A Argentina de Javier Milei vive a tensão clássica entre estabilidade e crescimento: ao segurar o peso forte para domar uma inflação que chegou a 1,7% ao mês em agosto, o governo vê a produção industrial recuar 5% e o PIB encolher 0,9% no segundo trimestre de 2026. É o dilema antigo de toda estabilização — o remédio que cura a febre pode enfraquecer o organismo. O país navega agora entre a conquista inegável do controle dos preços e o custo silencioso que essa conquista impõe à atividade econômica e ao crédito das famílias e empresas.