Durante décadas, o risco de cancro por radiação foi associado a laboratórios e instalações nucleares — mas um estudo com 12,7 milhões de pessoas revela que são os assistentes de bordo e os pilotos quem mais morre por cancros ligados à radiação. A altitude, invisível e quotidiana, transforma-se em exposição cumulativa: o que separa um profissional de um passageiro não é a intensidade da radiação cósmica, mas o tempo passado acima das nuvens. Este achado convida-nos a repensar onde residem os verdadeiros riscos do trabalho e quem merece proteção formal.
Assistentes de bordo têm maior risco de morte por cancro ligado à radiação
Assistentes de bordo e pilotos apresentam taxas elevadas de mortalidade por cancros associados à exposição profissional a radiação cósmica durante décadas de atividade laboral.