Em Brandenburg, Alemanha, quatro crânios de ganso enterrados numa latrina do século XVII revelaram que famílias comuns já dominavam a seleção genética animal muito antes de a ciência moderna lhe dar um nome. As malformações ósseas hereditárias encontradas em Flecken Zechlin atestam que a beleza — e não apenas a sobrevivência — orientava as escolhas humanas sobre quais seres deveriam perpetuar-se. É um lembrete de que o impulso de cultivar o raro e o ornamental não nasceu com a modernidade, mas habita a história cotidiana há séculos.