AtlasIntel: Lula mantém vantagem sobre Flávio em segundo turno

Lula mantém sua vantagem praticamente intacta
Pesquisa mostra estabilidade entre junho e maio, com diferença dentro da margem de erro.
Mark

Como uma pesquisa de junho consegue ser tão relevante se estamos falando de eleições que ainda estão meses adiante?

Mimi

Porque ela mostra a estabilidade. Lula não cresceu nem caiu significativamente em relação a maio — mantém praticamente o mesmo patamar. Isso sugere que o eleitorado já tem uma posição consolidada, mesmo com a campanha ainda em formação.

Luke

Mas precisamos ser claros: essa é uma pesquisa de intenção de voto, não uma previsão. Muita coisa pode mudar entre junho e o dia da eleição. E a margem de erro de um ponto percentual significa que a diferença real entre Lula e Flávio poderia ser menor do que parece.

Mark

Por que a pesquisa testou Michelle Bolsonaro se ela não é pré-candidata?

Mimi

Porque o instituto quer entender como diferentes nomes da direita se comportariam. Michelle tem uma base de apoio própria, diferente da de Flávio. Os números mostram que ela teria muito menos voto que Flávio — 19,3% contra os 36,6% dele no primeiro turno.

Luke

Exatamente. E isso é importante: não sabemos se Michelle realmente entraria na disputa. A pesquisa está testando um cenário hipotético. O que sabemos de verdade é o que Flávio está fazendo agora.

Mark

Esses números de Alckmin e Haddad vencendo Flávio — o que eles significam?

Mimi

Significam que o problema de Flávio não é específico de um confronto com Lula. Ele parece ter um teto de apoio mais baixo. Mesmo contra outros nomes da esquerda, ele não consegue passar de 42,8%.

Luke

Mas cuidado: são simulações. Alckmin e Haddad não estão na campanha agora. Se um deles entrasse de verdade, a dinâmica mudaria — outros candidatos poderiam crescer, o eleitorado se reorganizaria. Essas são projeções, não realidades.

  • Lula chega a 48,8% contra 42,3% de Flávio em segundo turno — uma diferença de 6,5 pontos que não se moveu de forma relevante desde maio, sinalizando um equilíbrio tenso mas estável.
  • Flávio Bolsonaro enfrenta um teto de apoio que parece independente do adversário: tanto Alckmin quanto Haddad também o derrotariam em cenários alternativos, revelando uma dificuldade estrutural da direita bolsonarista.
  • No primeiro turno, a distância é ainda maior — Lula lidera com 46,3% enquanto Flávio aparece com 36,6%, e o restante do campo político fragmenta-se em candidaturas de expressão marginal.
  • A inclusão de Michelle Bolsonaro nos testes expõe uma fragilidade surpreendente: ela marcaria apenas 19,3% frente a 47,1% de Lula, muito abaixo do desempenho do irmão, levantando dúvidas sobre a transferência do capital político da família.

A menos de dois anos das eleições presidenciais brasileiras, os números mais recentes da AtlasIntel revelam uma paisagem política de contornos já bastante definidos: o presidente Lula mantém uma vantagem estável sobre Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno, enquanto outros nomes da esquerda e da direita ensaiam posições num tabuleiro ainda em formação. A pesquisa, realizada com quase cinco mil entrevistados entre 26 e 30 de junho, sugere que o eleitorado brasileiro, ao menos por ora, guarda suas lealdades com notável firmeza.

A pesquisa AtlasIntel de junho, realizada em parceria com a Bloomberg e divulgada pelo Grupo A TARDE, ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 do mês e traça um retrato eleitoral de estabilidade quase obstinada. Em eventual segundo turno, Lula chegaria a 48,8% das intenções de voto contra 42,3% de Flávio Bolsonaro — diferença de 6,5 pontos que praticamente replica os números de maio, quando o presidente marcava 48,9% e o senador, 41,8%. A variação está dentro da margem de erro de um ponto percentual.

