A ciência médica oferece uma perspectiva que contraria o fatalismo: quase metade do risco de demência não é herdada nem inevitável, mas moldada pelas escolhas que fazemos ao longo de toda uma vida. Especialistas do Iamspe, em São Paulo, reafirmam que alimentação, movimento, sono, vínculos sociais e estímulo intelectual constroem, camada por camada, uma proteção contra o declínio cognitivo. O Alzheimer permanece uma realidade para muitos, mas a janela da prevenção é mais ampla do que a maioria imagina — e se abre desde a infância.