Na madrugada de 22 de outubro, a Rússia voltou a lançar sobre a Ucrânia uma das suas ofensivas combinadas mais amplas — drones e mísseis convergindo sobre cidades e vilarejos num momento em que o inverno se aproxima e as negociações diplomáticas permanecem suspensas no ar. Pelo menos seis vidas foram ceifadas, entre elas as de um bebê e de uma criança de doze anos, enquanto a infraestrutura energética ucraniana — o fio que mantém o calor e a luz de um povo em guerra — foi mais uma vez o alvo deliberado. O ataque ecoa uma lógica cruel e recorrente: enfraquecer a resistência civil antes que o fr
Ataque russo com drones e mísseis mata pelo menos seis em Kiev
Infraestrutura energética sob ataque antes do inverno ucraniano
Por que a Rússia escolheria atacar a infraestrutura energética agora, especificamente?
O inverno ucraniano é brutal. Se você conseguir desligar o sistema energético antes de dezembro, você força a população a sofrer — frio, falta de água quente, hospitais sem eletricidade. É uma forma de pressão que não requer ocupação territorial.
E o timing com Trump adiando o encontro com Putin — há conexão?
Talvez. Pode ser que Putin esteja sinalizando que não está interessado em negociações agora, ou que está testando a tolerância ocidental. Ou pode ser coincidência. Mas ataques em larga escala geralmente têm propósito político além do militar.
Como é para as pessoas vivendo em Kiev neste momento?
Você está em um prédio de apartamentos quando destroços de um drone caem no sexto andar. Você não sabe se vai morrer. Depois, se sobreviver, você sai para rua e vê casas inteiras queimadas, famílias inteiras desaparecidas. É terror cotidiano.
As autoridades conseguem responder a esses ataques?
Eles tentam. Equipes de resgate estão sempre em movimento, salvando pessoas dos escombros. Mas é como tentar esvaziar um balde com um copo enquanto alguém continua despejando água. A escala é avassaladora.
O que acontece agora com a infraestrutura energética?
Reparos, se possível. Mas cada ataque deixa cicatrizes. Eventualmente, o sistema fica tão danificado que não consegue se recuperar. É por isso que o inverno é tão crítico — se a Rússia conseguir destruir o suficiente agora, a população sofre meses de escuridão e frio.
The Pulse
- A Rússia lançou um ataque combinado massivo com drones e mísseis na madrugada de quarta-feira, atingindo Kiev e outras cidades ucranianas em múltiplos pontos simultâneos.
- Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo um bebê de seis meses e uma menina de doze anos, enquanto dezenas foram resgatadas de prédios residenciais em chamas em vários distritos da capital.
- A infraestrutura energética foi o alvo central da operação, com a ministra da energia ucraniana confirmando danos ainda em avaliação e equipes aguardando condições seguras para iniciar reparos.
- O ataque ocorreu um dia após Donald Trump adiar uma reunião com Vladimir Putin, aprofundando a incerteza sobre qualquer caminho diplomático para o conflito.
- Kiev, Zaporizhzhia e Izmail foram atingidas num padrão que revela a estratégia russa de desmantelar a capacidade ucraniana de sobreviver ao inverno antes que as negociações avancem.
Na madrugada de 22 de outubro, a Rússia voltou a lançar sobre a Ucrânia uma das suas ofensivas combinadas mais amplas — drones e mísseis convergindo sobre cidades e vilarejos num momento em que o inverno se aproxima e as negociações diplomáticas permanecem suspensas no ar. Pelo menos seis vidas foram ceifadas, entre elas as de um bebê e de uma criança de doze anos, enquanto a infraestrutura energética ucraniana — o fio que mantém o calor e a luz de um povo em guerra — foi mais uma vez o alvo deliberado. O ataque ecoa uma lógica cruel e recorrente: enfraquecer a resistência civil antes que o frio faça o que as armas ainda não conseguiram.
Na madrugada de 22 de outubro, a Rússia desferiu um ataque combinado de drones e mísseis contra a Ucrânia, deixando pelo menos seis mortos e dezenas de feridos ou desabrigados. O momento não passou despercebido: um dia antes, o presidente americano Donald Trump havia adiado um encontro com Vladimir Putin, declarando não querer que a reunião se tornasse uma "perda de tempo".
