No Brasil, onde os juros elevados tornam cada décimo de rendimento uma questão de destino patrimonial, os ETFs de renda fixa emergem não como uma moda passageira, mas como uma resposta estrutural a uma distorção fiscal antiga. A ausência do come-cotas — imposto semestral que corrói silenciosamente os fundos tradicionais — permite que o tempo trabalhe a favor do investidor, transformando uma vantagem aparentemente pequena em diferença substancial ao longo dos anos. Com R$ 59 bilhões alocados e crescimento vertiginoso em menos de um ano, esses instrumentos revelam que, quando a eficiência tribut