Em Aracaju, a rede pública de saúde estende a proteção vacinal contra o HPV a crianças a partir de dois anos que sofreram violência sexual — um gesto que reconhece, na linguagem da medicina preventiva, a profundidade de uma ferida social. A medida, disponível em 45 unidades sem exigência de documentação, responde a uma década de dados silenciosos: 702 crianças de até 11 anos notificadas entre 2015 e 2025, a maioria meninas, a maioria ferida dentro de casa. Ao remover barreiras burocráticas, a cidade tenta transformar o acesso à vacina em um ato de reparação possível.
Aracaju amplia vacinação contra HPV para crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual
Entre 2015 e 2025, 702 crianças de 0 a 11 anos foram vítimas de violência sexual em Aracaju, com maioria dos casos ocorrendo na residência e envolvendo pessoas do círculo de convivência.