Na véspera de uma das eleições mais polarizadas da história recente do Brasil, os números de uma pesquisa do Instituto Atlas chegavam ao público como um termômetro final: Lula com 53,4% dos votos válidos, Bolsonaro com 46,6%, uma distância de 6,8 pontos percentuais que resistia à margem de erro. Era o retrato de um país dividido, mas com uma inclinação mensurável, a horas de decidir seu destino nas urnas.
Atlas: Lula lidera segundo turno com 53,4% contra 46,6% de Bolsonaro
uma vantagem de 6,8 pontos percentuais fora da margem de erro
Como uma pesquisa feita entre 26 e 29 de outubro consegue prever o resultado de uma eleição que acontece no dia 30?
Ela não prevê o resultado — ela mede a intenção de voto naquele momento específico. É um retrato do que as pessoas diziam que fariam, não uma garantia do que fariam.
E quanto aos 1.600 entrevistados? Isso é representativo de 150 milhões de eleitores?
O Instituto Atlas usa um algoritmo de calibração para ajustar a amostra às características da população brasileira. Com nível de confiança de 95%, teoricamente o resultado real deveria estar dentro da margem de erro.
Qual é exatamente essa margem?
Um ponto percentual para mais ou para menos. Então se Lula tem 53,4%, o intervalo real seria entre 52,4% e 54,4%.
Mas Bolsonaro tem 46,6%. Se você somar 53,4 mais 46,6, dá 100%. Onde ficam os brancos, nulos e indecisos que você mencionou?
Esses números são apenas dos votos válidos — excluem brancos, nulos e indecisos. A pesquisa não está dizendo que 100% das pessoas decididas votariam em um ou outro.
E essa oscilação de 53,2% para 53,4% — é significativa?
Não. Está dentro da margem de erro. É basicamente estável.
Exatamente. O que a pesquisa mostra é uma vantagem consistente de Lula que não estava mudando muito nos dias finais.
Quanto custou essa pesquisa?
35 mil reais, pagos com recursos próprios do instituto.
E quem financia o Instituto Atlas? Isso importa para entender se há viés.
A fonte não detalha isso. Só diz que é um instituto que trabalha em vários países da América Latina e nos Estados Unidos.
Le Pouls
- Com o segundo turno marcado para o dia seguinte, cada décimo de ponto percentual carregava o peso de milhões de votos e de uma disputa que havia rachado o país ao meio.
- A vantagem de Lula permanecia estável — uma oscilação de apenas 0,2 pontos em relação ao levantamento anterior —, sinalizando que o cenário estava cristalizado na reta final da campanha.
- A margem de erro de um ponto percentual não era capaz de engolir a diferença de 6,8 pontos, o que conferia à pesquisa um grau de clareza incomum em disputas tão acirradas.
- O Instituto Atlas coletou 1.600 entrevistas entre 26 e 29 de outubro, calibradas por algoritmo e com 95% de confiança, buscando capturar o pulso de um eleitorado que já havia mostrado sua divisão na primeira volta.
- Os resultados do primeiro turno — 48,43% para Lula e 43,20% para Bolsonaro — estabeleciam o pano de fundo, e a pesquisa sugeria que essa geometria se mantinha, com o voto válido como árbitro final.
Na véspera de uma das eleições mais polarizadas da história recente do Brasil, os números de uma pesquisa do Instituto Atlas chegavam ao público como um termômetro final: Lula com 53,4% dos votos válidos, Bolsonaro com 46,6%, uma distância de 6,8 pontos percentuais que resistia à margem de erro. Era o retrato de um país dividido, mas com uma inclinação mensurável, a horas de decidir seu destino nas urnas.