A ministra da energia ucraniana, Svitlana Hrynchuk, confirmou que a infraestrutura energética foi o alvo principal — um padrão que se repete enquanto a Rússia tenta desmantelar o sistema que mantém os ucranianos aquecidos antes do inverno. Equipes de reparo aguardavam condições de segurança para avaliar os danos.
Em Pohreby, vilarejo próximo a Kiev, um drone ou míssil incendiou uma casa particular. Os corpos de uma mulher e suas duas filhas foram encontrados — um bebê de seis meses e uma menina de doze anos. Na capital, o distrito de Dnipro foi atingido quando destroços acertaram o sexto andar de um prédio de dezesseis andares, matando duas pessoas e exigindo o resgate de dez. O prefeito Vitali Klitschko relatou ainda danos a uma unidade médica e a outros edifícios residenciais.
No distrito de Darnytskyi, um incêndio se alastrou por cinco andares de um prédio de dezessete andares, e quinze pessoas precisaram ser resgatadas, incluindo duas crianças. Em Desnianskyi, vinte moradores foram retirados após a fachada de outro prédio ser destruída e um cano de gás pegar fogo.
O ataque não se limitou a Kiev: Zaporizhzhia e a cidade portuária de Izmail, no sul do país, também foram alvejadas. A mensagem estratégica é inequívoca — a Rússia busca dobrar a resistência civil ucraniana pelo frio e pela escuridão, enquanto qualquer perspectiva de cessar-fogo permanece distante e incerta.
Na madrugada de quarta-feira, 22 de outubro, a Rússia desferiu um ataque combinado massivo contra a Ucrânia usando drones e mísseis, deixando pelo menos seis pessoas mortas e dezenas feridas ou desabrigadas. O ataque ocorreu um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, adiar um encontro planejado com o líder russo Vladimir Putin, afirmando que não desejava que o encontro se tornasse uma "perda de tempo".
O ministério da energia ucraniano confirmou que a infraestrutura energética foi o alvo principal da operação. A ministra Svitlana Hrynchuk descreveu o ataque como um "ataque combinado massivo durante a noite" que ainda estava em andamento quando amanheceu. Ela informou que, assim que as condições de segurança permitissem, equipes de trabalhadores começariam a avaliar os danos e realizar reparos — um padrão que se repete conforme a Rússia intensifica seus esforços para desmantelar o sistema energético ucraniano antes da chegada do inverno.
Em Pohreby, uma vila na região de Kiev, equipes de resgate encontraram três corpos após um drone ou míssil incendiar uma casa particular. Entre as vítimas estavam uma mulher e suas duas filhas: um bebê de seis meses e uma menina de doze anos. O governador regional Mykola Kalashnyk confirmou os detalhes do incidente.
Na capital, o distrito de Dnipro foi atingido quando destroços de drones atingiram o sexto andar de um prédio residencial de dezesseis andares, provocando um incêndio. Autoridades locais resgataram dez pessoas do local. Duas outras pessoas foram encontradas mortas neste mesmo distrito. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou que o ataque também danificou janelas de uma unidade médica e deixou destroços espalhados por outro prédio residencial.
No distrito de Darnytskyi, também em Kiev, destroços de drone atingiram um prédio residencial de dezessete andares, causando um incêndio que se alastrou por cinco andares. Quinze pessoas precisaram ser resgatadas, incluindo duas crianças. Simultaneamente, no distrito de Desnianskyi, vinte pessoas foram resgatadas após a fachada de um prédio de dez andares ser danificada e um cano de gás pegar fogo. Destroços de outro drone caíram sobre um prédio residencial próximo, e equipes de resgate estavam a caminho.
O ataque aéreo noturno de larga escala não se limitou a Kiev. Outras cidades ucranianas também foram alvo, incluindo Zaporizhzhia e Izmail, a cidade portuária na região sul de Odessa. O padrão é claro: a Rússia está buscando danificar a capacidade da Ucrânia de manter seus cidadãos aquecidos e alimentados durante os meses frios que se aproximam, enquanto as negociações diplomáticas com os Estados Unidos permanecem incertas.
Notable Quotes
Assim que as condições de segurança permitirem, os trabalhadores da área de energia começarão a avaliar as consequências do ataque e a realizar os trabalhos de reparo— Svitlana Hrynchuk, ministra da energia da Ucrânia
O ataque também quebrou janelas de uma unidade médica e destroços foram encontrados em outro prédio residencial— Vitali Klitschko, prefeito de Kiev