Argentina vira sobre Inglaterra no fim e avança à final da Copa do Mundo

O sonho do tetra simplesmente não aceita morrer
A Argentina virou sobre a Inglaterra nos minutos finais e segue viva na busca pelo quarto título mundial.

Mais uma vez, a Argentina encontrou no limite do tempo a força que parecia faltar. Em Atlanta, nesta quarta-feira, a seleção de Scaloni virou sobre a Inglaterra por 2 a 1 — com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez nos minutos finais — e confirmou que o sonho do quarto título mundial não se rende facilmente. No domingo, em Nova Jersey, será a Espanha o último obstáculo entre Messi e a eternidade.

  • A Inglaterra abriu o placar com Gordon no segundo tempo e parecia encaminhar uma eliminação histórica da Argentina.
  • A pressão argentina cresceu em ondas, com Mac Allister acertando o pé da trave e o time inglês recuando sem conseguir respirar.
  • Aos 40 minutos, Enzo Fernández arrematou da entrada da área e igualou o marcador com um chute sem resposta para Pickford.
  • Nos acréscimos, Lautaro Martínez completou a virada de cabeça e levou a Argentina à final pela segunda Copa consecutiva.
  • No domingo às 16h no MetLife, em Nova Jersey, Argentina e Espanha decidem o título — a Espanha eliminou a França por 2 a 0 na terça-feira.

A Argentina recusou-se, mais uma vez, a aceitar a derrota. Em Atlanta, nesta quarta-feira, a seleção de Scaloni virou sobre a Inglaterra por 2 a 1 e garantiu vaga na final da Copa do Mundo. Enzo Fernández e Lautaro Martínez foram os heróis de mais um drama nos minutos finais. O adversário da decisão será a Espanha, que eliminou a França por 2 a 0 na terça-feira. O confronto acontece no domingo às 16h no MetLife, em Nova Jersey.

O primeiro tempo foi truncado e de poucas chances. A Inglaterra de Tuchel pressionou nos minutos iniciais, com Spence ameaçando pela esquerda, enquanto a Argentina só entrou no jogo por volta do quarto de hora. A primeira finalização de verdade veio apenas aos 35 minutos, numa falta de Reece James defendida por Dibu Martínez.

O segundo tempo trouxe mais vida. Logo no início, Julián Álvarez obrigou Pickford a uma boa defesa. A resposta inglesa foi letal: Kane lançou do campo de defesa, a zaga argentina falhou no afastamento, e Gordon aproveitou o cruzamento de Rogers para abrir o placar no segundo pau.

Com o gol sofrido, a Argentina se jogou ao ataque. Simeone foi travado por Spence em carrinho providencial, e Mac Allister acertou o pé da trave de cabeça aos 30 minutos. A Inglaterra se fechou sem encontrar saída. O castigo veio aos 40 minutos: Enzo Fernández recebeu na entrada da área e mandou um foguete no ângulo de Pickford. Nos acréscimos, Lautaro Martínez completou a virada de cabeça. O sonho do tetra seguia vivo.

A Argentina recusou-se a morrer. Mais uma vez, o drama chegou nos minutos finais. Mais uma vez, a virada. Nesta quarta-feira em Atlanta, a seleção argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1 e garantiu sua presença em mais uma final de Copa do Mundo. O sonho do quarto título para Messi, Scaloni e seus companheiros simplesmente não aceita o fim.

Enzo Fernández e Lautaro Martínez marcaram os gols que levaram a Argentina adiante. Gordon havia aberto o placar para os ingleses. A decisão será contra a Espanha, que na terça-feira eliminou a França com uma vitória de 2 a 0. O confronto final acontece no domingo às 16 horas no MetLife, em Nova Jersey. A Inglaterra, por sua vez, disputará o terceiro lugar em um duelo europeu no sábado em Miami.

Os primeiros 45 minutos carregaram a marca característica dos confrontos entre Argentina e Inglaterra em Copas do Mundo. Aos três minutos, uma confusão inicial precisou ser dispersada pelo árbitro. A Inglaterra, sob comando de Thomas Tuchel, começou pressionando e tentando ocupar mais espaço. As melhores oportunidades iniciais vieram pela lateral esquerda com Spence. A partir do 15º minuto, a Argentina entrou no jogo e buscou manter mais a posse de bola, mas o primeiro tempo seguiu marcado por poucos toques verticalizados e poucas chances. A primeira finalização só chegou aos 35 minutos, quando Reece James cobrou uma falta e o goleiro Dibu Martínez saiu para afastar. Minutos depois, Enzo Fernández tentou de longe e a bola passou perto do travessão de Pickford.

O segundo tempo começou com promessas de maior movimento. Logo no primeiro minuto, Julián Álvarez foi acionado pela direita, entrou na área e obrigou Pickford a fazer sua primeira boa defesa. A resposta inglesa foi rápida e eficaz. Kane fez um lançamento preciso do campo de defesa. A zaga argentina tentou afastar, mas a bola caiu nos pés de Declan Rice, que acionou Rogers. O cruzamento encontrou Gordon no segundo pau, que empurrou para abrir o placar para os ingleses.

A partir do primeiro gol, o jogo ganhou velocidade e a Argentina se lançou ao ataque. Simeone foi acionado em velocidade e Spence precisou fazer um carrinho na medida para mandar para escanteio. A Inglaterra recuou enquanto a Argentina pressionava. Aos 30 minutos, após um cruzamento da direita, Mac Allister cabeceou no pé da trave. Thomas Tuchel não conseguiu encontrar alternativas de escape e seu time apenas se defendia contra o avanço argentino.

O castigo chegou inevitável. Aos 40 minutos, Enzo Fernández recebeu na entrada da área e mandou um foguete sem chances para Pickford. O empate estava feito. Nos acréscimos, Lautaro Martínez de cabeça completou a virada. O sonho do tetra seguia vivo. A Argentina estava na final.

Uma seleção que se recusa a ficar pelo caminho. De novo, com drama. De novo, de virada.
— Narrativa do jogo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como uma seleção consegue virar um jogo tão importante nos minutos finais? Parece haver algo além da técnica.

Model

É a recusa em aceitar o desfecho. A Argentina não joga para empatar ou para perder — joga para vencer, mesmo quando está perdendo. Isso muda tudo na dinâmica.

Inventor

Mas a Inglaterra não tinha controle do jogo? Tuchel é um técnico experiente.

Model

Tinha, sim. Mas controle não é o mesmo que domínio. A Argentina esperou, pressionou no momento certo, e a Inglaterra não tinha saída. Quando você só se defende, o cansaço chega.

Inventor

Enzo Fernández e Lautaro Martínez — são jogadores que costumam aparecer nesses momentos?

Model

Fernández tem essa qualidade de aparecer quando o jogo pede. Martínez é mais um finalizador de oportunidades. Nesse caso, ambos fizeram exatamente o que precisava ser feito.

Inventor

E agora vem a Espanha. Como a Argentina se vê diante desse adversário?

Model

A Espanha é diferente da Inglaterra. Mais técnica, mais posse de bola. Mas a Argentina já provou que consegue vencer quando menos se espera. Isso é um trunfo psicológico enorme.

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