Em Fortaleza, a Avenida Monsenhor Tabosa carrega nas suas vitrines escuras o peso de uma crise que não é apenas sua — é o reflexo de como o comércio de rua resiste, ou não, às transformações do consumo contemporâneo. Com quase metade dos estabelecimentos fechados, a avenida recebe agora um projeto de modernização que aposta na possibilidade de que espaços esvaziados possam ser reanimados quando há vontade coletiva e planejamento. O que está em jogo não é apenas uma rua, mas a pergunta que muitas cidades fazem a si mesmas: é possível devolver vida ao que o tempo e o mercado abandonaram?