Aprovação de Trump cai a 33%, menor nível do segundo mandato

Pela primeira vez em uma década, democratas ganham vantagem em economia
Pesquisa mostra reversão histórica na percepção dos eleitores sobre qual partido gerencia melhor a economia.
Mark

Como explicar essa queda tão abrupta na aprovação de Trump em apenas dois pontos percentuais de um mês para o outro?

Mimi

Não é tanto a velocidade da queda que importa, mas o padrão. Ele já estava em trajetória descendente. Esses dois pontos são o sintoma de algo maior — a economia, que era seu trunfo, agora favorece os democratas.

Mark

Mas 33% ainda é um número considerável. Um terço dos americanos ainda o aprova.

Mimi

Verdade. Mas é o piso. É o mesmo nível que ele atingiu em seu pior momento no primeiro mandato. Não há muito espaço para cair sem que a base se fragmente completamente.

Mark

A perda de vantagem em imigração é surpreendente — de 26 pontos para 2. O que mudou?

Mimi

Imigração era o tema que definia Trump. Se ele perde ali, perde o que o diferencia. Pode ser fadiga, pode ser que as políticas não estejam funcionando como prometido, ou simplesmente que outros problemas — economia, custo de vida — passaram a dominar a conversa.

Mark

E quanto ao conflito com o Irã? Oitenta por cento acham que vai durar muito tempo.

Mimi

Isso é preocupante para qualquer presidente em exercício. Quando a maioria dos eleitores, inclusive seus próprios apoiadores, acha que você vai estar em guerra por muito tempo, você perde a narrativa de controle. É incerteza, e incerteza machuca aprovação.

  • A aprovação de Trump despencou para 33%, igualando o piso histórico de seu primeiro mandato e sinalizando uma crise de confiança que atravessa temas centrais de sua agenda.
  • Pela primeira vez em cerca de dez anos, os democratas lideram na questão econômica — 38% contra 35% —, invertendo uma vantagem republicana que parecia estrutural.
  • Em imigração, bandeira histórica da base trumpista, a margem republicana colapsou de 26 pontos percentuais em janeiro de 2025 para apenas 2 pontos em agosto de 2026.
  • Oitenta por cento dos americanos, incluindo 71% dos próprios republicanos, acreditam que o conflito com o Irã será prolongado, revelando ceticismo bipartidário sobre a condução da política externa.
  • A convergência dessas erosões — econômica, migratória e internacional — coloca o Partido Republicano diante de um desafio crescente de mobilização eleitoral nas disputas que se aproximam.

Em agosto de 2026, a aprovação de Donald Trump recuou ao seu ponto mais baixo no segundo mandato — um espelho que a história frequentemente oferece aos governantes quando a distância entre promessa e realidade se torna difícil de ignorar. A pesquisa Reuters/Ipsos registrou 33% de aprovação e 64% de desaprovação, enquanto os democratas conquistaram, pela primeira vez em uma década, a preferência dos eleitores na gestão da economia. São números que não apenas medem um presidente, mas revelam um eleitorado em processo de reavaliação silenciosa.

Uma pesquisa conjunta da Reuters e do Ipsos, divulgada em 17 de agosto de 2026, registrou apenas 33% de aprovação para Donald Trump no segundo mandato — o nível mais baixo desde que retornou à Casa Branca, e idêntico ao piso que havia alcançado em dezembro de 2017. Sessenta e quatro por cento dos americanos desaprovam seu desempenho, uma queda de dois pontos em relação a levantamento anterior realizado no mesmo mês.

O dado mais revelador, porém, não é o da aprovação presidencial em si, mas a mudança de percepção sobre qual partido está mais apto a gerir a economia. Pela primeira vez em aproximadamente uma década, os democratas lideram essa questão: 38% dos entrevistados confiam mais neles para administrar a economia, contra 35% que preferem os republicanos. O mesmo padrão se repete no controle do custo de vida, onde a margem democrata é ainda maior — 38% a 31%.

Em imigração, tema que historicamente energiza a base de Trump, a vantagem republicana praticamente evaporou. Em janeiro de 2025, os republicanos lideravam por 26 pontos percentuais nessa questão. Em agosto de 2026, a diferença caiu para apenas dois pontos — 40% a 38% —, a menor margem de todo o segundo mandato.

Sobre o conflito com o Irã, o ceticismo é amplo e atravessa linhas partidárias: 80% dos americanos acreditam que a guerra se prolongará por bastante tempo, incluindo 71% dos próprios eleitores republicanos registrados. O retrato que emerge da pesquisa é o de um eleitorado menos convencido tanto do presidente quanto da capacidade do seu partido de responder às questões que mais pesam no cotidiano dos americanos.

A aprovação de Donald Trump entre os americanos atingiu seu ponto mais baixo desde o início do segundo mandato. Uma pesquisa conjunta da Reuters e do Ipsos, divulgada na segunda-feira 17 de agosto, registrou apenas 33% de aprovação, enquanto 64% desaprovam o desempenho do presidente. O número representa uma queda de dois pontos percentuais em relação a levantamento similar realizado semanas antes no mesmo mês, e iguala o patamar mais baixo que Trump havia alcançado durante seu primeiro mandato, em dezembro de 2017.

O declínio da aprovação coincide com uma mudança significativa na percepção dos eleitores sobre qual partido está melhor preparado para gerir a economia. Pela primeira vez em cerca de uma década, os democratas conquistaram vantagem nesta questão central. Trinta e oito por cento dos entrevistados acreditam que os democratas administrarão melhor a economia, contra 35% que preferem a abordagem republicana. A mesma tendência aparece quando o assunto é controle do custo de vida: 38% confiam mais nos democratas, enquanto apenas 31% acreditam que os republicanos lidarão melhor com a questão.

Em imigração, tema historicamente favorável aos republicanos, a vantagem do partido também encolheu drasticamente. Quarenta por cento dos eleitores registrados consideram que os republicanos têm a melhor abordagem para política migratória, comparado com 38% que optam pelos democratas. Essa diferença de apenas dois pontos percentuais é a menor de todo o segundo mandato de Trump. Em janeiro de 2025, os republicanos lideravam por 26 pontos nesta mesma questão, revelando uma erosão significativa de apoio em um dos temas que historicamente mobiliza sua base eleitoral.

Quanto à situação internacional, a pesquisa também sondou a percepção dos americanos sobre o conflito com o Irã. Oitenta por cento dos entrevistados acreditam que a guerra se prolongará por bastante tempo, enquanto apenas 16% acreditam que durará poucas semanas. Mesmo entre republicanos registrados, 71% espera um conflito prolongado, contra apenas 28% que acreditam em uma resolução rápida. Esse ceticismo generalizado sobre a duração do conflito atravessa linhas partidárias e sugere preocupação ampla com a escalada internacional.

Os números refletem um momento de vulnerabilidade política para Trump no segundo mandato. A convergência de aprovação baixa, perda de vantagem econômica histórica e erosão de apoio em imigração — um dos pilares de sua campanha — indica que o presidente enfrenta desafios significativos na mobilização de eleitores para as próximas disputas eleitorais. A pesquisa Reuters/Ipsos oferece um retrato de um eleitorado que, em agosto de 2026, está menos convencido tanto do desempenho de Trump quanto da capacidade republicana de lidar com as questões que mais afetam o dia a dia dos americanos.

Apenas 33% dos entrevistados aprovam o desempenho de Trump na segunda vez como presidente dos Estados Unidos, enquanto 64% desaprovam
— Pesquisa Reuters/Ipsos
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