Produtor compara prêmio a um 'Oscar' do setor de azeites, destacando a importância do reconhecimento internacional para a produção brasileira. Qualidade alcançada através de rigoroso controle de maturação, processamento rápido e degustação contínua durante a produção do azeite.
Azeite de SP conquista prêmio internacional no Flos Olei 2026
É um Oscar do mundo dos azeites
O que exatamente o Flos Olei reconheceu nessa fazenda? É só um prêmio de marketing ou há algo técnico por trás?
Foram duas coisas distintas. Uma é o sistema de extração em si — como eles conseguem tirar o azeite da azeitona de forma que preserve qualidade. A outra é a qualidade do azeite final na variedade Picual. Não é um voto de popularidade; é um guia que reúne 500 produtores de 57 países.
Mas quantos produtores brasileiros estão nesse guia? Porque se for só um ou dois, o prêmio é mais notável ainda. Se for dezenas, é menos excepcional.
A reportagem não especifica quantos brasileiros estão no Flos Olei. Sabemos que essa fazenda venceu em duas categorias, mas não temos o contexto de quantos competidores havia em cada uma.
E esse sistema de extração que eles trocaram — qual era o problema com o anterior?
O problema era o tempo. Quanto mais rápido você processa a azeitona depois de colher, melhor. Eles identificaram que o equipamento antigo deixava um intervalo muito grande entre colheita e processamento, então investiram em novo equipamento.
Mas a reportagem não diz quanto tempo era antes e quanto é agora. É um detalhe que faria diferença para entender o tamanho da inovação.
Essa degustação durante a produção — quem faz isso? São enólogos, agrônomos, ou pessoas da própria fazenda?
A reportagem só diz que "um grupo avalia o azeite". Não identifica quem são essas pessoas ou qual é a formação delas.
Exatamente. É um ponto fraco. Você não sabe se é um painel formal de especialistas ou se é o Bob e alguns amigos.
E essa história do azeite com sorvete — é uma coisa que realmente funciona ou é mais um gimmick turístico?
Segundo Bob, surpreende quem experimenta pela primeira vez. Mas a reportagem não traz reação de visitantes ou críticos. É o que ele diz que funciona.
É uma anedota agradável, mas não é evidência de nada. Pode ser delicioso, pode ser uma curiosidade que não vai além disso.
Ele já ganhou outros prêmios antes desse?
A reportagem não menciona histórico anterior. Sabemos que ele está concorrendo novamente em 2027, mas não sabemos se essa é a primeira vez que ganha algo assim ou se é um produtor já estabelecido.
Isso seria importante para contextualizar se é uma estrela emergente ou alguém que já estava no topo.
Il Polso
- Fazenda em Santo Antônio do Pinhal venceu Flos Olei 2026 em duas categorias
- Flos Olei reúne 500 produtores de 57 países em cinco continentes
- Fazenda trocou equipamento de extração para reduzir tempo entre colheita e processamento
- Produtor concorre novamente na Flos Olei 2027 na mesma categoria
Produtor compara prêmio a um 'Oscar' do setor de azeites, destacando a importância do reconhecimento internacional para a produção brasileira. Qualidade alcançada através de rigoroso controle de maturação, processamento rápido e degustação contínua durante a produção do azeite.
Fazenda em Santo Antônio do Pinhal conquista reconhecimento internacional no Flos Olei 2026, vencendo categorias de melhor sistema de extração e melhor azeite extravirgem na variedade Picual.
Na Serra da Mantiqueira, no interior paulista, uma fazenda em Santo Antônio do Pinhal acaba de receber uma das honrarias mais cobiçadas do mundo do azeite. O Flos Olei 2026, guia internacional especializado em azeites extravirgens sediado na Itália, premiou a propriedade em duas categorias distintas: melhor sistema de extração e melhor azeite extravirgem na variedade Picual, uma cultivar espanhola. Para João Roberto Vieira da Costa, o empresário e produtor por trás da Fazenda Sabiá, a sensação é de estar vivendo um momento de pico profissional. "Estou me sentindo ganhando um Oscar. É um Oscar do mundo dos azeites", disse ele ao relatar o reconhecimento.
O Flos Olei reúne produtores de azeite extravirgem de 57 países espalhados por cinco continentes, apresentando os 500 produtores mais bem classificados em seu guia anual e distribuindo diferentes categorias de premiação. Que uma propriedade brasileira conquiste destaque nesse cenário internacional não é trivial — representa uma afirmação de que a produção nacional pode competir ao mais alto nível técnico e sensorial.
A excelência alcançada pela Fazenda Sabiá não é acidental. Vieira da Costa explica que tudo começa no campo, com atenção rigorosa ao ponto de maturação das azeitonas. Depois da colheita, o tempo é crítico: a fruta precisa chegar ao processamento o mais rapidamente possível. A equipe da fazenda foi além do convencional e trocou o equipamento de extração especificamente para reduzir o intervalo entre colheita e processamento, reconhecendo que cada minuto conta para a qualidade final. Uma vez na unidade de processamento, a azeitona passa por lavagem, moagem, mistura e centrifugação até a separação do azeite, seguida de filtragem e armazenamento em tanques de aço inox. O controle da temperatura ao longo de todo esse trajeto é considerado fundamental para preservar as características do produto.
Mas há mais uma camada de sofisticação no processo. A fazenda adotou uma metodologia de degustação durante a própria produção — um grupo avalia o azeite antes da filtragem e pode indicar ajustes em tempo real, como alterações no tempo de mistura ou na velocidade de moagem. Vieira da Costa ressalta que cada dia produz um azeite diferente, pois fatores como chuva, umidade e o estágio de maturação da fruta interferem continuamente no resultado. Essa variabilidade, longe de ser um problema, é gerenciada como parte da assinatura sensorial do produto.
A Fazenda Sabiá também se diferencia pela forma como apresenta seu trabalho ao público. Além de degustações convencionais, a propriedade oferece combinações menos ortodoxas — como azeite sobre sorvete — que costumam surpreender visitantes experimentando pela primeira vez. Os tours incluem visita ao processo de produção e provas de diferentes tipos de azeite, transformando a fazenda em um espaço de educação sensorial.
O reconhecimento de 2026 não marca o fim da ambição. Vieira da Costa já está concorrendo novamente na edição de 2027 do Flos Olei, novamente na categoria de melhor sistema de extração. Esse retorno à competição internacional sinaliza que a propriedade não vê o prêmio como um ponto final, mas como confirmação de um caminho que pretende aprofundar.
Citazioni salienti
Estou me sentindo ganhando um Oscar. É um Oscar do mundo dos azeites— João Roberto Vieira da Costa, produtor da Fazenda Sabiá
Cada dia é um azeite diferente— João Roberto Vieira da Costa, explicando como chuva, umidade e maturação afetam o resultado