O levantamento foi além do confronto direto. Geraldo Alckmin venceria Flávio com 47,4% a 41,7%, e Fernando Haddad o superaria com 46,4% contra 42,8%. O padrão que emerge não é o de uma desvantagem pontual de Flávio diante de Lula, mas de um teto de apoio que parece limitar qualquer nome da direita bolsonarista frente aos principais candidatos da esquerda.

No primeiro turno, o cenário é ainda mais confortável para o presidente: 46,3% contra 36,6% de Flávio, com Renan Santos em terceiro com 7,8% e os demais candidatos muito abaixo. A estabilidade dos números entre os diferentes cenários testados sugere que o eleitorado já tem preferências consolidadas nesta fase pré-eleitoral.

A pesquisa incluiu ainda uma simulação com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio. O resultado foi revelador: a ex-primeira-dama marcou apenas 19,3% frente a 47,1% de Lula, desempenho muito inferior ao do senador. Zema subiu para 8,6% nesse cenário, e Renan e Caiado empataram com 8,1% cada — indicando que, sem Flávio, o voto de direita se dispersa de forma significativa.

A pesquisa AtlasIntel divulgada em primeira de junho desenha um cenário eleitoral onde o presidente Lula mantém sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro praticamente intacta. Em um eventual segundo turno, o petista chegaria a 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do filho do ex-presidente — uma diferença de 6,5 pontos percentuais que permanece estável em relação aos números de maio, quando Lula marcava 48,9% e Flávio 41,8%. A variação está dentro da margem de erro de um ponto percentual, o que significa que o quadro não se alterou de forma significativa ao longo do mês.

O levantamento, realizado em parceria com a Bloomberg e divulgado pelo Grupo A TARDE, ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho. A metodologia utilizada foi a de recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026. Os números sugerem uma posição consolidada para o presidente em exercício, mesmo diante da pressão de um adversário que vem crescendo nas pesquisas ao longo dos últimos meses.

Além do confronto direto entre Lula e Flávio, a pesquisa testou outros cenários de segundo turno. O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, também venceria o senador fluminense, marcando 47,4% contra 41,7%. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, também do PT, aparece com 46,4% enquanto Flávio pontua com 42,8%. Esses números indicam que a dificuldade de Flávio em avançar não é exclusiva de um confronto com Lula, mas parece refletir um teto de apoio mais baixo em relação aos principais nomes da esquerda.

No primeiro turno, o cenário é ainda mais favorável ao presidente. Lula lidera com 46,3% das intenções, enquanto Flávio aparece em segundo com 36,6%. Renan Santos, pela Missão, marca 7,8%. Os demais candidatos ficam bem abaixo: Ronaldo Caiado, do PSD, com 2,9%; Romeu Zema, do Novo, com 2%; Joaquim Barbosa, da DC, com 1%; Aécio Neves, do PSDB, com 0,7%; Samara Marins, da UP, com 0,6%; Augusto Cury, do Avante, com 0,5%; e Cabo Daciolo, do Mobiliza, com 0,3%. Rui Costa Pimenta, do PCO, não chega a 0,2%, enquanto Edmilson Costa, do PCB, e Hertz Dias, do PSTU, não pontuam.

Em um segundo cenário testado pelo instituto, a configuração muda pouco. Lula aparece com 47,2%, Flávio com 36,35%, Renan com 7,8%, Caiado com 3,1%, Zema com 3% e Barbosa com 1,2%. A estabilidade dos números entre os cenários sugere que o eleitorado já tem suas preferências bem definidas nesta fase da campanha.

A pesquisa também incluiu uma terceira simulação, desta vez substituindo Flávio por Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama. Neste cenário, Lula marca 47,1% enquanto Michelle aparece com 19,3% — uma diferença muito maior do que a que Flávio consegue manter. Zema sobe para 8,6%, Renan e Caiado ficam com 8,1% cada, e Barbosa com 1,7%. A inclusão de Michelle nos testes do instituto reflete o interesse em entender como diferentes nomes da direita se comportariam em uma disputa presidencial, ainda que ela não tenha se lançado como pré-candidata oficialmente.

A diferença entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto se manteve estável em junho
— AtlasIntel/Bloomberg
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