Na Argentina de Milei, o endividamento deixou de ser uma escolha e tornou-se uma condição de sobrevivência: mais de 20 milhões de cidadãos devem a bancos, carteiras digitais e agiotas, muitas vezes apenas para colocar comida na mesa. Quando os salários crescem três vezes enquanto o transporte encarece vinte vezes, a aritmética da vida cotidiana torna-se impossível. O governo, fiel à sua filosofia de não intervenção, recusa regular juros ou declarar emergência de crédito — deixando milhões a negociar sozinhos com uma dívida que, para muitos, já não tem solução.
Argentina enfrenta crise de endividamento com 6 milhões em mora
Milhões de argentinos enfrentam depressão, perda de empregos e comprometimento da saúde mental e física devido ao endividamento crônico e falta de acesso a serviços de saúde.