso carrega contradições que a polícia ainda tenta decifrar. Brendan, policial federal, disse inicialmente ter sido ele a disparar, mas depois negou essa versão e se recusou a prestar novo depoimento. A investigação aponta que Ryan e Christine possivelmente se conheciam, e a ausência de sinais de arrombamento reforça a teoria de que ele entrou na casa sem precisar forçar a entrada. A polícia não considera Juliana suspeita pela morte da empregadora, mas mantém a acusação pelos disparos.

A mãe da jovem, Marina Peres Souza, afirmou à imprensa que a filha agiu em legítima defesa e disse ter sido surpreendida pela prisão, pois Juliana havia lhe dito que o caso havia sido arquivado. Desde então, não conseguiu contato com ela. O advogado de defesa permanece em silêncio, e a investigação segue sem previsão de encerramento.

Na manhã de 24 de fevereiro deste ano, uma babá brasileira de 23 anos chamada Juliana Peres Magalhães saiu para levar a filha de seus patrões ao parque em Reston, Virgínia. Quando voltou e viu um carro desconhecido estacionado em frente à casa avaliada em um milhão de dólares, algo a alertou. Ela tentou ligar para Christine Banfield, sua empregadora. Ninguém atendeu. Então ligou para Brendan Robert Banfield, o marido, que estava fora. Ele pediu que esperasse seu retorno para entrarem juntos no imóvel.

O que encontraram dentro mudaria tudo. No quarto do andar superior, Christine Banfield jazia na cama com múltiplas facadas no corpo. Ao seu lado estava Joseph Ryan, um homem de 39 anos que havia invadido a casa. De acordo com o relato oficial da polícia, Juliana atirou várias vezes no tórax de Ryan. Ele morreu no local. Christine foi levada ao hospital, mas seus ferimentos eram graves demais. Ela faleceu horas depois. A filha do casal, uma criança de 4 anos, estava na casa mas não sofreu agressão.

Juliana Peres Magalhães, nascida em Jacareí, interior de São Paulo, havia se mudado para os Estados Unidos dois anos antes através de um programa au pair — um arranjo onde jovens recebem moradia, alimentação e custos de estudos em troca de cuidarem dos filhos de uma família anfitriã. Ela vivia na casa dos Banfield e era responsável pela filha de quatro anos do casal. Na quinta-feira, 19 de outubro de 2023, foi presa no condado de Fairfax sob suspeita de homicídio doloso e uso indevido de arma de fogo.

A sequência dos eventos naquele dia de fevereiro permanece parcialmente obscura. A polícia recebeu uma ligação às 7h50 da manhã que foi desligada abruptamente — feita do celular de Juliana, segundo os registros. Treze minutos depois, ela ligou novamente e informou à atendente que alguém havia machucado sua amiga. Foi quando Brendan pegou o telefone e disse ter encontrado sua mulher "no quarto, após levar facadas", e que ele "atirou em Ryan". Mas essa declaração inicial criaria uma das maiores incógnitas do caso: mais tarde, Brendan negou ter sido o responsável pelos disparos. A polícia ainda tenta entender por que mudou sua versão dos fatos.

O que torna o caso ainda mais complexo é que a polícia não considera Juliana suspeita pela morte de Christine. Segundo a investigação, os peritos, registros telefônicos e depoimentos levaram os investigadores a concluir que Juliana disparou contra Ryan, mas não foi responsável pelas facadas que mataram sua empregadora. A detetive responsável pelo caso afirmou publicamente que há "certeza de que a vítima e Ryan se conheciam", possivelmente até como ex-companheiros, e que não descartam uma nova prisão. A ausência de sinais de arrombamento na casa reforça essa teoria. Brendan, que é policial federal, recusou-se a prestar depoimento à polícia.

A mãe de Juliana, Marina Peres Souza, disse à imprensa que a filha teria atirado contra Ryan em legítima defesa. Ela também afirmou que Juliana havia informado que o caso havia sido arquivado, o que a deixou surpresa com a prisão da filha semanas depois. Desde então, não conseguiu contato com a filha. O advogado de Juliana, Ryan Campbell, não se manifestou publicamente sobre o caso. A investigação segue aberta, sem previsão de julgamento até o momento, enquanto a polícia tenta desvendar os motivos que levaram aos disparos e à morte de Christine Banfield.

A filha teria atirado contra Ryan como legítima defesa
— Marina Peres Souza, mãe de Juliana
Estão certos que Ryan e Christine eram conhecidos, possivelmente até ex-companheiros, e não descartam uma nova prisão
— Detetive responsável pelo caso
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei TNH1 ↗
Kontakt FAQ