AVC: reconhecer sintomas e agir rápido pode salvar vidas e evitar sequelas

No AVC, o relógio corre contra o paciente desde o primeiro sintoma
O neurocirurgião Wilson Novais defende que reconhecer sinais e buscar socorro rápido define a recuperação.
Mark

Se tivesse que resumir a mensagem do médico em uma frase?

Mimi

Reconheça os sinais e ligue na hora. Perda de força de um lado, boca torta, fala difícil, confusão: ele chama de sinais simples, que não podem esperar.

Mark

Por que a pressa importa tanto?

Mimi

No AVC isquêmico, sem circulação, as células do cérebro morrem aos poucos. Quanto mais demora, maior o risco de dano permanente.

Luke

Vale lembrar que isso é conteúdo publicitário da Unimed Cuiabá. As orientações são de um médico com ampla experiência, mas a matéria não traz estudos nem dados locais.

Mark

E as janelas de tratamento?

Mimi

Quatro horas e meia, tradicionalmente, para a trombólise com medicamento. Para a trombectomia, em casos selecionados e após exames de imagem, até 24 horas.

Luke

Note o "em pacientes elegíveis" e o "casos selecionados". Nem todo mundo se encaixa, e o texto não diz quem se encaixa.

Mark

Ele cita o Hospital Municipal de Cuiabá. Isso muda algo para quem lê?

Mimi

Mostra a importância de ir direto a um local preparado. Segundo ele, o HMC leva o paciente direto à tomografia.

Luke

Isso é afirmação do próprio médico, que coordena o serviço lá. Não há confirmação independente nem tempos de atendimento.

Mark

E a prevenção?

Mimi

Pressão alta é o fator principal que se pode controlar. Também alimentação, exercício e largar o cigarro.

  • Um AVC pode começar com sinais discretos, como perda de força de um lado do corpo ou fala difícil, e cada minuto de hesitação aumenta o risco de danos permanentes.
  • A distinção entre AVC isquêmico, que responde por cerca de 80% dos casos, e hemorrágico exige urgência em ambos, sem que a família precise decidir qual é qual.
  • O caminho imediato é acionar o Samu pelo 192 ou os Bombeiros pelo 193 e levar o paciente direto a uma unidade equipada para tomografia e tratamento.
  • A trombólise venosa tem janela tradicional de até quatro horas e meia, e a trombectomia mecânica pode ser considerada em até 24 horas em casos selecionados, o que mantém a esperança viva enquanto o tempo corre.

Há momentos em que a medicina se resume a uma questão de tempo, e o AVC é um dos exemplos mais duros dessa verdade. Em Cuiabá, o neurocirurgião Wilson Guimarães Novais, com mais de duas décadas e meia de prática, lembra que o cérebro que deixa de receber sangue não espera por diagnósticos demorados, e que a recuperação depende de reconhecer cedo sinais simples, como fraqueza em um lado do corpo, boca torta ou fala arrastada. Em conversa divulgada pela Unimed Cuiabá, ele reafirma a urgência como princípio, seja o caso isquêmico, mais comum, seja o hemorrágico, e aponta a prevenção pela pressão arterial e pelos hábitos de vida como o caminho que antecede a emergência.

Num AVC, o relógio começa a correr no primeiro sintoma. Essa é a mensagem central da entrevista que o neurocirurgião Wilson Guimarães Novais concedeu ao Unicast, em conteúdo publicitário da Unimed Cuiabá divulgado pelo G1 Mato Grosso. Com mais de 25 anos de experiência, ele coordena a neurorradiologia intervencionista no Hospital Santa Rosa, fundou a rede SOS AVC em Cuiabá e atua no Hospital Municipal de Cuiabá.

Para o médico, os sinais são simples e precisam ser reconhecidos sem perda de tempo: fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, boca torta, dificuldade para falar e alterações da consciência. Existem dois tipos da doença. O isquêmico, cerca de 80% dos casos, ocorre quando uma artéria é obstruída. O hemorrágico resulta de sangramento, muitas vezes ligado à ruptura de vasos ou aneurismas. Ambos pedem urgência, com ligação para o 192 ou o 193 e encaminhamento a um serviço com estrutura adequada.