A três dias do segundo turno presidencial, o Instituto Atlas divulgou uma pesquisa que mostrava Lula com 53,4% das intenções de voto válido contra 46,6% de Bolsonaro — uma vantagem de 6,8 pontos percentuais que ficava fora da margem de erro de um ponto percentual. O levantamento, divulgado no sábado, registrava oscilação mínima em relação ao anterior: Lula subiu 0,2 pontos, Bolsonaro caiu o mesmo valor. Movimentos quase imperceptíveis, mas que confirmavam a estabilidade do quadro na reta final da campanha.
Essas projeções chegavam duas semanas após a primeira rodada, quando Lula havia obtido 48,43% dos votos válidos — mais de 57 milhões de votos — e Bolsonaro, 43,20%, com cerca de 51 milhões. A diferença de pouco mais de cinco pontos na primeira volta havia pavimentado o caminho para o segundo turno, conforme previsto pela legislação eleitoral brasileira.
Para produzir os números, o Atlas coletou 1.600 entrevistas entre 26 e 29 de outubro, por meio de questionários eletrônicos calibrados por algoritmo de acordo com as características do eleitorado nacional. O nível de confiança era de 95%, e o custo da pesquisa — 35 mil reais, pagos com recursos próprios do instituto — estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00388/2022. O que os dados indicavam, naquele momento, era que Lula chegava ao domingo com vantagem consistente, medida pela única métrica que realmente importaria nas urnas: o voto válido.
A três dias do segundo turno presidencial, uma pesquisa do Instituto Atlas mostrava Lula com 53,4% das intenções de voto contra 46,6% de Bolsonaro — uma vantagem de 6,8 pontos percentuais em votos válidos, aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos. O levantamento, divulgado no sábado, trazia uma margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, o que significava que a diferença entre os dois candidatos permanecia fora dessa faixa de incerteza.
A pesquisa do Atlas registrava uma oscilação mínima em relação ao levantamento anterior. Lula havia subido de 53,2% para 53,4%, enquanto Bolsonaro caiu de 46,8% para 46,6%. Movimentos pequenos, dentro do esperado em uma campanha que se aproximava de seu encerramento. O segundo turno estava marcado para o domingo seguinte, 30 de outubro.
Essas projeções chegavam após a primeira rodada eleitoral, realizada duas semanas antes, quando Lula havia conquistado 48,43% dos votos válidos — o equivalente a 57.259.504 votos — enquanto Bolsonaro obteve 43,20%, com 51.072.345 votos. A diferença de pouco mais de cinco pontos percentuais na primeira volta havia aberto caminho para o segundo turno, conforme previsto pela legislação eleitoral brasileira.
O Instituto Atlas coletou 1.600 entrevistas entre 26 e 29 de outubro para produzir esses números. A metodologia utilizava questionários distribuídos pela internet, com as respostas calibradas por um algoritmo que levava em conta as características da população brasileira. O nível de confiança era de 95%, e o custo da pesquisa foi de 35 mil reais, pagos com recursos próprios do instituto. O registro no Tribunal Superior Eleitoral era BR-00388/2022.
O Atlas Intel, como também é conhecido, operava em vários países da América Latina — México e Argentina — além dos Estados Unidos. No Brasil, havia realizado pesquisas em parceria com veículos como o jornal El País. A metodologia de coleta aleatória via questionário eletrônico, seguida de pós-estratificação da amostra de acordo com as características do eleitorado nacional, era o padrão do instituto, conforme registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Em razão do arredondamento dos percentuais, a soma dos números podia variar entre 99% e 101%, um detalhe técnico que o instituto deixava claro em seus registros. Esses pequenos ajustes eram comuns em pesquisas que trabalhavam com casas decimais e depois as apresentavam em números redondos ao público. O que importava, naquele momento, era que a pesquisa apontava para um cenário em que Lula mantinha sua vantagem na reta final da campanha, com o voto válido como métrica — a que realmente definiria o resultado nas urnas.
Citations marquantes
As respostas obtidas são calibradas por um algoritmo de acordo com as características da população brasileira— Instituto Atlas, conforme registrado no TSE