Ataque a creche em SC deixa cinco mortos, incluindo três crianças

Cinco pessoas mortas: três crianças com idades entre seis meses e dois anos, uma professora de 30 anos e uma funcionária da creche.
Mesmo ferida, ela correu para avisar sobre o perigo
A professora tentou proteger as crianças após ser atacada pelo jovem na creche.
Mark

Como um jovem sem histórico criminal chega a cometer um ato assim?

Mimi

Essa é a pergunta que a investigação tenta responder agora. Não há informações públicas sobre o que o motivou. Ele simplesmente apareceu de bicicleta e começou a atacar.

Mark

A professora que correu para avisar as crianças — ela sabia o que estava acontecendo?

Mimi

Ela foi atacada primeiro, ficou ferida, mas mesmo assim conseguiu se mover. Talvez tenha tido alguns segundos de vantagem. Não foi o suficiente.

Mark

E os populares que o contiveram — como isso aconteceu?

Mimi

A fonte não detalha, mas ele estava ferido no pescoço quando foi contido. Pessoas comuns, provavelmente pais ou responsáveis que estavam lá, reagiram. Ele perguntava sobre as vítimas enquanto era imobilizado.

Mark

Um município com criminalidade quase zero. Isso muda algo?

Mimi

Muda tudo. Saudades não estava preparada para isso. Ninguém estava. É o tipo de lugar onde as pessoas não esperam violência dessa magnitude.

Mark

O que acontece com ele agora?

Mimi

Está internado em estado grave. A investigação continua. Mas as cinco pessoas já estão mortas.

  • Um jovem chegou de bicicleta a uma creche no centro de Saudades e, por volta das dez da manhã, começou a atacar professoras, funcionárias e crianças com uma adaga.
  • Uma professora ferida tentou proteger quatro crianças e uma colega ao alertá-las sobre o perigo — mas o agressor a seguiu até a sala e atacou a todos.
  • Cinco pessoas morreram: duas meninas e a professora no local, uma terceira criança e uma funcionária horas depois no hospital.
  • Populares contiveram o suspeito antes da chegada dos bombeiros; ele, gravemente ferido no pescoço, perguntava quantas vítimas havia atingido.
  • Equipes de quatro municípios conduziram a investigação, com mandado de busca na casa do suspeito e perícias no local do ataque.
  • A governadora em exercício decretou luto oficial de três dias, e Saudades — cidade de criminalidade quase zero — viu-se marcada por um dos episódios mais violentos de sua história.

Na manhã de uma terça-feira comum, a pequena cidade de Saudades, no oeste de Santa Catarina, foi arrancada de sua quietude quando um jovem de dezoito anos invadiu uma creche armado com uma adaga e ceifou cinco vidas — entre elas, três crianças que ainda não haviam completado dois anos de idade. O ato, praticado por alguém sem histórico criminal conhecido, confronta a sociedade com a fragilidade dos espaços que julgamos mais seguros e com a impossibilidade de prever certas rupturas humanas. O luto que se instalou naquela comunidade de dez mil habitantes ressoa como um chamado coletivo à reflexão sobre proteção, vulnerabilidade e os limites do que podemos antecipar.

Na manhã de uma terça-feira, Fabiano Kipper Mai, de dezoito anos, chegou de bicicleta à creche Pró-Infância Aquarela, no centro de Saudades, município de dez mil habitantes no oeste de Santa Catarina. Por volta das dez horas, ele entrou na instituição com uma adaga e começou a atacar quem encontrou pelo caminho.

Uma professora de trinta anos foi a primeira a ser atingida. Mesmo ferida, ela correu até uma sala onde estavam quatro crianças pequenas e uma funcionária, tentando avisá-los. O agressor a seguiu e atacou todos no cômodo. Quando os bombeiros chegaram, populares já haviam conseguido contê-lo. Ele estava com um ferimento profundo no pescoço e perguntava quantas vítimas havia conseguido atingir.

O saldo foi de cinco mortos: duas meninas menores de dois anos e a professora faleceram no local; uma terceira criança, com idade entre seis meses e dois anos, e a funcionária morreram horas depois no hospital. O suspeito, sem antecedentes criminais, foi levado em estado grave ao Hospital de Pinhalzinho e seria transferido para Chapecó sob escolta policial.

O delegado Jerônimo Marçal Ferreira afirmou que nada no histórico do jovem indicava o que estava por vir. A investigação mobilizou equipes de pelo menos quatro municípios, com mandado de busca na residência do suspeito e perícias realizadas tanto na creche quanto em sua casa.

A governadora em exercício, Daniela Reinehr, anunciou luto oficial de três dias em Santa Catarina. O governador afastado, Carlos Moisés, pediu que todas as forças de segurança da região se dedicassem ao esclarecimento do caso. Saudades, cidade de criminalidade quase zero, carregará por muito tempo a memória de um dos ataques mais violentos de sua história.

Na manhã de terça-feira, um jovem de dezoito anos chamado Fabiano Kipper Mai chegou de bicicleta à creche Pró-Infância Aquarela, no centro de Saudades, um município de dez mil habitantes no oeste de Santa Catarina, a cerca de sessenta quilômetros de Chapecó. Por volta das dez da manhã, ele entrou na instituição armado com uma adaga e começou a atacar as pessoas que encontrou.

Uma professora de trinta anos foi a primeira vítima. Mesmo ferida, ela conseguiu correr até uma sala onde estavam quatro crianças pequenas e uma funcionária da escola, tentando alertá-los sobre o perigo. O jovem a seguiu e atacou todos que estavam naquele espaço. Quando os bombeiros chegaram ao local, ele já havia sido contido por populares. Ele tinha um ferimento profundo no pescoço e perguntava quantas vítimas havia conseguido atingir.

O saldo final foi de cinco mortos. Duas meninas menores de dois anos e a professora morreram no local. Uma terceira criança, com idade entre seis meses e dois anos, e a funcionária da escola morreram depois no hospital. As vítimas não foram identificadas até o momento da publicação. O suspeito, que não tinha histórico criminal anterior, foi levado em estado grave ao Hospital de Pinhalzinho e seria transferido para Chapecó sob forte escolta policial.

Segundo o delegado da Polícia Civil Jerônimo Marçal Ferreira, o jovem agiu sem antecedentes que pudessem ter alertado as autoridades. A investigação envolveu equipes de pelo menos quatro municípios diferentes, e um mandado de busca e apreensão foi expedido para a residência do suspeito. Perícias foram realizadas tanto no local do ataque quanto em sua casa.

O impacto da tragédia se estendeu além das vítimas imediatas. A governadora em exercício de Santa Catarina, Daniela Reinehr, anunciou que decretaria luto oficial de três dias no Estado. O governador afastado, Carlos Moisés, lamentou o ocorrido e afirmou que todas as energias das forças de segurança da região deveriam ser empregadas no esclarecimento do episódio. Saudades, um município com índice de criminalidade quase zero, viu-se marcado por um dos ataques mais violentos de sua história.

Todas as energias das forças de segurança da região devem ser empregadas no esclarecimento desse trágico episódio
— Carlos Moisés, governador afastado de Santa Catarina
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