No tratamento, a trombólise venosa dissolve o coágulo com medicamentos e tradicionalmente tem janela de até quatro horas e meia. A trombectomia mecânica, feita com cateteres, retira o coágulo e pode ser indicada em até 24 horas, em casos selecionados por exames de imagem.

Novais também chama atenção para a pressão alta, principal fator de risco controlável, e para hábitos como alimentação equilibrada, atividade física e abandono do cigarro. Ele alerta ainda para dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente das habituais, que pode indicar aneurisma e exige socorro imediato. Para ele, reconhecer os sintomas, buscar ajuda rápido e controlar os fatores de risco são as medidas que mais reduzem o impacto do AVC sobre pacientes e famílias.

Num AVC, o relógio corre contra o paciente desde o primeiro sintoma. É esse o ponto central da entrevista que o neurocirurgião Wilson Guimarães Novais concedeu ao Unicast, em conteúdo publicitário da Unimed Cuiabá divulgado pelo G1 Mato Grosso. Segundo ele, a velocidade com que o problema é reconhecido e tratado pesa diretamente sobre a chance de recuperação.

Novais tem mais de 25 anos de experiência. Coordena o serviço e o programa de treinamento em neurorradiologia intervencionista no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, idealizou e fundou a rede SOS AVC na capital e responde pela coordenação do serviço no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

O médico descreve o AVC como o surgimento súbito de alterações nas funções do cérebro. Os sinais mais comuns são perda de força ou de sensibilidade em um dos lados do corpo, boca torta, dificuldade para falar e mudanças no nível de consciência, como sonolência e desorientação. Para ele, são sinais simples, que precisam ser identificados sem perda de tempo.

Existem dois tipos da doença. O AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% dos casos, acontece quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é obstruída. O hemorrágico decorre de sangramento cerebral, em geral ligado à ruptura de vasos, incluindo aneurismas, ou a outros problemas vasculares. As causas diferem, mas ambos exigem atendimento de urgência. Diante de sinais suspeitos, a orientação é ligar para o Samu, no 192, ou para o Corpo de Bombeiros, no 193, conforme a disponibilidade e a orientação do serviço de emergência.

Novais também destacou a importância de levar o paciente direto a uma unidade com estrutura para diagnosticar e tratar o AVC, evitando atrasos em locais sem os recursos necessários. Em Cuiabá, segundo ele, o Hospital Municipal tem um fluxo que permite encaminhar o paciente diretamente à tomografia.

No AVC isquêmico, a falta de circulação sanguínea leva à morte progressiva de células cerebrais, o que aumenta o risco de danos permanentes. Há dois tratamentos principais. A trombólise venosa usa medicamentos para dissolver o coágulo e, em pacientes elegíveis, deve ser feita tradicionalmente em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. A trombectomia mecânica é um procedimento endovascular, feito com cateteres, que retira o coágulo da artéria cerebral; em casos selecionados, após avaliação por exames de imagem, pode ser indicada em uma janela de até 24 horas.

O neurocirurgião falou ainda dos fatores de risco que podem ser controlados. A pressão alta é um dos principais, tanto para o AVC isquêmico quanto para o hemorrágico. Controlar regularmente a pressão arterial, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física e abandonar o cigarro reduzem as chances de ocorrência.

Há ainda um alerta específico: dor de cabeça súbita, extremamente intensa e diferente das habituais pode indicar AVC hemorrágico por ruptura de aneurisma. O quadro pode vir com náuseas, vômitos e perda de consciência, e pede atendimento de emergência.

Para Novais, a prevenção começa nos cuidados diários e no acompanhamento dos fatores de risco. Reconhecer os sintomas, buscar socorro imediatamente e controlar as condições que favorecem a doença são, na avaliação dele, as medidas que reduzem o impacto do AVC sobre pacientes e famílias.

São sinais simples que precisam ser identificados rapidamente, sem perder tempo.
— Wilson Guimarães Novais, neurocirurgião
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